domingo, 7 de setembro de 2014

MILFORD SOUND

Poucos lugares na Nova Zelândia têm uma beleza natural tão exuberante e selvagem quanto a região Fiordlands National Park na costa sudoeste da ilha sul. E são justamente os fiordes que emprestam o nome à região  e os principais responsáveis pelo isolamento e beleza desta verdadeira maravilha da natureza que permanece praticamente intocada até os dias de hoje.










Tecnicamente, fiorde é um grande braço de mar que se expreme entre altas montanhas rochosas com encostas quase verticais e que invariavelmente têm sua origem associada ao período das grandes glaciações e à acção erosiva do gelo sobre as montanhas. No caso do Fiordlands, estes enormes paredões de pedra chegam a elevarem-se quase 1800 metros a partir do nível da zona de influencia das marés.




Vastos e imponentes, os fiordes neozelandeses recebem anualmente quase 1 milhão de visitantes. Destes, cerca de 90% visitam apenas a região do Milford Sound, o mais setentrional dos fiordes neozelandeses, o qual possui cerca de 16 km de extensão e ocupa menos de 2% da área total do parque.


É impensável estar neste paraíso e não o percorrer em toda a sua extensão num barco...foi o que fizemos...


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

HOMER TUNNEL na MILFORD ROAD



Quando se atinge o ponto mais alto desta estrada, chega-se ao Homer Tunnel que levou quase 25 anos para ser construído, pois foi perfurado  mais de 1 km rocha  em condições terríveis.Este túnel  levou quase 4 decadas para sair do papel e  foi inaugurado em 1954 colocando Milford Sound definitivamente no mapa turístico da Nova Zelândia.
Com pouco mais de 1 km de comprimento, o Homer Tunnel é o segundo maior túnel rodoviário da Nova Zelândia e encontra-se numa área altamente suscetível a avalanches e não é nada incomum a estrada estar fechada por esse motivo o que explica também  porque sua construção levou tanto tempo. O facto é que é um túnel diferente de qualquer outro túnel pois  além de ter tecnicamente apenas uma faixa de rodagem, ele foi construído em declive. Na sua entrada na porção leste ele encontra-se a 1270 metros acima do nível do  mar e na saída na porção oeste ele encontra-se a 945 metros acima do nível do mar.


 



Esta zona do túnel é um tradicional ponto de paragem para fotos, e para  podermos apreciar as majestosas montanhas e cachoeiras em seu redor.








 Na descida já no lado de Milford, a beleza da paisagem não diminui, e um dos pontos mais interessantes chama-se Chasm. O Chasm é um pequeno parque cuja caminhada de ida e volta dura uns 20 minutos, e cruza o Rio Cleddau. O interessante é que a força da água torneou as pedras desenhando formas muito interessantes, e ainda por cima cavou furos nas pedras, onde cachoeiras inteiras desaparecem no subsolo, para reaparecer mais adiante. Realmente muito interessante e bonito. Logo de seguida chega-se a Milford.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

MILFORD ROAD - uma das MAIS BELAS ESTRADAS DO MUNDO

 Logo que deixámos Te Anau, para percorrer os 120 km até Milford, ficámos boquiabertos com tanta beleza e o progresso é lento, pois não se resiste a tirar fotos ..


Milford Road ou Highway 94 não é apenas uma estrada qualquer, ligando Te Anau ao Milford Sound, esta belíssima estrada com aproximadamente 120 km de extensão é a única estrada pavimentada a cortar os limites do Fiordland National Park e poderia ser facilmente considerada (se é que isso é possível), uma das mais impressionantes estradas cênicas da Nova Zelândia e uma das mais belas do mundo.


Passando por paisagens incríveis ao longo de todo o seu sinuoso trajeto, uma viagem de carro que normalmente dura cerca de 2 horas e meia , pode facilmente durar mais que o dobro disso. Principalmente quando se vai parando nos inúmeros miradouros e trilhas existentes ao longo do caminho ...
Deixando Te Anau, a Highway 94 segue em direção ao norte percorrendo quase 30 kilômetros pela margem direita do Lake Te Anau (maior lago da Ilha Sul da Nova Zelândia) até chegar em Te Anau Downs

Em Te Anau Downs a estrada vira ligeiramente à direita deixando a margem do Lake Te Anau para trás e penetramos no Eglinton Valley. Neste trecho a Milford Road percorre cerca de 33 km praticamente paralela ao leito do Eglinton River ganhando altitude e passando por vários riachos .

Um destes pontos de parada “obrigatórios” são os Mirror Lakes. Um conjunto de pequenos lagos facilmente observados por uma trilha de curta duração (5 – 10 minutos).  E como o nome sugere, devido a escura coloração do lago devido a presença de matéria orgânica dissolvida na água, a superfície do lago reflete (quase como um espelho) o contorno do Earl Mountains

Este espelho nem sempre se consegue ver pois depende de condições atmosféricas como vento, chuva...Nós mais uma vez tivemos muita sorte. O guia salientou várias vezes esse aspecto pois no dia anterior choveu durante todo o dia...


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A CAMINHO DE MILFORD SOUND: TE ANAU

Madrugámos para irmos conhecer um local de sonho, onde a beleza natural é tão exuberante, que qualquer foto ou descrição não  consegue  transmitir o que é vê-lo ao vivo. Estou a falar do Fiordland National Park, um lugar tão bonito e tão cheio de coisas para fazer, que rotulá-lo de destino número 1 na Nova Zelândia ainda seria pouco. O correcto seria, destino obrigatório, imperdível, must see......

Toda a área foi declarada Patrimônio da Humanidade, por sua importância, beleza, e geografia única e por esse motivo e uma das maiores atrações turiíticas da Nova Zelândia.
Saímos de Queenstown ainda de noite, num autocarro com janelas panorâmicas e tectos de vidro, pois todo o caminho é lindissimo. Sabíamos que seriam mais de 4h de caminho mas a verdade e que quase não demos pelo tempo porque não parávamos de nos maravilhar com tanta beleza
Apesar do sono ver os cumes dos montes "incandescentes" com os primeiros raios de sol foi um show..


A primeira paragem foi numa pequena e tradicional cidade  Te Anau. Não tem mais do que 2 mil habitantes mas tem um lago enorme  e é um local de paragem "obrigatório" antes de entrarmos na estrada principal para os fiordes..Claro que não perdi tempo na loja de souvenirs..preferi ir até ao lago tirar umas fotos...

domingo, 17 de agosto de 2014

FINAL DE DIA EM QUEENSTOWN

O nosso hotel em Queenstown ficava longe do centro da cidade ( mais de 2km..) mas o caminho era lindo e perdoei-lhe a distância em função da vista fabulosa do alto de uma colina..
O pôr do sol visto do hotel foi um absolutamente maravilhoso
...ficam alguma imagens...



terça-feira, 12 de agosto de 2014

QUEENSTOWN



A cidade é silenciosa com discreto movimento de veículos nas ruas, e pode-se facilmente andar a pé em toda sua extensão. A população fixa é de somente 9 mil pessoas, mas é agraciada com uma verdadeira invasão anual de turistas, que chega a dobrar o movimento na cidade..








A cidade em si é um atractivo, com ruas reservadas só para pedestres e construções restauradas do século passado . Um mundo de lojinhas de souvenir, vendem de tudo que uma ovelha jamais imaginaria poder oferecer, como vários artefatos de lã e também em madeira, deliciosos tipos de mel além de Arte Maori. Na rua que margeia o lago, cafés oferecem bebidas e comidas típicas da NZ,
 Por ser área altamente turística, os preços são igualmente turísticos, mas facilmente digeridos com a bela vista do lago

Existe nesta cidade um clima de tranquilidade, simpatia que se transmite a todos os passeantes...brincam com quem fotografa, dão informações espontaneamente, compartilham-se lugares nos bares, cafés, taxis..com educação e amabilidade...por isso muitos europeus estão a escolher esta cidade para viver com qualidade a velhice...




Encontrámos um neozelandês que já tinha estado em Torres Vedras..






Foi nesta cidade que comemos o melhor hamburguer do mundo...

domingo, 10 de agosto de 2014

QUEENSTOWN E O SEU LAGO


À beira do Lago Wakatipu, azulíssimo, e amparada por duas montanhas gigantescas, entre elas as Remarkables (ou as Memoráveis), Queenstown é linda de morrer... E também pode ser um grande programa para quem quer apenas praticar o “contemplacionismo” como nós...
Aqui é possível pular de um bungee jump de mais de 100 metros de altura, saltar de paraquedas, balançar como um pêndulo sobre um canion e voar de paraglider num mesmo dia


 Queenstown é uma excepção num país onde a esmagadora parte das cidades pequenas são meras bases estratégicas para conhecer a natureza, sem grandes preocupações com a arquitetura ou o charme urbano. Além de linda, Queenstown tem alma. Pode-se  espiar os artistas de rua, namorar na prainha de pedras à beira do lago. No fim da tarde os Queenstown Gardens( um lindo parque com jardins floridos) é ideal para uma caminhada tranquila. A essa hora, uma luz especial consegue a proeza de tornar tudo ainda mais esplêndido. Com pressa, um visitante pode conhecer toda a cidadezinha numa tarde.

 






terça-feira, 5 de agosto de 2014

VOANDO DE ROTORUA PARA QUEENSTOWN

Percorrer a Nova Zelândia de autocarro é o ideal pois as suas paisagens são indiscritíveis. No entanto, há que cumprir um programa e as 3 semanas de viagem depressa se converteriam em 1 mês ou mais ( e que bom seria...)
Asim fomos de avião ( pequeno e de hélice..) para a Ilha Sul, mas especificamente para outra zona " must" deste país...






O aeroporto domestico de Rotorua é pequeno e com movimento reduzido...no balcão do check in, deserto há uma campainha para chamar a hospedeira de terra para receber as malas e  surpresa!!! nem vê o bilhete nem passaporte...confiança total..chegam mais uns tantos viajantes e lá fomos  em fila indiana pela  pista, a pé, para a avioneta...confesso que estava bem nervosa...
Mas descobri que a Nova Zelândia é tão bonita vista de avião como de qualquer outro meio de transporte. Passámos pelo Monte Cook ( o mais alto da NZ) e vimos os lagos que mais tarde iríamos rever no caminho ( agora de autocarro) para Christchurch.