segunda-feira, 2 de março de 2015

PUERTO NATALES na PATAGÓNIA CHILENA

Partimos de madrugada de Punta Arenas num mini bus para a Puerto Natales "porta de entrada" de uma das maravilhas da natureza -As Torres del Paine.
Foram 250 km em que desfrutámos de uma bela paisagem e até visitámos mais uma colónia de pinguins.







Os cisnes de pescoço negro e as gaivotas deram-nos as boas-vindas no canal de água que mais parece um lago e que é a zona mais bonita desta pequena cidade que é um centro turístico e onde se faz criação de gado da região. 







Puerto Natales, a 247 kmde Punta Arenas,  localiza-se a nível do mar, nass margens do canal Señoret e de frente para a Cordilheira dos Andes. Foi fundada em 1911 e possui cerca de 16 mil habitantes.



.Percorremos uma boa parte da margem e até gostámos de ver barcos a serem consertados num pequeno estaleiro..acho que naquela pequena cidade tudo era bonito...




quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

PUNTA ARENAS

 O cruzeiro do Fim do Mundo chegava ao fim na cidade de Punta Arenas.
É uma cidade pequena mas o que se salientou de imediato foi o colorido das suas casas..
Caminhámos para a praça principal  - Praça de Armas Muñoz Gamero - onde se encontra o monumento ao herói de toda aquela zona - Fernão de Magalhães.
Segundo a tradição quem tocar ou mesmo beijar o pé do índio aónikenk que se encontra na base do monumento a Magalhães voltará à Patagónia...toquei várias vezes..gostava regressar...







Visitámos a igreja local simples mas bonita..
Subimo por um jardim com umas árvores aparadas de uma maneira curiosa e chegámos ao miradouro principal da cidade...aí se pode observar melhor o belo colorido das suas casas




Quando regressámos à rua principal tivemos o privilégio de assistir a um espectáciulo de dança tipica peruana - La Cueca...uma dança viva em que um lenço é um dos principais intervenientes..



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

OS PINGUINS DA ILHA MAGDALENA

No início da manhã e como as condições meteorológicas  permitiram, desembarcámos na Ilha Magdalena, no Estreito de Magalhães, lugar de paragem obrigatória para o abastecimento de antigos navegantes e descobridores.

 Esta ilha é o lar de uma imensa colónia de 200 mil pinguins de Magalhães que nos encantou durante a nossa caminhada até o farol, que orienta as distintas embarcações em suas passagens pelo Estreito. 



Desde Novembro a começos de Abril, os pinguins fazem da terra  a sua maternidade construindo tocas onde os bébés pinguins nacem e crescem.. e a muda de “vestuário” acontece no verão. Quando as crias crescem e mudam sua plumagem, os pinguins vão embora para águas um pouco mais quentes das do estreito de Magalhães.

 Estas aves, de postura erguida e longo pescoço, com suas extensas corridas para se elevarem no ar e  o seu voo em formação de “V” parecem hidroaviões com penas.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

BAHIA WULAIA

A próxima etapa da nossa navegação era na Bahia Wulaia. Tinhamos duas hipóteses..ou ficavamos nas margens do estreito caminhando pela praia ou subiriamos um morro dificil em termos de inclinação e de mau piso pois os imensos castores que ali habitam têm o mau hábito de roer e deitar arvores ao chão e elas seriam grandes obstáculos para atingir a zona panorâmica.. Mas também nos disseram que era um experiência incrivel e que a beleza da baía vista do alto era fabulosa...decidi arriscar...





Realmen te não foi facil subir...e tive muita ajuda do meu marido e não só...mas valeu!!!!!!!!!!!!!!!


Ao atingirmos o topo, os resistentes, sentámo-nos não só para restabelecer as forças mas para podermos apreciar toda aquela beleza...
Ficámos uns minutos em total silêncio para podermos absorver em pleno um momento tão belo..

A descida também não foi fácil mas vínhamos "nas nuvens" com toda aquela vivência...


Bahia Wulaia é uma baía na costa ocidental de Isla Navarino ao longo do Canal Murray no extremo sul do Chile. A ilha e estreito adjacente fazem parte do município de Cabo de Hornos, na Província Chilena Antártica, que faz parte do Magallanes e Antártica Chilena. Um sítio arqueológico na Bahia Wulaia foi associado à exterminação  do povo Yaghan cerca de 10.000 anos atrás. 

domingo, 25 de janeiro de 2015

NA CORDILHEIRA DARWIN - TERRA DO FOGO

Navegámos pelos canais Brecknock, Ocasión, Cockburn e Magdalena para entrar no glaciar Agostini, no coração da Cordilheira Darwin, na Terra do Fogo. Neste local é possível apreciar as glaciares que descem da montanha, algumas deles chegando até o mar. 








Estava nevoeiro, o mar agitado e muito frio quando desembarcamos em botes Zodiac para observar de perto os glaciares, as quedas de água e a nidificação de milhares de cormorants - corvos marinhos.
Achei incrivel como eles conseguem sobreviver num ambiente tão hostil e fazem os ninhos em penhascos tão abruptos...



domingo, 18 de janeiro de 2015

DANDO A VOLTA AO FIM DO MUNDO...

Deixámos o Cabo Horn e regressámos ao barco nas lanchas. Os marinheiros diziam que o mar estava óptimo e que o comandante iria tentar tornear a ilha em vez de voltar para trás. Seria uma oportunidade única passar na zona onde o Oceano Atlantico e o Pacífico se encontram..uma zona de navegação muito perigosa e onde naufragaram tantos navios...

O mar está relativamente calmo- dizia o comandante, enquanto manobrava o barco na ponte.. Estávamos a alcançar um marco importante e raro naquela zona..dar a volta ao fim do mundo!!!
Eu achei que o mar estava terrivelmente agitado pois nem fotografias conseguia tirar para me conseguir segurar...











O barco não era muito grande e levaria umas dezenas de passageiros...Todos estavam nas cabines muito enjoados ( mareados como eles diziam) Só eu e uma outra senhora espanhola aguentámos firmes e fomos convidadas para ir para o pé do comandante...ele não se cansava de dizer para mim...És uma brava filha de Magalhães!!!!







Quando acabámos de circundar o cabo Horn o mar acalmou e os " mareados" começaram a aparecer e nem se aperceberam da nossa aventura nestes mares do Fim do Mundo..

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

NO FIM DO MUNDO...

Saímos dos botes com a ajuda da tripulação, que disponibiliza dois mergulhadores (às vezes, o próprio barman do navio cumpre a dupla função), para segurarem a embarcação a fim de garantir um desembarque seguro. Depois de subirmos a escadaria, já é possível avistar o Monumento Cabo Horn, uma placa de metal que tem o formato de um albatroz. Construído em 1992, o símbolo do local foi feito em homenagem e memória aos homens que desbravaram a região e morreram lutando contra a forte correnteza, tentando apenas alcançar o ponto mais austral do continente.


Para chegarmos  até ao monumento temos mais um lance de escadas, desta vez bem menos íngreme, mas o vento forte e cortante da Patagónia não colabora muito para que consigamos manter o equilíbrio e nem falo da dificuldade em tirar fotografias...


Além do monumento, há também um farol, um pequeno museu e uma capela,  tudo ao cuidado de uma família que vive na ilha responsabilizando-se por ela durante um ano (cada ano é uma família diferente que ocupa a função). 



Chegar ao "fim do mundo" tem seus sacrifícios, como o frio, possibilidade de enjôo, esforço físico, mas a recompensa vai além da paisagem bela e exuberante: é a sensação de desbravar uma das extremidades mais almejadas do mundo.







Quando regressámos ao barco nas lanchas, avistámos uma colónia de lobos marinhos...manter o equilibrio na lancha e fotografar não resultou nada bem...mesmo assim apresento duas fotografias..