sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

OS PINGUINS DA ILHA MAGDALENA

No início da manhã e como as condições meteorológicas  permitiram, desembarcámos na Ilha Magdalena, no Estreito de Magalhães, lugar de paragem obrigatória para o abastecimento de antigos navegantes e descobridores.

 Esta ilha é o lar de uma imensa colónia de 200 mil pinguins de Magalhães que nos encantou durante a nossa caminhada até o farol, que orienta as distintas embarcações em suas passagens pelo Estreito. 



Desde Novembro a começos de Abril, os pinguins fazem da terra  a sua maternidade construindo tocas onde os bébés pinguins nacem e crescem.. e a muda de “vestuário” acontece no verão. Quando as crias crescem e mudam sua plumagem, os pinguins vão embora para águas um pouco mais quentes das do estreito de Magalhães.

 Estas aves, de postura erguida e longo pescoço, com suas extensas corridas para se elevarem no ar e  o seu voo em formação de “V” parecem hidroaviões com penas.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

BAHIA WULAIA

A próxima etapa da nossa navegação era na Bahia Wulaia. Tinhamos duas hipóteses..ou ficavamos nas margens do estreito caminhando pela praia ou subiriamos um morro dificil em termos de inclinação e de mau piso pois os imensos castores que ali habitam têm o mau hábito de roer e deitar arvores ao chão e elas seriam grandes obstáculos para atingir a zona panorâmica.. Mas também nos disseram que era um experiência incrivel e que a beleza da baía vista do alto era fabulosa...decidi arriscar...





Realmen te não foi facil subir...e tive muita ajuda do meu marido e não só...mas valeu!!!!!!!!!!!!!!!


Ao atingirmos o topo, os resistentes, sentámo-nos não só para restabelecer as forças mas para podermos apreciar toda aquela beleza...
Ficámos uns minutos em total silêncio para podermos absorver em pleno um momento tão belo..

A descida também não foi fácil mas vínhamos "nas nuvens" com toda aquela vivência...


Bahia Wulaia é uma baía na costa ocidental de Isla Navarino ao longo do Canal Murray no extremo sul do Chile. A ilha e estreito adjacente fazem parte do município de Cabo de Hornos, na Província Chilena Antártica, que faz parte do Magallanes e Antártica Chilena. Um sítio arqueológico na Bahia Wulaia foi associado à exterminação  do povo Yaghan cerca de 10.000 anos atrás. 

domingo, 25 de janeiro de 2015

NA CORDILHEIRA DARWIN - TERRA DO FOGO

Navegámos pelos canais Brecknock, Ocasión, Cockburn e Magdalena para entrar no glaciar Agostini, no coração da Cordilheira Darwin, na Terra do Fogo. Neste local é possível apreciar as glaciares que descem da montanha, algumas deles chegando até o mar. 








Estava nevoeiro, o mar agitado e muito frio quando desembarcamos em botes Zodiac para observar de perto os glaciares, as quedas de água e a nidificação de milhares de cormorants - corvos marinhos.
Achei incrivel como eles conseguem sobreviver num ambiente tão hostil e fazem os ninhos em penhascos tão abruptos...



domingo, 18 de janeiro de 2015

DANDO A VOLTA AO FIM DO MUNDO...

Deixámos o Cabo Horn e regressámos ao barco nas lanchas. Os marinheiros diziam que o mar estava óptimo e que o comandante iria tentar tornear a ilha em vez de voltar para trás. Seria uma oportunidade única passar na zona onde o Oceano Atlantico e o Pacífico se encontram..uma zona de navegação muito perigosa e onde naufragaram tantos navios...

O mar está relativamente calmo- dizia o comandante, enquanto manobrava o barco na ponte.. Estávamos a alcançar um marco importante e raro naquela zona..dar a volta ao fim do mundo!!!
Eu achei que o mar estava terrivelmente agitado pois nem fotografias conseguia tirar para me conseguir segurar...











O barco não era muito grande e levaria umas dezenas de passageiros...Todos estavam nas cabines muito enjoados ( mareados como eles diziam) Só eu e uma outra senhora espanhola aguentámos firmes e fomos convidadas para ir para o pé do comandante...ele não se cansava de dizer para mim...És uma brava filha de Magalhães!!!!







Quando acabámos de circundar o cabo Horn o mar acalmou e os " mareados" começaram a aparecer e nem se aperceberam da nossa aventura nestes mares do Fim do Mundo..

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

NO FIM DO MUNDO...

Saímos dos botes com a ajuda da tripulação, que disponibiliza dois mergulhadores (às vezes, o próprio barman do navio cumpre a dupla função), para segurarem a embarcação a fim de garantir um desembarque seguro. Depois de subirmos a escadaria, já é possível avistar o Monumento Cabo Horn, uma placa de metal que tem o formato de um albatroz. Construído em 1992, o símbolo do local foi feito em homenagem e memória aos homens que desbravaram a região e morreram lutando contra a forte correnteza, tentando apenas alcançar o ponto mais austral do continente.


Para chegarmos  até ao monumento temos mais um lance de escadas, desta vez bem menos íngreme, mas o vento forte e cortante da Patagónia não colabora muito para que consigamos manter o equilíbrio e nem falo da dificuldade em tirar fotografias...


Além do monumento, há também um farol, um pequeno museu e uma capela,  tudo ao cuidado de uma família que vive na ilha responsabilizando-se por ela durante um ano (cada ano é uma família diferente que ocupa a função). 



Chegar ao "fim do mundo" tem seus sacrifícios, como o frio, possibilidade de enjôo, esforço físico, mas a recompensa vai além da paisagem bela e exuberante: é a sensação de desbravar uma das extremidades mais almejadas do mundo.







Quando regressámos ao barco nas lanchas, avistámos uma colónia de lobos marinhos...manter o equilibrio na lancha e fotografar não resultou nada bem...mesmo assim apresento duas fotografias..

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

NO FIM DO MUNDO - CABO HORN

Cada um tem no seu imaginário uma ideia própria do que pode ser considerado o "fim do mundo" – um lugar isolado, cenário inóspito, com o horizonte vazio –, mas esta definição já foi atribuída a uma região no sul da América Latina: o Cabo Horn.



 Situado no Estreito de Drake na Terra do Fogo, em território chileno, o local é o ponto de encontro entre os oceanos Atlântico e Pacífico. É o último pedaço de terra habitado no extremo sul antes de chegar a Antártida (com excepção de suas bases de pesquisa), ou seja, o lugar mais austral da América.
Além de ter sido declarado Reserva da Biosfera pela Unesco, o Cabo Horn cultiva um mito por ser também um local de difícil acesso. Desde 1616, quando foi descoberto, é uma rota de navegação importante para as embarcações que navegam entre os dois oceanos, mas extremamente perigosa. Os ventos ali podem chegar até 200km/h e derrubar até o navio mais bem equipado – não é a toa que em suas imediações há mais de 100 embarcações naufragadas.



O  nosso navio tinha  partido de Ushuaia (Argentina)  e o ponto alto deste passeio é mesmo o Cabo Horn, onde se sente a emoção de estar em alto mar e num lugar especial...
O desembarque no local só é feito se a velocidade do vento não ultrapassar os 60km/h.  Nunca há a certeza de conseguirmos desembarcar e tive medo de ver goradas as nossas expectativas... Numa madrugada com ventos de 120km/h, dá para sentir algo semelhante à adrenalina que algum navegador de outro século experimentou quando passou por lá. Não se vê o céu, o vento toma forma de nuvem e ganha cor branca de tão espesso que fica ao se misturar com a chuva e a neve e o balanço do mar faz chocalhar tudo o que está na sua cabine .....Tinhamos sido avisados para esta situação..mas a sorte estava do nosso lado...íamos mesmo desembarcar!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

PARQUE NACIONAL TERRA DO FOGO

Criado em 1960, o Parque Nacional Tierra del Fuego tem cerca de 68 mil hectares e vai do extremo austral da Cordilheira dos Andes, incluindo a Serra de Injoo Goiyin (ou de Beauvior) até o norte do Lago Fagnano e até a costa no Canal de Beagle, na divisa com o Chile. Inclui assim, paisagens lindíssimas que vão de cordões montanhosos a profundos vales, com rios, lagos e o mar aberto.




O parque tem admiráveis vistas de lagos, florestas e turfeiras para todos os amantes da natureza. Sua fauna é composta de guanacos, raposas vermelhas, castores canadenses e coelhos. O habitat ideal para espécies vegetais como lengas, guindos, calafates, notros, orquídeas, violetas.


Não podia faltar a tradicional fotografia que nos indica a localização de Ushuaia no fim dos mais de 3000km da estrada nº3 argentina ...esta estradanº 3 faz parte da mitica rodovia Pan- americana que começa no Alaska e termina aqui...no Fim do Mundo..




Na realidade, esta mítica auto-estrada é mais um conceito do que uma estrada real, pois não se trata de uma só via, mas sim de uma rede de quase 30.000 quilómetros de estradas que atravessa o continente americano de uma ponta à outra 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

CRUZEIRO NO FIM DO MUNDO - partida de USHUAIA

Depois de feito o check in no porto de Ushuaia zarpámos num navio de médio porte para o Fim do Mundo...
Dissemos adeus a Ushuaia...

























Navegando pelo canal Beagle maravilhámo-nos com um belo pôr do sol..









 A noite seria passada a bordo e o primeiro destino deste cruzeiro seria o Cabo Horn. No mapa está marcado o itinerário que íriamos seguir, nestas longínquas terras, onde o nosso navegador Magalhães
ainda hoje é " rei"..