domingo, 6 de outubro de 2013

YOKOHAMA

A construção mais alta que se vê na foto é o Yohokohama Landmark Tower -
 o edifício mais alto do Japão
Depois de mais uma noite em viagem aportámos em Yokohama. Não ficámos a conhecer a cidade a não ser a zona do porto e o caminho ( curto) até Tóquio...
Yokohama era uma pequena aldeia piscatória mas  tornou-se um porto de comércio importante e o local para o estabelecimento de estrangeiros que gozavam de direitos extraterritoriais.















A primeira linha de caminho-de-ferro foi construída em 1872 para a ligação de Yokohama a Tóquio e impulsionou de tal modo o seu desenvolvimento que em 1889 se tornou cidade


Em 1923 Yokohama foi vítima de um violento sismo  que destruiu parcialmente a cidade. Apesar das consequências negativas, este acontecimento potenciou o desenvolvimento da cidade, que foi rapidamente reconstruída, modernizada e alvo de várias alterações, nomeadamente no seu porto.














Durante a Segunda Guerra Mundial, Yokohama foi atingida por pesados bombardeamentos aéreos, conseguindo contudo superar este obstáculo e prosseguir com o seu desenvolvimento ligado às facilidades portuárias e à indústria.



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

OSAKA - CURIOSIDADES

Osaka, situada na região de Kansai, é a terceira maior cidade japonesa  e foi para mim um local onde observei aspectos curiosos e contrastantes..
Na zona mais antiga da cidade as ruas principais estão muito bem arranjadas mas as ruas traseiras estão repletas de fios e cabos..torna-se mais fácil no caso de avarias detectá-las e arranjá-las
Gostei dos chapéus de chuva/ sol de algumas japonesas..talvez fosse moda..eram joaninhas..

Animais domésticos são tratados com muito amor e nunca são abandonados!! Os donos andam com eles por todo o lado..e podem andar pois são bem educados e há condições logisticas para que tal aconteça. Geralmente os cães andam ao colo mas vê-se com bastante frequência serem transportados em carrinhos. Não são carrinhos de bébé, embora pareçam. São carros para cães pois têm lugar para para se colocar comida e água. Era uma festa para os turistas quando estes carros passavam..



Retratos?? sim ..mas com os nossos melhores amigos...









Por vezes os turistas distraiem-se e ocupam passeios ou para tirar fotos ou porque algo lhes chamou a atenção. O trânsito pedonal, normal ,dos cidadãos é muitas vezes interrompido. Em muitos locais chovem reclamações..aqui os japoneses esperam pacientemente que os deixemos passar. Aconteceu comigo..fiquei embaraçada quando me apercebi que esperavam que eu acabasse de tirar fotos. Desviei-me e pedi "sorry"...responderam-me com grandes sorrisos e vénias. Acabei por também fazer uma vénia e fiquei rendida a tamanha simpatia..não estou habituada..



Como já disse numa outra mensagem as bicicletas, meio de transporte muito usual, nunca são protegidas com cadeados mas nos museus há lugares reservados e protegidos para os chapéus de chuva...estranhei...afinal é para uso dos turistas..sem comentários..

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

EXPOSIÇÃO NO MUSEU DE HISTÓRIA DE OSAKA


Mal transpomos o vestíbulo do museu somos obrigados a subir de elevador até ao último andar onde se inicia a exposição.
Nos últimos andares estão recriados o modo de vida, casas e pontes em tamanho natural,dos tempos ancestrais em que Osaka era a capital do Japão



À medida que descemos os vários andares podemos ver  colecções de roupa antiga e maquetes que contam a história da cidade










Achei este museu muito bonito pois as cores eram muito harmoniosas e havia um cuidado estético na apresentação das colecções...Um único senão: não havia uma única legenda em inglês...













Muitos pisos abaixo chegámos à bela recepção cujo tecto era esférico e em vidro

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

MUSEU DE HISTÓRIA DE OSAKA

 Saímos do Castelo de Osaka após várias peripécias e muitos desencontros pois o guia não conhecia muito bem o castelo e o ponto de encontro estipulado era enganador pois havia 2 fossos e 2 portões de entrada.
Dirigimo-nos para o museu de História que ficava em frente ao castelo já com novo guia. O guia aqui era imprescindivel pois neste museu não há qualquer legenda em inglês...e o japonês não era a lingua que eu mais falava..



Inaugurado em 2003 o museu tem uma arquitectura muito interessante valorizando a soberba vista sobre o parque do castelo de Osaka


A entrada para o museu faz-se através de um vestíbulo, em forma de bola, em vidro

Vista do ultimo andar do museu- vê-se o castelo e o parque que o rodeia

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

NO INTERIOR DO CASTELO DE OSAKA


O castelo encontra-se numa área com cerca de um quilómetro quadrado, no interior do Parque Público do Castelo de Osaka . Foi erguido sobre duas plataformas preenchidas de terra, com muralhas de pedra aparelhada, cercado por um fosso inundado, à semelhança dos castelos europeus.

O edifício central possui cinco andares na parte exterior e oito no interior (servidos actualmente por um elevador). Foi construído por cima de uma alta fundação de pedra, de forma a proteger os seus ocupantes dos ataques que poderiam vir do exterior
No interior,  completamente remodelado e equipado, podem-se admirar exposições que contam a história desta castelo.

No andar superior avista-se Osaka e todo o parque do castelo


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O CASTELO DE OSAKA

A primeira visita que fizemos em Osaka foi ao seu castelo. Situado num amplo parque e rodeado por dois fossos, um dos quais cheio de água, torna-o bastante invulnerável.








Foi longo o caminho para chegarmos ao castelo e subirmos ao último andar onde se tem uma panorâmica muito boa da cidade.
No entanto foi um prazer percorrer esse caminho..o dia estava lindo e as cerejeiras em flor eram apaixonantes... 


Castelo de Osaka é na verdade uma reconstrução . O original foi eregido em 1583 por Hideyoshi Toyotomi que era fascinado por ouro e ordenou que algumas partes da torre principal fossem cobertas pelo metal precioso.A construção sendo terminou em 1585. No ano de 1598 Hideyoshi faleceu e no ano seguinte seu filho Hideyori Toyotomi assumiu o castelo. Com as constantes guerras e disputas o castelo foi destruído em 1615 por Ieyasu Tokugawa. Em 1620 o Governo Tokugawa começa a recontruir o castelo terminando em 1629.
Mas em 1665 a torre principal foi atingida por um raio e o castelo é destruído pelo fogo. Somente depois de 250 anos, em 1931 a torre principal é reconstruída permanecendo assim até a guerra de 1945 tendo sofrido novos  danos .

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

KYOTO - A CIDADE QUE NOS ABRE AS PORTAS DO TEMPO

Visitar Kioto é chegar às entranhas do Japão. É como abrir as portas do tempo e voltar séculos atrás. Kioto é grande e é grandiosa. Imperial e majestosa. è a cidade com a maior densidade patrimonial do planeta.Segundo a Unesco possui cerca de 1600 templos, 250 santuários e mais um bom número de palácios, vilas imperiais, pagodes, jardins e parques.



Originalmente chamava-se “Heian-kyo”, onde “kyo” significa capital e “heian” significa paz. Kioto é, portanto, a “capital da tranquilidade”, assim chamada e fundada para fugir às intrigas que rodeavam Nara. A hoje moderna e efervescente Kyoto, com os seus 1,5 milhões de habitantes, é a mais popular atração turística do Japão.

O único pedinte que vi no Japão
 O centro antigo é a materialização do nosso imaginário. É o que melhor correspondente  àquilo que pensamos ser o Japão antigo.   É o mundo das gueixas  e dos samurais. É a cidade dos mil e um templos budistas, dos toriis, dos santuários xintoístas e dos incríveis jardins Zen.












 Kioto tem uma incomparável beleza e transborda personalidade.E não encontra paralelo em nenhuma
outra cidade japonesa.


Kioto ocupa um lugar relevante na história e na cultura do Japão. Todo seu esplendor se deve à era Edo, era dos shogunatos. Foi nela que o imperador se viu submetido à ditadura shogun, os senhores da guerra. O primeiro deles foi Tokugawa Ieyasu, que unificou o poder sobre as 4.000 ilhas do arquipélago e estableceu seu quartel general em Edo, atual Tokio, e também fechou o país e seus portos ao Ocidente por
centenas de anos.
NOS tempos de Edo era proibido construir mais de dois andares, por isso são tantas as pequenas e geminadas casas de madeira nas ruas tão estreitas. São pequenas e frágeis, graciosas. Guardam mistérios. 


E se a alma de Kioto está nos seus templos, o coração fica nos seus jardins. Grandes, pequenos, médios, com e sem plantas, de areia e pedra, para pisar ou contemplar, secos, molhados, públicos ou privados, eles dão à cidade seu caráter tão distinto.  Os jardins são dos templos mas é como se fossem da cidade.

 PARA conhecermos a alma da cidade é necessário atravessarmos o Rio Kamogawa e entrarnos no Bairro Higasiyama, a linha divisória que separa o moderníssimo do antiquíssimo. Bendita linha divisória! Se não fosse  ela Kioto não teria resistido a tantos incêndios que por tantos séculos assolaram a parte antiga da cidade imperial, onde encontram-se alguns de seus templos mais bonitos, além do Bairro de Gion, onde vivem as gueixas. Bendita água que  tantas vezes segurou a fúria do fogo.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

SANTUÁRIO HEIAN JINGU EM KYOTO

Localizado em Kyoto, o Heian Jingü é um templo xintoísta construído em 1895 para comemorar o 1.100º aniversário de Heiankyò, antigo nome de Kyoto. É dedicado aos imperadores Kammu e Komei e seu torii (portão do santuário) é um dos maiores do Japão. O edifício principal, o shaden, foi concebido para imitar o Palácio Imperial de Kyoto.


UM Torii é formado por dois pilares verticais unidos no topo por uma trave horizontal chamada kasagi, geralmente mais larga que a distância entre os postes. Sob a kasagi há outra trave horizontal, chamada nuki, que une os dois pilares. Em torno desta estrutura básica pode haver muitas variações que dependem do estilo arquitetônico de cada santuário e também de sua divindade principal, saijin.




Pintado de vermelho  marcante é talvez o maior complexo de Kioto e tem um enorme espaço aberto  que cansa qualquer visitante quanto mais uma turista já estafada como eu. Apenas o desejo de fotografar este santuario que é um dos mais fotogênicos de Kyoto me fez atravessar seu pátio desde o portão de acesso

 O ambiente do santuário é bastante zen, o que significa ter amplos espaços cobertos com pedras, como o Jardim Shin-  os dois lagos com flores e um pavilhão em que se pode sentar e relaxar.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

KYOTO - OS MERCADOS JAPONESES

Há quem diga que para se conhecer um país/cidade tem que se visitar um mercado tradicional..temos feito isso em quase todas as viagens e que diferentes eles são...
O que se podia esperar de um mercado japonês?
- organização, limpeza, boa apresentação?...sim foi tudo isso que encontrámos..o mercado de Kyoto foi o mercado mais bem " apresentado" dos que já tínhamos visitado. Não era mercado "para turista ver", mas sim o mercado onde os habitantes se íam abastecer..tudo extremamente arranjado, apresentado. Nem na zona do peixe se sente o cheiro dele e confesso que me fez falta..não vi os japoneses a escolherem com a mão legumes ou apalparem a fruta para verem se estava madura.
Vendedores muito gentis que não oferecem os produtos com pregões..aliás há um quietude generalizada..uma tranquilidade estranha...não há atropelos..tudo no seu lugar...organização a mais para o meu espirito um pouco irreverente...
Senti saudade da vivacidade dos nossos mercados...










Muito legume exótico e peixe estranho, ervas aromáticas desconhecidas e sem termos possibilidade de descobrirmos pois todos os letreiros só estavam escritos em japonês...