quinta-feira, 15 de maio de 2014

BONDI BEACH: A MAIS CONHECIDA PRAIA DE SIDNEY

Estando em  Sidney, uma vista à Bondi Beach éimperdível, pois fica a aproximadamente 30 minutos do centro da cidade  e o caminho até lá é muito bonito.Passámos por baías com seus portos e pela " porta de entrada" da Baía de Sidney.











Bondi Beach é uma praia mundialmente conhecida e  uma das mais famosas da Austrália.Provavelmente já apareceu em mais cartões postais, programas de televisão e filmes do que qualquer outra praia australiana.
Todos os anos, milhares de pessoas, dsde mochileiros a bilionários, vêm para a areia dourada dessa larga praia urbana, de um quilômetro de extensão, para passear, correr ou relaxar ao sol. A apenas 10 quilômetros de distância do centro da cidade, Bondi Beach é uma das praias mais animadas de Sydney. Ela é palco de eventos o ano todo, desde exposições de arte da comunidade até maratonas de corrida do City to Surf.

Bondi também é o lar do surf e dos salva-vidas australianos. O Bondi Life Saving Club, fundado em 1906, é o mais antigo da Austrália. No verão, a praia é patrulhada por salva-vidas voluntários, que asseguram que os banhistas permaneçam entre as bandeiras de segurança vermelhas e amarelas icônicas da Austrália. Nas manhãs de domingo, pode-se ver os "Nippers", os futuros salva-vidas australianos, aprendendo o ofício desde jovens. As águas calmas e protegidas desta praia também são um lugar perfeito para aprender a surfar e por isso existem diversas escolas de surf local.





A rua principal, à beira-mar, chama-se Campbell Parade, e aí encontramos uma diversidade de lojas de  artigos de surf e de moda, cafés ao ar livre e bares. Ela é um ponto de encontro famoso para a sociedade  de Sydney.

Gostei de conhecer a praia embora acostumada às belas praias portuguesas não a achei nada de especial. No entanto reconheço que na zona onde está deve ser muito apreciada porque a vigilância constante permite que os utentes se sintam " protegidos" contra tubaroes, jellyifish e outros perdedores terríveis que existem neste país. Depois de ter visto belissimas praias desertas por causa dos referidos perdedores dei mais valor a esta praia nos arredores de Sidney..



segunda-feira, 12 de maio de 2014

A ÓPERA DE SIDNEY E A HARBOUR BRIDGE


A  Ópera de Sydney é um dos edifícios de espectáculo mais marcantes a nível mundial, e um dos símbolos da Austrália, 
A construção, projetada por Jørn Utzon, começou em 1959 e está localizada sobre a Baía de Sydney. É um postal muito conhecido desta cidade e foi emocionante ver "ao vivo"..foi o concretizar de um sonho..

Uzon ganhou o concurso internacional de arquitectura para a Ópera de Sydney em 1957, aos 38 anos. Havia 232 candidatos e terá sido o arquitecto finlandês Eero Saarinen, que fazia parte do júri, a apoiar o seu projecto. Fez a obra com o engenheiro anglo-dinamarquês Ove Arup e o edifício demorou anos a ser construído (de 1956 a 1973). A polémica instalou-se e, em 1966, quando Jorn Utzon abandonou a direcção da obra e a Austrália, para onde se tinha mudado com a sua família.
As razões deste afastamento terão sido as divergências que o arquitecto teve com o seu cliente por causa da acústica e da derrapagem no orçamento (em mais de mil por cento).
Quando o edifício da Ópera de Sydney ficou concluído em 1973, constituiu uma marca geográfica, na verdadeira acepção da palavra, que colocou a Oceania no mapa mundial. A Ópera de Sydney tem cerca de 1000 divisões, incluindo cinco teatros, cinco estúdios de ensaio, dois auditórios, quatro restaurantes, seis bares e numerosas lojas de recordações.




Sydney Harbour Bridge , sobre a Baía de Sydney, liga o centro financeiro de Sydney com a costa norte, residencial e comercial.
Concluída em 1932, demorou 8 anos a ser construída. O comprimento total do tabuleiro principal são 1 149m. O arco que suporta o tabuleiro, tem um comprimento de 503m e um peso de 39 000 toneladas. O ponto mais alto do arco está 134m acima do nível do mar.
A ponte era a estrutura mais alta da cidade até 1967. De acordo com registros do Guinness Book, é a ponte mais larga e também é a ponte de arco em aço mais elevada do mundo. É também a ponte em formato de arco mais longa do mundo.


Estas duas estruturas complementam-se em beleza e o que seria de Sidney sem eles?

sexta-feira, 9 de maio de 2014

A BAÍA DE SIDNEY


Situado na baía de Sydney, ao lado de Circular Quay, The Rocks é o ponto onde se iníciou a povoação européia na Austrália.
CIRCULAR QUAY

 O bairro é conhecido por suas ruas coloridas e edifícios elegantemente restaurados, estabelecimentos de entretenimento e lojas de especialidades. No Circular Quay são feitas as conexões entre barcos, comboios e autocarros que ligam os subúrbios ao centro da cidade.





A Sydney Opera House é sem dúvida o principal ícone da arquitetura australiana. Um marco construído no Bennelong Point, onde ópera, ballet, teatro e música arrepiam os espectadores pela performance em harmonia com beleza do local. Assistir a uma apresentação da Orquestra Sinfônica de Sydney é um espetáculo imperdível.
DARLING HARBOUR
O Darling Harbour, região portuária que foi totalmente restaurada e abriga actualmente algumas das melhores  zonas de entretenimento da cidade. 
VUm pequeno video da baia de Sidney filmado ( mal..) por mim..




segunda-feira, 5 de maio de 2014

SIDNEY

Sede dos Jogos Olímpicos de 2000, Sydney é uma das cidades mais modernas e agradáveis do planeta e onde fica evidente, mesmo  numa megalópole com 5 milhões de habitantes, a relação dos australianos com o mar.



O Centro é cortado por largas avenidas com prédios altos, sendo a maioria de escritórios comerciais. Apesar de Sydney ser a mais conhecida e antiga cidade da Australia, não é o centro financeiro Australiano pois a cidade de Melbourne nesse aspecto, concentra um número infinitamente maior de  grandes empresas Australianas e multinacionais, bem como ofertas de empregos especializados.




Sydney é uma das mais multiculturais cidades do mundo, o que reflete o seu papel como um importante destino imigratório na Austrália. Segundo o levantamento Mercer sobre custo de vida, Sydney é a mais cara cidade da Austrália e a 15ª mais cara do planeta.



Sydney é uma cidade deslumbrante e vibrante, construída à volta de uma das baías mais bonitas do mundo, com praias cintilantes e de fácil acesso ao coração da cidade 
Além da sua extraordinária beleza e estrutura, Sydney  torna-se fascinante pela mistura de etnias que circulam pelas ruas, mostrando que paz e harmonia é um processo natural da civilização humana.
 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

JANTAR "SOUNDS OF SILENCE" EM ULURU


As 18h estávamos a postos na recepção para seguirmos para o jantar no deserto " Sounds of silence". Partimos num autocarro rumo ao local escolhido para o jantar. Um local com vista para Uluru e para uma outra formação semelhante "Olgas"e ai assistir ao pôr do sol..
Enquanto o sol se põe, foram servidos aperitivos, espumantes e sumos. mas o espectáculo em foco é Uluru, que, conforme o sol vai baixando, assume colorações diversas, do vermelho intenso ao alaranjado.

  O pôr-do-sol é realmente muito bonito e inspirador: muitos tons no céu, estrelas despontando, um solo árido com uma vegetação de arbustos e pequenas flores roxas...Imperdivel!!



Uma vez terminado o pôr-do-sol, dirigimo-nos por um caminho iluminado por pequenas velas para o local do jantar, a algumas dezenas de metros. Grandes mesas redondas que acomodam de oito a dez pessoas estão prontas para a ceia. Ao lado, um buffet com iguarias típicas desde carne de canguru, crocodilo , acompanhamentos e doces. 



Enquanto bebíamos o  café, um astrónomo surgiu para  nos guiar por uma exploração das estrelas no céu australiano. Muita ênfase foi dada ao facto de estarmos vendo o céu do hemisfério sul e s constelações como o cruzeiro do sul e as três-marias foram apontadas no céu para  nosso deleite pois estamos acostumados a uma diferente paisagem celestial .  Observámos Júpiter  e a Lua num telescópio montado no local.





Ao todo, são quatro horas, desde a  saída do hotel até retornarmos. E qual o veredito? É um programa feito para turista, longe de ter um apelo que remeta a tradições aborígenes. Mas o pôr-do-sol é lindo, o jantar é muito agradável. Encontrámos pessoas de muitas nacionalidades, trocámos impressões num local muito remoto...uma bela experiência, sem dúvida!! 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

EXPLORANDO ULURU

A Rocha( Uluru) é sagrada para os aborígines, que acreditam que dentro da rocha vivem dois espíritos, o que faz dela algo vivo para eles. Suas formas, marcas são interpretadas pelos aborígenes como parte do corpo de Uluru e como resquícios das inúmeras batalhas travadas entre os dois espíritos que alí vivem. Formas que para o homem “branco” não passa de fendas, cavidades, cisternas e cavernas rochosas.
Os anangus atribuem uma significância espiritual ao Uluru e Kata Tjuta. Acreditam ser os descendentes de seres míticos que criaram toda a terra durante a “Tjukurpa” ou época dos sonhos, o período da criação, e como tal aceitam que nós visitantes sejamos recebidos como seus convidados, pedindo que respeitemos sua fé e costumes. 












Estes seres míticos incluem cobras, um emu, um lagarto. Várias lendas são narradas pelos guias quando param ao longo da caminhada, assim como os hábitos deste povo: alimentação, comunicação, rituais de passagem.  Sabe-se que muitas outras lendas existem, mas estas são segredos passados apenas aos anangus “iniciados” na religião e permanecem um mistério.
Ao longo do percurso há algumas grutas com pinturas rupestres. Pinturas essas que indicavam e sinalizavam Uluru como  um bom local para se estar. Os círculos concêntricos marcados na rocha indicavam a presença de água..tal com os círculos formados quando se atira uma pedra a um lago..


 






















































E o improvável num deserto aparece: água!!!
O local mais sagrado, do meu ponto de vista, estava ali naquele pequeno e límpido lago no meio do deserto numa pequena gruta na base de Uluru..era um local mágico...





Depois de completarmos o roteiro fomos de autocarro até o Centro Cultural 

O Centro Cultural é uma obra arquitectónica premiada. Dois prédios construídos em forma de serpentina para lembrar a historia das cobras ancestrais “Kuniya” e “Liru”. As exposições ilustram os mitos da Tjukurpa, falam sobre as tradições e costumes dos anangus e eventualmente alguns deles aparecem para contar histórias e observar os visitantes. Há algumas lojas no local vendendo arte aborígene e souvenires. 

A brochura do Centro Cultural é primorosa, ilustra todas as lendas que você já ouviu a esta altura, as caminhadas e trilhas do parque, a fauna e flora da região, ensina algum vocabulário anangu e dá até explicações sobre a geologia do local.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

O NASCER DO SOL EM ULURU

Todos os  turistas que visitam este parque nacional situado no centro da Austrália, "têm" que madrugar para assistirem ao nascer do sol em Uluru. Primeiro porque  as temperaturas são altíssimas e atividades ao ar livre entre 12 e 16 horas,são um verdadeiro desafio e, segundo, pela mudança de cores que acontece nestes momentos. na superfície deste monolito..
Realmente é notável a variação da coloração devido à diversa iluminação que ocorre nas diferentes horas do dia (e do ano), apresentando ao pôr-do-sol ao nascer do sol uma visão particularmente fabulosa pois sendo feito de arenito impregnado de minerais como feldspato, o que causa a emissão de um brilho vermelho ao amanhecer e ao pôr-do-sol, e de metais como ferro, que gera a cor ferruginosa devido à sua oxidação.
  O autocarro que nos leva estaciona numa área previamente preparada para que se aprecie o nascer do sol (Talinguru Nyakunytjaku). É tudo muito rápido, e naquele dia havia alguma neblina e não houve uma mudança dramática de cores. Vimos o sol nascer, tirámos fotos, tomámos um cafezinho e em pouco mais de meia-hora estávamos de volta ao autocarro para nos levar  até a base do Uluru em Kuniya Piti.
A caminhada completa em torno da rocha de aproximadamente 9 km inclui percorrer a “Base Walk” mais a “Lungkata Walk” e a “Mala Walk”. Nosso tour percorreu a pé parte da Base Walk no trecho entre Kuniya Piti e Mutitjulu - reservatório de água da chuva (waterhole) onde estão as rochas com pinturas rupestres e a Mala Walk até Kantju Gorge (cachoeira de 90 metros). Os outros trechos foram percorridos em autocarro.


Em vários locais a fotografia é proibida.  Pedem-nos também que não se fotografe os anangus , eles acreditam em honrar os mortos não pronunciando seus nomes ou vendo suas imagens por algum tempo, o que fica impossível se capturássemos tais imagens e as levássemos pelo  mundo fora.

Se ver o Uluru de longe é mágico, vê-lo de perto é instigante: a rocha está cheia de saliências e reentrâncias, poços de água, cascatas, refúgios, pinturas rupestres. Tocar na pedra é possível em alguns locais, mas levar pedaços para casa é considerado mau-agouro e várias histórias existem de turistas que foram amaldiçoados pelo Uluru ao exibirem pedaços da pedra como souvenir.

























É possível também escalar o Uluru, mas este tema é extremamente controverso. Os anangus consideram o Uluru sagrado e escalar a montanha, um sacrilégio. Assim, na base da escalada há um pedido formal dos anangus para que  não se suba a montanha. Eles não proíbem a subida, apenas pedem que  “escolhamos” respeitar suas tradições. A maioria respeita, mas muitos ignoram, principalmente os orientais.

A subida só é possível se o clima estiver estável, sem chuvas ou ventos fortes e a temperatura abaixo dos 36°C.Naquele dia a escalada era possível e muitos turistas não hesitaram em fazê-lo.






Uma corda fixa foi instalada para ajudar na subida a partir de um certo ponto. A subida é extenuante e perigosa, alguns já morreram pelo caminho. Demora-se praticamente 3 horas ida e volta. Não preciso dizer que não fomos,  pois não parecia fazer sentido vir até este lugar remoto para conhecer as tradições anangu e desrespeitá-las..além de que não teríamos as condições físicas necessárias para o fazer ( pelo menos eu..)

Um pequeno video do despertar  de Uluru filmado por mim..foi uma experiência...

terça-feira, 22 de abril de 2014

AYERS ROCK - NO DESERTO VERMELHO AUSTRALIANO

No meio da enorme planície do deserto vermelho australiano (“The Red Centre”), uma pedra surge  do nada, imensa, alaranjada, de uma simetria incrível, meio mágica, meio misteriosa. Inicialmente batizada pelos ingleses de Ayers Rock,  agora é oficialmente conhecida por Uluru. Em 1985 foi formalmente devolvida pelos australianos aos aborígenes locais, os anangus, e posteriormente arrendada ao governo australiano por 99 anos!



A formação rochosa,  um monólito, fica a 450 quilômetros de distância da cidade mais próxima, Alice Springs, numa região administrativa conhecida como Yulara,e faz parte do Parque Nacional de Uluru-Kata Tjuta, considerado Patrimônio da Humanidade pela ONU (World Heritage Site).
 Ayers Rock Resort,um complexo turistico, foi construido para explorar o Uluru, assim como a vizinha Kata Tjuta, de nome britânico “Olgas”, uma outra formação rochosa única.

O Ayers Rock Resort conta com um aeroporto, meia dúzia de hotéis, um acampamento, restaurantes, algumas lojinhas e um supermercado. Todo este complexo está distribuído numa linha circular. Existem entre os hoteis, além de um bus shuttle, caminhos pedonais através da terra vermelha da zona.

Apesar de cansados devido ao muito calor húmido ( 37ªC) que se fazia sentir, atacados por centenas de moscas que não mordendo incomodavam muito, percorremos alguns desse caminhos encantados com as cores da natureza..