segunda-feira, 5 de maio de 2014

SIDNEY

Sede dos Jogos Olímpicos de 2000, Sydney é uma das cidades mais modernas e agradáveis do planeta e onde fica evidente, mesmo  numa megalópole com 5 milhões de habitantes, a relação dos australianos com o mar.



O Centro é cortado por largas avenidas com prédios altos, sendo a maioria de escritórios comerciais. Apesar de Sydney ser a mais conhecida e antiga cidade da Australia, não é o centro financeiro Australiano pois a cidade de Melbourne nesse aspecto, concentra um número infinitamente maior de  grandes empresas Australianas e multinacionais, bem como ofertas de empregos especializados.




Sydney é uma das mais multiculturais cidades do mundo, o que reflete o seu papel como um importante destino imigratório na Austrália. Segundo o levantamento Mercer sobre custo de vida, Sydney é a mais cara cidade da Austrália e a 15ª mais cara do planeta.



Sydney é uma cidade deslumbrante e vibrante, construída à volta de uma das baías mais bonitas do mundo, com praias cintilantes e de fácil acesso ao coração da cidade 
Além da sua extraordinária beleza e estrutura, Sydney  torna-se fascinante pela mistura de etnias que circulam pelas ruas, mostrando que paz e harmonia é um processo natural da civilização humana.
 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

JANTAR "SOUNDS OF SILENCE" EM ULURU


As 18h estávamos a postos na recepção para seguirmos para o jantar no deserto " Sounds of silence". Partimos num autocarro rumo ao local escolhido para o jantar. Um local com vista para Uluru e para uma outra formação semelhante "Olgas"e ai assistir ao pôr do sol..
Enquanto o sol se põe, foram servidos aperitivos, espumantes e sumos. mas o espectáculo em foco é Uluru, que, conforme o sol vai baixando, assume colorações diversas, do vermelho intenso ao alaranjado.

  O pôr-do-sol é realmente muito bonito e inspirador: muitos tons no céu, estrelas despontando, um solo árido com uma vegetação de arbustos e pequenas flores roxas...Imperdivel!!



Uma vez terminado o pôr-do-sol, dirigimo-nos por um caminho iluminado por pequenas velas para o local do jantar, a algumas dezenas de metros. Grandes mesas redondas que acomodam de oito a dez pessoas estão prontas para a ceia. Ao lado, um buffet com iguarias típicas desde carne de canguru, crocodilo , acompanhamentos e doces. 



Enquanto bebíamos o  café, um astrónomo surgiu para  nos guiar por uma exploração das estrelas no céu australiano. Muita ênfase foi dada ao facto de estarmos vendo o céu do hemisfério sul e s constelações como o cruzeiro do sul e as três-marias foram apontadas no céu para  nosso deleite pois estamos acostumados a uma diferente paisagem celestial .  Observámos Júpiter  e a Lua num telescópio montado no local.





Ao todo, são quatro horas, desde a  saída do hotel até retornarmos. E qual o veredito? É um programa feito para turista, longe de ter um apelo que remeta a tradições aborígenes. Mas o pôr-do-sol é lindo, o jantar é muito agradável. Encontrámos pessoas de muitas nacionalidades, trocámos impressões num local muito remoto...uma bela experiência, sem dúvida!! 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

EXPLORANDO ULURU

A Rocha( Uluru) é sagrada para os aborígines, que acreditam que dentro da rocha vivem dois espíritos, o que faz dela algo vivo para eles. Suas formas, marcas são interpretadas pelos aborígenes como parte do corpo de Uluru e como resquícios das inúmeras batalhas travadas entre os dois espíritos que alí vivem. Formas que para o homem “branco” não passa de fendas, cavidades, cisternas e cavernas rochosas.
Os anangus atribuem uma significância espiritual ao Uluru e Kata Tjuta. Acreditam ser os descendentes de seres míticos que criaram toda a terra durante a “Tjukurpa” ou época dos sonhos, o período da criação, e como tal aceitam que nós visitantes sejamos recebidos como seus convidados, pedindo que respeitemos sua fé e costumes. 












Estes seres míticos incluem cobras, um emu, um lagarto. Várias lendas são narradas pelos guias quando param ao longo da caminhada, assim como os hábitos deste povo: alimentação, comunicação, rituais de passagem.  Sabe-se que muitas outras lendas existem, mas estas são segredos passados apenas aos anangus “iniciados” na religião e permanecem um mistério.
Ao longo do percurso há algumas grutas com pinturas rupestres. Pinturas essas que indicavam e sinalizavam Uluru como  um bom local para se estar. Os círculos concêntricos marcados na rocha indicavam a presença de água..tal com os círculos formados quando se atira uma pedra a um lago..


 






















































E o improvável num deserto aparece: água!!!
O local mais sagrado, do meu ponto de vista, estava ali naquele pequeno e límpido lago no meio do deserto numa pequena gruta na base de Uluru..era um local mágico...





Depois de completarmos o roteiro fomos de autocarro até o Centro Cultural 

O Centro Cultural é uma obra arquitectónica premiada. Dois prédios construídos em forma de serpentina para lembrar a historia das cobras ancestrais “Kuniya” e “Liru”. As exposições ilustram os mitos da Tjukurpa, falam sobre as tradições e costumes dos anangus e eventualmente alguns deles aparecem para contar histórias e observar os visitantes. Há algumas lojas no local vendendo arte aborígene e souvenires. 

A brochura do Centro Cultural é primorosa, ilustra todas as lendas que você já ouviu a esta altura, as caminhadas e trilhas do parque, a fauna e flora da região, ensina algum vocabulário anangu e dá até explicações sobre a geologia do local.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

O NASCER DO SOL EM ULURU

Todos os  turistas que visitam este parque nacional situado no centro da Austrália, "têm" que madrugar para assistirem ao nascer do sol em Uluru. Primeiro porque  as temperaturas são altíssimas e atividades ao ar livre entre 12 e 16 horas,são um verdadeiro desafio e, segundo, pela mudança de cores que acontece nestes momentos. na superfície deste monolito..
Realmente é notável a variação da coloração devido à diversa iluminação que ocorre nas diferentes horas do dia (e do ano), apresentando ao pôr-do-sol ao nascer do sol uma visão particularmente fabulosa pois sendo feito de arenito impregnado de minerais como feldspato, o que causa a emissão de um brilho vermelho ao amanhecer e ao pôr-do-sol, e de metais como ferro, que gera a cor ferruginosa devido à sua oxidação.
  O autocarro que nos leva estaciona numa área previamente preparada para que se aprecie o nascer do sol (Talinguru Nyakunytjaku). É tudo muito rápido, e naquele dia havia alguma neblina e não houve uma mudança dramática de cores. Vimos o sol nascer, tirámos fotos, tomámos um cafezinho e em pouco mais de meia-hora estávamos de volta ao autocarro para nos levar  até a base do Uluru em Kuniya Piti.
A caminhada completa em torno da rocha de aproximadamente 9 km inclui percorrer a “Base Walk” mais a “Lungkata Walk” e a “Mala Walk”. Nosso tour percorreu a pé parte da Base Walk no trecho entre Kuniya Piti e Mutitjulu - reservatório de água da chuva (waterhole) onde estão as rochas com pinturas rupestres e a Mala Walk até Kantju Gorge (cachoeira de 90 metros). Os outros trechos foram percorridos em autocarro.


Em vários locais a fotografia é proibida.  Pedem-nos também que não se fotografe os anangus , eles acreditam em honrar os mortos não pronunciando seus nomes ou vendo suas imagens por algum tempo, o que fica impossível se capturássemos tais imagens e as levássemos pelo  mundo fora.

Se ver o Uluru de longe é mágico, vê-lo de perto é instigante: a rocha está cheia de saliências e reentrâncias, poços de água, cascatas, refúgios, pinturas rupestres. Tocar na pedra é possível em alguns locais, mas levar pedaços para casa é considerado mau-agouro e várias histórias existem de turistas que foram amaldiçoados pelo Uluru ao exibirem pedaços da pedra como souvenir.

























É possível também escalar o Uluru, mas este tema é extremamente controverso. Os anangus consideram o Uluru sagrado e escalar a montanha, um sacrilégio. Assim, na base da escalada há um pedido formal dos anangus para que  não se suba a montanha. Eles não proíbem a subida, apenas pedem que  “escolhamos” respeitar suas tradições. A maioria respeita, mas muitos ignoram, principalmente os orientais.

A subida só é possível se o clima estiver estável, sem chuvas ou ventos fortes e a temperatura abaixo dos 36°C.Naquele dia a escalada era possível e muitos turistas não hesitaram em fazê-lo.






Uma corda fixa foi instalada para ajudar na subida a partir de um certo ponto. A subida é extenuante e perigosa, alguns já morreram pelo caminho. Demora-se praticamente 3 horas ida e volta. Não preciso dizer que não fomos,  pois não parecia fazer sentido vir até este lugar remoto para conhecer as tradições anangu e desrespeitá-las..além de que não teríamos as condições físicas necessárias para o fazer ( pelo menos eu..)

Um pequeno video do despertar  de Uluru filmado por mim..foi uma experiência...

terça-feira, 22 de abril de 2014

AYERS ROCK - NO DESERTO VERMELHO AUSTRALIANO

No meio da enorme planície do deserto vermelho australiano (“The Red Centre”), uma pedra surge  do nada, imensa, alaranjada, de uma simetria incrível, meio mágica, meio misteriosa. Inicialmente batizada pelos ingleses de Ayers Rock,  agora é oficialmente conhecida por Uluru. Em 1985 foi formalmente devolvida pelos australianos aos aborígenes locais, os anangus, e posteriormente arrendada ao governo australiano por 99 anos!



A formação rochosa,  um monólito, fica a 450 quilômetros de distância da cidade mais próxima, Alice Springs, numa região administrativa conhecida como Yulara,e faz parte do Parque Nacional de Uluru-Kata Tjuta, considerado Patrimônio da Humanidade pela ONU (World Heritage Site).
 Ayers Rock Resort,um complexo turistico, foi construido para explorar o Uluru, assim como a vizinha Kata Tjuta, de nome britânico “Olgas”, uma outra formação rochosa única.

O Ayers Rock Resort conta com um aeroporto, meia dúzia de hotéis, um acampamento, restaurantes, algumas lojinhas e um supermercado. Todo este complexo está distribuído numa linha circular. Existem entre os hoteis, além de um bus shuttle, caminhos pedonais através da terra vermelha da zona.

Apesar de cansados devido ao muito calor húmido ( 37ªC) que se fazia sentir, atacados por centenas de moscas que não mordendo incomodavam muito, percorremos alguns desse caminhos encantados com as cores da natureza..



sábado, 19 de abril de 2014

ABORIGENES - TRADIÇÕES e COSTUMES






























Foi em Cairns que tivemos o primeiro contacto com aborígenes e aprendemos um pouco sobre a sua cultura.

Na Austrália, existem cerca de 500 povos Aborígenes diferentes. Cada um tem a sua língua e o seu território, que normalmente é composto por clãs distintos.
Os arqueólogos acreditam que os Aborígenes tenham chegado ao continente australiano há 45 mil anos atrás.
Porém, os próprios Aborígenes situam a sua criação no Tempo do Sonho, uma era longínqua em que o Planeta se formou. Um homem aborígene dá a seguinte explicação:
“Quando falamos em Sonho queremos referir a nossa crença de que, há muito tempo atrás, estas criaturas iniciaram a sociedade humana, fizeram todas as coisas naturais e as colocaram num lugar especial.


_Estas criaturas do Sonho estavam ligadas a lugares especiais e a estradas ou trilhas ou caminhos especiais. Em muitos lugares as grandes criaturas se transformaram em sítios onde os seus espíritos permaneceram. _
Os Aborígenes têm uma ligação especial a tudo o que é natural. Os Aborígenes vêem-se, a si mesmos, como parte da natureza… Acreditamos que todas as coisas na terra têm uma parte humana. A verdade é que as pessoas que pertencem a uma área concreta são realmente parte dessa área e que, se essa área for destruída, as pessoas também serão destruídas.”
Têm a pele negra, como os negros africanos, pois são descendentes de populações que imigraram milhares de anos antes desde a África em direção ao leste pelo continente asiático. Atualmente, existem apenas cerca de 40 mil aborígenes não mestiços, puros, dos trezentos mil encontrados no começo da colonização da Austrália. Originalmente praticavam uma religião animista própria, ainda praticada hoje, mas muitos  tornaram  se cristãos. Sofreram um grande decréscimo populacional com o início da invasão europeia em 1770.

A cultura aborígene caracteriza-se pela forte união de todos os seres da natureza com um ser superior que integra tudo. Nesta concepção, o ser humano não é superior, mas partilha a natureza com os demais seres, sendo todos indispensáveis. Por este motivo, os humanos devem honrar a natureza em tudo o que fazem.
Os aborígenes usam a arte como meio de comunicação. 























Os instrumentos de trabalho são feitos com maestria e destreza e apresentam pinturas e inscrições, onde contam as histórias do povo, do clã ou da pessoa e se evoca a relação com as divindades. As pinturas do corpo ou em cascas de eucalipto usam como tema a mitologia ou retratam cenas do quotidiano.
A música é, sobretudo, vocal. O instrumento musical é o yidaki (didgeridoo), que é a representação da mãe serpente, a criadora da terra e que consiste em um tronco oco que amplia sons vocais. Para marcar o ritmo das mímicas e das danças, usam bastões

quinta-feira, 17 de abril de 2014

SKYRAIL - PERCURSO DE 7,5 KM NO TELEFÉRICO

A segunda paragem que fizemos neste percurso de 7,5 km foi em Read Peacks. Aí passeámos pela floresta em trilhos de madeira..

Desde a sua criação em 1994, Skyrail ganhou muitos prémios , incluindo, entre outros:

-A atração turística mais consciencializada  com o meio ambiente
-Prémio para o melhor projeto de desenvolvimento do turismo
-Prémio para a melhor atração turística


As torres do skyrail foram colocadas em espaços entre as árvores, e toda a construção foi estreitamente monitorizada para garantir que nenhuma das espécies animais ficasse em perigo de extinção, ou simplesmente porque vivendo na floresta pudessem de sofrer qualquer dano devido à construção.


Os pés das torres foram construídos à mão e  enterrados a uma profundidade  média de  5 metros. Nenhuma estrada  foi construída durante a construção do teleférico. Os trabalhadores tinham  que caminhar para chegar às várias torres todos os dias, levando com eles todo o equipamento.
Helicópteros russos Kamov, especialmente construídos para transportar cargas pesadas, foram usados para levarem as torres para os seus locais. As torres foram transportadas por partes e foram montadas no seu destino. Algumas das peças pesavam mais de cinco toneladas.


Estações Read Peacks e Barron Falls foram projetadas para se integrar com o resto da selva circundante e minimizarem o impacto ambiental,


Skyrail  é um dos  teleférico com  o percurso mais longo do mundo e é considerado o teleférico mais em harmonia com o meio ambiente.

A descida de Read Peacks até ao terminal perto de Cairns é impressionante, especialmente depois de termos que esperar mais de uma hora nesta estação por ter havido uma avaria...confesso que ía apreensiva..mas a beleza da paisagem que se vislumbrava pacificava um pouco esta ansiedade...