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segunda-feira, 15 de julho de 2013

O LAGO MANYARA

 O lago Manyara fica situado entre Ngorongoro e Arusha onde tomaríamos o avião para regressar.À medida que nos aproximamos observa-se uma  mudança brutal da paisagem. No lugar das planicíes áridas do Serengeti  aparece  uma mata abundante, fechada, com porte de floresta tropical. O segredo da exuberância deste parque são as suas águas subterrâneas. O lago foi descrito pelo escritor norte-americano Ernest Hemingway como o mais 'encantador' da África - fã de caçadas, ele fez duas viagens ao país, em 1930 e 1950. 






Com o clima mais fresco, é comum aparecerem, por entre as árvores, elefantes, 
zebras e macacos, muitos macacos
Se tivesse sido neste local o nosso primeiro contacto com a natureza teríamos adorado..mas depois do Serengeti e de Ngorongoro não nos impressionou tanto apesar da beleza da região..
























A nossa última noite em África foi passada num lodge sobre o lago...a vista da piscina era deslumbrante

Não vou dizer adeus ..mas sim até à próxima...África minha....

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A CAMINHO DO LAGO MANYARA



Estava na hora de deixarmos o Serengeti e  o nossa "tenda" 5*..
 Para trás iam ficando os grandes espaços..



... as belas planícies
de acácias, os passarinhos coloridos


Voltámos a passar na Cratera de Ngorongoro e avistámos os Masai a pastorearem.. estávamos novamente na zona que eles habitam. Podíamos ver as suas aldeias bem protegidas dos animais ferozes
Durante o trajecto vimos imensas termiteiras. Algumas eram enormes ( como a da foto) e situadas perto das estradas, das casas de habitação, umas ao sol, outras à sombra debaixo de árvores...quantos milhões de térmitas existirão nesta termiteira?
Num estudo recente calcula-se que existe uma proporção de 2 mil milhões de formigas por cada pessoa.....ou seja, todas as formigas juntas pesam mais do que todos os habitantes do planeta terra....dá que pensar....

sexta-feira, 5 de julho de 2013

SERENGETI - VIVER A NATUREZA SELVAGEM EM PLENO...

A terra  no Serengeti é coberta por uma camada de rico solo vulcânico, ideal para a formação de prados verdejantes que dominam o cenário. Ocasionais bosques de acácias e savanas com espinheiros fornecem a folhagem de que as manadas de elefantes se alimentam. Grupos de girafas  deslocam -se
graciosamente pela savana com seus passos longos e compassados.







Formações rochosas, desgastadas pela erosão do vento e da chuva, erguem-se como sentinelas, servindo de pontos de observação para leões e leopardos
Aqui duas dessas formações rochosas  parecem que se beijavam...























Parámos numa zona protegida...aí tivemos acesso a informações sobre o parque e a sua via selvagem e até observámos características importantes  das várias ossadas que ali se encontravam



quarta-feira, 3 de julho de 2013

SAFARI NO SERINGETI....

Saímos cedo para um dia de intensa actividade. Tinha a certeza que seria empolgante não só pela bela paisagem envolvente mas porque iríamos ver de certeza imensos animais selvagens

Passámos por um grupo grande de girafas que se alimentavam das folhas dos ramos mais altos das árvores






Foi então que avistámos uma cena maravilhosa e parece que muito rara...duas leoas com varias crias bébés que eram uns autênticos peluches...e estavam bem perto do nosso trilho...aí que vontade de ir pegar um dos bébés...
É uma cena rara pois geralmente as mães leoas não expõem tanto as suas crias...
Há muitos grupos de leões no Serengeti. No calor do dia, eles se espreguiçam à sombra de árvores e arbustos, deixando para caçar ao cair da noite, quando está mais fresco.

Durante este dia iríamos ver mais de 30 leões...muitos a dormirem e outros deambulando vagarosamente..

A paisagem envolvente era linda...






segunda-feira, 1 de julho de 2013

OS PRIMEIROS "PASSOS" NO SERENGETI

Seringeti é reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco. Tem cerca de 13 mil quilômetros quadrados, entre a Tanzânia e o Quénia e é um dos lugares mais incríveis do mundo para se observar a vida selvagem.
Animados pela observação do leopardo mal tínhamos entrado no parque e à medida que nos encaminhávamos para o lodge íamos observando a beleza do 
local e belas cenas da vida selvagem.

No meio do capim estavam calmamente deitadas 2 chitas...

Uma deitou-se e ficou completamente camuflada enquanto a outra estava alerta..


Numa zona mais arborizada, deitado à sombra de uma árvore estava um leão a 
guardar o resto do seu almoço...um gnou...



Mais perto do lodge encontrámos gazelas machos reunidos num grupo e um macho com um séquito de fêmeas "que lhe pertenciam"..

quarta-feira, 26 de junho de 2013

SERENGETI - OS "BIG FIVE"

Serengeti é o maior e mais importante parque natural da Tanzania e de toda a África. É geralmente conhecido devido à maior migração de animais mamíferos do mundo o que é considerado uma maravilha da natureza











A palavra "Serengeti" provém da língua masai, na qual "Serengit" significa "planícies intermináveis"
Quando subimos ( eu, meu marido e o nosso amigo e companheiro de viagem Rafael) a um pequeno monte à entrada do parque, podemo-nos aperceber  da imensidão sem fim da planície..

Quem vai para África e especialmente fazer safari tem geralmente uma meta a cumprir: ver os big five ou seja  os cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem.
Já tinhamos tido a sorte de ver 4 inclusive o "raro e dificil"  rinoceronte...
Os big five são:


  • O leão  é um grande carnívoro felino da África e nordeste da Índia, possuindo um pelo curto, cauda e o leão macho possui uma juba característica ao redor do pescoço e ombros.
  • O elefante africano é um grande herbívoro possuindo uma pele grossa e quase sem pelos, uma tromba longa e flexível, corpo característico com o tronco forte e pesado, dois incisivos superiores longos e curvos de marfim, orelhas grandes de abano. 
  • O búfalo-africano  é um grande bovino ruminante. É considerado o mais perigoso dos Big Five pelos relatos de ataques e mortes de caçadores.
  • O leopardo  é um carnívoro felino que possui tipicamente pelo dourado-alaranjado marcado por rosetas negras. O leopardo é talvez o animal mais difícil de ser caçado, pelo seu comportamento e hábitos noturnos de alimentação.
  • O rinoceronte  é um grande mamífero herbívoro de pele grossa e encouraçada, podendo possuir 1 ou 2 chifres na frente da cabeça.

Faltava-nos ver o leopardo...Sabia que muitos turistas repetem durante anos safaris para conseguirem observar estes big five..Claro que eu gostaria de os ver mas não tinha grandes expectativas...
Quando o guia parou o jipe e apontou para umas árvores e disse..ali está um leopardo fiquei bem contente...só que foi tão difícil vê-lo..olhava para todos os ramos e troncos das varias arvores que estavam no local e  nada...

Ao fim de um certo tempo consegui ver..lá estava ele ...o nosso 5º Big Five...

















domingo, 23 de junho de 2013

OLDUVAI : BEM VINDOS A CASA..

Em Olduvai disserem-nos que éramos bem vindos a casa...era dali que tinhamos partido há milhões de anos...foi emocionante...
Não posso deixar de transcrever  uma crónica de Luis Queirós publicada no Jornal de Negócios  em 2011..


O desfiladeiro de Olduvai, situado no norte da Tanzânia, a leste das planícies do Serengeti, no território dos Maasai, pode muito bem ter sido o berço da Humanidade.
Aí foram encontrados os mais antigos vestígios do "homo habilis", e dos artefactos por ele utilizados, que datam de há quase dois milhões de anos. Mas, caso se venha a confirmar ter sido este o local da nascente do caudaloso rio que é o percurso da aventura humana, não é seguramente certo que o "homo sapiens", directo descendente do "homo habilis", regresse um dia a Olduvai, ainda que esse regresso seja entendido como a metáfora que simboliza o retorno às origens, ou ao tempo da pedra lascada, por uma Humanidade despojada de recursos.

Mas terá sido este o conceito no qual o Dr. Richard C. Duncan, um engenheiro de petróleos e director do "Institute on Energy and Man", e um especialista em recursos energéticos, se inspirou para encontrar o nome para uma teoria que desenvolveu, e que é apologética de um próximo apocalipse civilizacional: a teoria Olduvai. Esta teoria fundamenta-se nos seguintes princípios:

1. O período que vivemos na actualidade, que ele designa de "Civilização Industrial", é uma ocorrência isolada e de curta duração.

2. A variável que caracteriza a Civilização Industrial e que com ela se confunde é o consumo energético "per capita".

3. O consumo energético "per capita" já passou o seu apogeu, e vai declinar, num prazo curto, para valores anteriores ao advento da Civilização Industrial.

Para Duncan, o "Pico Civilizacional" terá ocorrido em 1979 (embora as estatísticas mais recentes não o confirmem), e as três fases que se seguem após esse Pico Civilizacional correspondem a três períodos de declínio, progressivamente mais acentuado: 1) a descida suave ("the slope") de 1979 a 1999; 2) a descida acentuada ("the slide") de 2000 a 2011 e, finalmente, 3) o precipício ("the cliff"), após 2011.

Tal como Malthus já o havia feito, comparando a evolução dos recursos alimentares e a evolução da população, Richard Duncan estabelece a comparação entre o crescimento populacional e o crescimento do consumo energético para concluir que o consumo energético "per capita" vai diminuir rapidamente, e, em consequência disso, o mundo se encaminhará, de forma acelerada, para uma situação catastrófica. Para aquilo que ele chama o fim da civilização pós-industrial, com ocorrência de apagões eléctricos, e de outras situações caóticas provocadas por progressivas falhas organizativas e estruturais.

Vistas bem as coisas, a teoria Olduvai não acrescenta muito à discussão que, desde há muito, se desenvolve à volta do "pico energético" ou do "pico do petróleo". A experiência tem mostrado que a indicação ou a previsão de datas muito precisas para situar o "momento do pico" só servem para dar importância ao acessório, e acabam por desviar as atenções do essencial, que é a insustentabilidade do actual modelo de desenvolvimento. Saber se as mudanças irão ocorrer dentro de 5 ou 20 anos não altera o cerne da questão. Elas vão forçosamente ter de ocorrer porque o que está em causa é algo mais importante que a opinião dos homens ou a visão dos profetas. São as leis da Física que enunciam a impossibilidade do crescimento contínuo em sistemas finitos, e as leis da termodinâmica adaptadas à economia, e que mostram as condicionantes desse crescimento.

O senso comum e a observação da natureza já nos ensinaram que os rios não voltam para trás, que seguem o seu percurso inexorável até ao mar. Por isso, nunca mais regressaremos a Olduvai. Mas a pequena gota de água que um dia se juntou a outras para formar a corrente humana há-de cumprir o seu ciclo. Um dia voltará a subir à nuvem, e daí regressará, de novo, à terra. E o ciclo irá recomeçar... 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

GARGANTA DE OLDUVAI

Olduvai- as plantas espinhosas à direita..

A garganta de Olduvai constitui um dos lugares mais importantes no leste da África . Esta zona é oficiosamente conhecida com o apelido de "berço da humanidade".
Actualmente, o governo tanzaniano prefere denominar o local com o seu nome original masai, "Oldupai", e assim se encontra escrito nos indicadores das estradas. O nome provém da abundância nesta zona da planta do mesmo nome, cuja principal característica é que retém água no seu interior, pelo que, quando este líquido escasseia, é mastigada por elefantes e masai. 

Há milhões de anos este local era ocupado por um grande lago cujas beiras foram cobertas com depósitos sucessivos de cinzas vulcânicas. Por volta de 500 000 anos atrás, a atividade sísmica produziu a modificação da rede fluvial, drenando o lago e começando a erodir os sedimentos. Atualmente, nas paredes da garganta, ficou a descoberto um conjunto estratigráfico de cerca de 100 m de espessura no qual se diferenciaram até sete níveis principais

Aqui foram encontrados os mais antigos fósseis da espécie humana, que datam de milhões de anos atrás. Denominados australopitecos , esses fósseis eram pequenos bípedes, com 1,20m, pesavam entre 25 e 50 quilos e tinham uma pequena caixa craniana. A postura vertical, a liberação das mãos para o manuseio e o estímulo cerebral forneceu à espécie bípede e, conseqüentemente, à evolução humana, o desenvolvimento das habilidades culturais.

A partir desses pequenos bípedes, conta a história que se sucederam os fósseis maiores, chamados australopitecos grandes ou parantropos, que possuíam o tamanho do homem de hoje e uma caixa craniana ligeiramente maior que também foram encontrados na Garganta de Olduvai
Por este motivo a Unesco considera este local o BERÇO DA HUMANIDADE

segunda-feira, 17 de junho de 2013

ADEUS CRATERA DE NGORONGORO

Estava na hora de seguirmos viagem até ao Seringeti. Enquanto percorríamos  o caminho de saída de Ngorongoro continuávamos a ver animais selvagens como búfalos, avestruzes ( muito maiores do que normalmente se vêem  em Portugal ), zebras...




















Saindo da zona da cratera encontrámos muitas girafas que são das poucas espécies que não habitam dentro da cratera dado que a vegetação lá existente não é própria para elas..





Como  os masai são os únicos habitantes com permissão para viver dentro do parque ( segundo as autoridades, eles são o único povo que conseguem ter uma convivência plenamente harmoniosa com a natureza) podemos vê-los pastoreando por aquelas terras..e pedindo uma garrafa de água a quem passa..