sábado, 19 de abril de 2014

ABORIGENES - TRADIÇÕES e COSTUMES






























Foi em Cairns que tivemos o primeiro contacto com aborígenes e aprendemos um pouco sobre a sua cultura.

Na Austrália, existem cerca de 500 povos Aborígenes diferentes. Cada um tem a sua língua e o seu território, que normalmente é composto por clãs distintos.
Os arqueólogos acreditam que os Aborígenes tenham chegado ao continente australiano há 45 mil anos atrás.
Porém, os próprios Aborígenes situam a sua criação no Tempo do Sonho, uma era longínqua em que o Planeta se formou. Um homem aborígene dá a seguinte explicação:
“Quando falamos em Sonho queremos referir a nossa crença de que, há muito tempo atrás, estas criaturas iniciaram a sociedade humana, fizeram todas as coisas naturais e as colocaram num lugar especial.


_Estas criaturas do Sonho estavam ligadas a lugares especiais e a estradas ou trilhas ou caminhos especiais. Em muitos lugares as grandes criaturas se transformaram em sítios onde os seus espíritos permaneceram. _
Os Aborígenes têm uma ligação especial a tudo o que é natural. Os Aborígenes vêem-se, a si mesmos, como parte da natureza… Acreditamos que todas as coisas na terra têm uma parte humana. A verdade é que as pessoas que pertencem a uma área concreta são realmente parte dessa área e que, se essa área for destruída, as pessoas também serão destruídas.”
Têm a pele negra, como os negros africanos, pois são descendentes de populações que imigraram milhares de anos antes desde a África em direção ao leste pelo continente asiático. Atualmente, existem apenas cerca de 40 mil aborígenes não mestiços, puros, dos trezentos mil encontrados no começo da colonização da Austrália. Originalmente praticavam uma religião animista própria, ainda praticada hoje, mas muitos  tornaram  se cristãos. Sofreram um grande decréscimo populacional com o início da invasão europeia em 1770.

A cultura aborígene caracteriza-se pela forte união de todos os seres da natureza com um ser superior que integra tudo. Nesta concepção, o ser humano não é superior, mas partilha a natureza com os demais seres, sendo todos indispensáveis. Por este motivo, os humanos devem honrar a natureza em tudo o que fazem.
Os aborígenes usam a arte como meio de comunicação. 























Os instrumentos de trabalho são feitos com maestria e destreza e apresentam pinturas e inscrições, onde contam as histórias do povo, do clã ou da pessoa e se evoca a relação com as divindades. As pinturas do corpo ou em cascas de eucalipto usam como tema a mitologia ou retratam cenas do quotidiano.
A música é, sobretudo, vocal. O instrumento musical é o yidaki (didgeridoo), que é a representação da mãe serpente, a criadora da terra e que consiste em um tronco oco que amplia sons vocais. Para marcar o ritmo das mímicas e das danças, usam bastões

quinta-feira, 17 de abril de 2014

SKYRAIL - PERCURSO DE 7,5 KM NO TELEFÉRICO

A segunda paragem que fizemos neste percurso de 7,5 km foi em Read Peacks. Aí passeámos pela floresta em trilhos de madeira..

Desde a sua criação em 1994, Skyrail ganhou muitos prémios , incluindo, entre outros:

-A atração turística mais consciencializada  com o meio ambiente
-Prémio para o melhor projeto de desenvolvimento do turismo
-Prémio para a melhor atração turística


As torres do skyrail foram colocadas em espaços entre as árvores, e toda a construção foi estreitamente monitorizada para garantir que nenhuma das espécies animais ficasse em perigo de extinção, ou simplesmente porque vivendo na floresta pudessem de sofrer qualquer dano devido à construção.


Os pés das torres foram construídos à mão e  enterrados a uma profundidade  média de  5 metros. Nenhuma estrada  foi construída durante a construção do teleférico. Os trabalhadores tinham  que caminhar para chegar às várias torres todos os dias, levando com eles todo o equipamento.
Helicópteros russos Kamov, especialmente construídos para transportar cargas pesadas, foram usados para levarem as torres para os seus locais. As torres foram transportadas por partes e foram montadas no seu destino. Algumas das peças pesavam mais de cinco toneladas.


Estações Read Peacks e Barron Falls foram projetadas para se integrar com o resto da selva circundante e minimizarem o impacto ambiental,


Skyrail  é um dos  teleférico com  o percurso mais longo do mundo e é considerado o teleférico mais em harmonia com o meio ambiente.

A descida de Read Peacks até ao terminal perto de Cairns é impressionante, especialmente depois de termos que esperar mais de uma hora nesta estação por ter havido uma avaria...confesso que ía apreensiva..mas a beleza da paisagem que se vislumbrava pacificava um pouco esta ansiedade...






domingo, 13 de abril de 2014

REGRESSO A CAIRNS POR TELEFERICO - SKYRAIL

Estávamos em Kuranda e teríamos que voltar para Cairns ...poderíamos voltar de autocarro ou novamente no comboio cénico, mas gostamos sempre que possível variar as trajectórias... Porque não regressar de teleférico?
Apesar de avisados que alguns trajectos poderiam causar vertigens e que o teleférico, Skyrail, tinha mais de 7,5 km de  comprimento resolvemos arriscar e ainda bem que o fizemos... Este passeio é fabuloso, longo e demorado, valendo cada centavo  que se paga. O Teleférico vai raspando nas árvores de onde pode-se vislumbrar toda a beleza da floresta tropical bem de perto.



Durante o trajeto, o carro para em 2 estações encravadas na mata.A primeira é Barron Falls ( cataratas de Barron)
Barron Falls estão localizadas no local onde o Rio Barron faz a sua descida dos Tabuleiros Atherton até à planície costeira de Cairns.O Rio Barron é um rio costeiro curto da Austrália que corre ao longo do planalto de Atherton perto de Cairns, no norte do estado de Queensland e acaba fluindo para o Oceano Pacífico.

O local é uma área protegida dentro do Parque Nacional Barron Gorge- A Garganta de Barron
O volume de água é muito variável, alterando bastante a visão das cachoeiras, com apenas filetes de água na estação seca e volumes assustadores na estação chuvosa. 
Acima das quedas está o lago Tinaroo que serve a Central Hidroeléctrica de Barron Gorge, localizada a jusante no desfiladeiro. 






Descemos nesta primeira estação e caminhámos por trilhos que nos levaram a apreciar a variedade de plantas e árvores que sobem a alturas impressionantes. Depois seria só retomar o próximo teleférico que viesse vazio para a estação seguinte. 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

DAINTREE - A FLORESTA TROPICAL

A antiga floresta tropical de Daintree é a mais antiga floresta tropical do mundo.Com mais de 135 milhões de anos também é o maior trecho de floresta tropical do continente da Austrália.É uma floresta mais antiga que a célebre Amazónia e tem árvores que são do tempo dos dinossauros
 Lar de centenas de espécies únicas de plantas, aves, insetos e animais, a floresta hospeda uma grande variedade de organismos vivos, alguns dos quais só existem dentro deste habitat diverso.
A diversidade, a complexidade e a idade das espécies de plantas da floresta tropical de Daintree são maiores do que qualquer outro ecossistema tanto na Austrália como em muitos lugares do mundo.



 Percorremos num carro anfíbio pequenas zonas desta floresta. Não consegui tirarfotos decentes pois os trilhos são acidentados e no rio os salpicos de água eram muitos e tinha que me segurar bem...





Todas as plantas desta floresta tropical têm um papel especial em relação a outras plantas vizinhas pois muitas  não podem sobreviver sem as características de uma outra planta situada ao lado.



Também fizemos percursos pedonais em trilhos bem delimitados  e sinalizados pois estamos cercados de cobras altamente venenosas, aracnídeos, crocodilos e imensas plantas mortíferas...





É impossível listar todas as espécies de plantas e árvores da floresta tropical de Daintree, mas vou citar  algumas plantas "especiais"..
- Fruta de idiota
Uma das mais primitivas de todas as plantas da floresta tropical de Daintree mas que só foi descoberta  recentemente,
 
A descoberta desta planta foi bastante peculiar: quatro elementos de gado pertencente ao fazendeiro local John Nicholas da empresa chá Daintree forami inesperadamente foram encontrados mortos . Um veterinário oficial foi convocado para verificar as razões da morte , e enquanto ele estava na propriedade  testemunhou a morte de mais dois. Autópsias revelaram os restos parcialmente mastigados de sementes grandes no estômago do gado. Após a análise científica, verificou-se que as sementes produziam um veneno semelhante a estricnina que  foi responsável pela morte do gado. Estas sementes pertenciam ao fruto de idiota.
- Burrawang Palm
Um membro da família de Cycad, esta palmeira produz sementes altamente tóxicas.
- Gengibre selvagem
Membros da família do gengibre, muitas vezes contêm veneno, então é necessário um intrincado conhecimento dos tipos de plantas de gengibre antes de se comerem. Este gengibre cresce até seis metros de altura e ocasionalmente é usado para complementar a água potável para os caminhantes que estão sedentos. 
- videira " espera-um"
 Os fios finos da videira estão cobertos com pequenos picos que pegam na roupa, rasgam a pele e  qualquer coisa que esteja ao alcance Possuem grandes folhas que parecem inofensivas, mas estão cobertas com milhares de picos microscópicos que se incorporam na pele, se for tocada.Quando isso acontece a dor é profunda... 
Mas também há flores infensivas e lindas..


domingo, 6 de abril de 2014

KURANDA - VILAREJO DA FLORESTA TROPICAL


Kuranda, rodeada por uma floresta tropical considerada Património da Humanidade,é um  pitoresco retiro nas montanhas de Kuranda, a 25 quilómetros a noroeste de Cairns, é chamada de ‘Vilarejo da floresta tropical’.



O povo aborígene Djabugay habita essa região há mais de 10.000 e sua cultura continua implementada até hoje. O actual vilarejo de Kuranda era chamado por eles de Ngunbay, o lar dos ornitorrincos.


No final da década de 1960, Kuranda atraía pessoas em busca de um estilo de vida alternativo, e uma vibrante cultura de arte e artesanato se desenvolveu então. Kuranda abriga um grande número de ceramistas, pintores, vidreiros, entalhadores e joalheiros. Suas respectivas obras estão expostas em muitas das lojas, galerias e mercados do vilarejo, e é possível ver esses artistas trabalhando.


O pequeno vilarejo manteve sua atmosfera relaxada, mas hoje a rua principal está cheia de lojas e galerias. Os antigos prédios históricos agora abrigam diversos restaurantes e cafés sofisticados. Os mercados originais da floresta tropical de Kuranda estão em funcionamento desde 1978 e são os lugares ideais para encontrar roupas típicas da região; e também a melhor variedade local de mel, café, frutas tropicais e nozes-macadâmia.

KURANDA SCENIC RAILWAY


Em 1882 os mineiros de Herberton estavam à beira da inanição total pois não era possível obter suprimentos devido a enchentes provocadas por chuvadas torrenciais. Um caminho que os ligasse à  civilização era desesperadamente necessário e assim começou a construção de uma via férrea até Cairns.
 Selva densa, falésias enormes  e  inclinação muito íngreme (45 graus em alguns locais) foram armadilhas mortais para os trabalhadores. Sem equipamentos modernos, simplesmente  com coragem, dinamite e mãos a construção da via férrea ía progredindo..








Após a remoção de 2,3 milhões de metros de terraplenagem, criação de 15 túneis, 93 curvas, dezenas de pontes os  75 quilómetros da linha férrea foram inaugurados.


A ferrovia cênica de Kuranda é verdadeiramente uma demonstração lendária da engenhosidade do homem e da maravilha da natureza.










 Um amigo enviou-me este video do youtube que mostra a viagem feita neste comboio desde Cairns até Kuranda
Vou partilhar esse video











KURANDA SCENIC RAILWAY: de CAIRNS A KURANDA

De manhã muito cedo chegámos à estação de comboios Freshwater Station para seguirmos no comboio histórico, através de vales e floresta, até a uma cidadezinha bem pitoresca - Kuranda

A estação feita em madeira é um local bem aprazível e até nos consegue fazer esquecer a hora tão matinal  a que nos tivemos de levantar...


Quando o comboio chegou, verificámos que as carruagens eram antigas e muito bonitas








A construção desta linha férrea, utilizada por mineiros, foi uma obra de difícil execução e que custou muitas vidas, como iríamos perceber ao longo da trajectória
à medida que subíamos a montanha a vista sobre a cidade de Cairns era lindissima...







quinta-feira, 3 de abril de 2014

A GRANDE BARREIRA DE CORAL

Foi a maior desilusão que tivemos em toda a viagem..levantámo-nos muito cedo para irmos para o barco que nos levaria até uma ilha onde poderíamos explorar os corais e toda a vida submarina que eles albergam.
A expectativa era grande influenciados pelo que já conhecíamos das Maldivas e pelos inúmeros documentários visionados na TV..
Avisaram-nos que havia uma grande agitação marítima..por mim ok, mas meu marido não se dá nada bem com esta situação.




Grande Barreira de Coral australiana é uma imensa faixa de corais composta por cerca de 2900 recifes, 600 ilhas continentais e 300 atóis de coral, situada entre as praias do nordeste da Austrália e Papua-Nova Guiné, que possui 2.300 quilômetros de comprimento, com largura variando de 20 km a 240 km.
A Grande Barreira de coral pode ser vista do espaço e é a maior estrutura do mundo feita unicamente por organismos vivos.











Cairns é a cidade onde a Grande Barreira de Corais se  encontra mais perto da costa,
Levámos 3h até chegar a uma ilha de areia muito branca, povoada por imensos pássaros.
Fomos até à ilha, mas o vento era imenso e areia que se levantava era bastante incomodativa. Ainda mergulhei para fazer snorkeling mas não se distinguia quase nada devido à agitação, além de que não tinha vestido o fato de mergulho desvalorizando a existência das medusas (águas vivas, alforrecas) pois estava habituada a vê-las e a nadar entre elas na minha praia de eleição - a Tróia.
Só que aqui as medusas ( jellyfish) são muito pequenas e o seu veneno mata...e vários turistas já morreram este ano ( soube depois...)
Resolvemos então andar de semi submarino ( barco com casco fundo e em vidro) para apreciarmos os corais

Vimos imensos e de várias espécies mas como não havia sol  não pudemos apreciar as cores que eles têm...foi uma frustração...











Regressámos ao fim do dia..