segunda-feira, 23 de setembro de 2013

KYOTO - A CIDADE QUE NOS ABRE AS PORTAS DO TEMPO

Visitar Kioto é chegar às entranhas do Japão. É como abrir as portas do tempo e voltar séculos atrás. Kioto é grande e é grandiosa. Imperial e majestosa. è a cidade com a maior densidade patrimonial do planeta.Segundo a Unesco possui cerca de 1600 templos, 250 santuários e mais um bom número de palácios, vilas imperiais, pagodes, jardins e parques.



Originalmente chamava-se “Heian-kyo”, onde “kyo” significa capital e “heian” significa paz. Kioto é, portanto, a “capital da tranquilidade”, assim chamada e fundada para fugir às intrigas que rodeavam Nara. A hoje moderna e efervescente Kyoto, com os seus 1,5 milhões de habitantes, é a mais popular atração turística do Japão.

O único pedinte que vi no Japão
 O centro antigo é a materialização do nosso imaginário. É o que melhor correspondente  àquilo que pensamos ser o Japão antigo.   É o mundo das gueixas  e dos samurais. É a cidade dos mil e um templos budistas, dos toriis, dos santuários xintoístas e dos incríveis jardins Zen.












 Kioto tem uma incomparável beleza e transborda personalidade.E não encontra paralelo em nenhuma
outra cidade japonesa.


Kioto ocupa um lugar relevante na história e na cultura do Japão. Todo seu esplendor se deve à era Edo, era dos shogunatos. Foi nela que o imperador se viu submetido à ditadura shogun, os senhores da guerra. O primeiro deles foi Tokugawa Ieyasu, que unificou o poder sobre as 4.000 ilhas do arquipélago e estableceu seu quartel general em Edo, atual Tokio, e também fechou o país e seus portos ao Ocidente por
centenas de anos.
NOS tempos de Edo era proibido construir mais de dois andares, por isso são tantas as pequenas e geminadas casas de madeira nas ruas tão estreitas. São pequenas e frágeis, graciosas. Guardam mistérios. 


E se a alma de Kioto está nos seus templos, o coração fica nos seus jardins. Grandes, pequenos, médios, com e sem plantas, de areia e pedra, para pisar ou contemplar, secos, molhados, públicos ou privados, eles dão à cidade seu caráter tão distinto.  Os jardins são dos templos mas é como se fossem da cidade.

 PARA conhecermos a alma da cidade é necessário atravessarmos o Rio Kamogawa e entrarnos no Bairro Higasiyama, a linha divisória que separa o moderníssimo do antiquíssimo. Bendita linha divisória! Se não fosse  ela Kioto não teria resistido a tantos incêndios que por tantos séculos assolaram a parte antiga da cidade imperial, onde encontram-se alguns de seus templos mais bonitos, além do Bairro de Gion, onde vivem as gueixas. Bendita água que  tantas vezes segurou a fúria do fogo.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

SANTUÁRIO HEIAN JINGU EM KYOTO

Localizado em Kyoto, o Heian Jingü é um templo xintoísta construído em 1895 para comemorar o 1.100º aniversário de Heiankyò, antigo nome de Kyoto. É dedicado aos imperadores Kammu e Komei e seu torii (portão do santuário) é um dos maiores do Japão. O edifício principal, o shaden, foi concebido para imitar o Palácio Imperial de Kyoto.


UM Torii é formado por dois pilares verticais unidos no topo por uma trave horizontal chamada kasagi, geralmente mais larga que a distância entre os postes. Sob a kasagi há outra trave horizontal, chamada nuki, que une os dois pilares. Em torno desta estrutura básica pode haver muitas variações que dependem do estilo arquitetônico de cada santuário e também de sua divindade principal, saijin.




Pintado de vermelho  marcante é talvez o maior complexo de Kioto e tem um enorme espaço aberto  que cansa qualquer visitante quanto mais uma turista já estafada como eu. Apenas o desejo de fotografar este santuario que é um dos mais fotogênicos de Kyoto me fez atravessar seu pátio desde o portão de acesso

 O ambiente do santuário é bastante zen, o que significa ter amplos espaços cobertos com pedras, como o Jardim Shin-  os dois lagos com flores e um pavilhão em que se pode sentar e relaxar.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

KYOTO - OS MERCADOS JAPONESES

Há quem diga que para se conhecer um país/cidade tem que se visitar um mercado tradicional..temos feito isso em quase todas as viagens e que diferentes eles são...
O que se podia esperar de um mercado japonês?
- organização, limpeza, boa apresentação?...sim foi tudo isso que encontrámos..o mercado de Kyoto foi o mercado mais bem " apresentado" dos que já tínhamos visitado. Não era mercado "para turista ver", mas sim o mercado onde os habitantes se íam abastecer..tudo extremamente arranjado, apresentado. Nem na zona do peixe se sente o cheiro dele e confesso que me fez falta..não vi os japoneses a escolherem com a mão legumes ou apalparem a fruta para verem se estava madura.
Vendedores muito gentis que não oferecem os produtos com pregões..aliás há um quietude generalizada..uma tranquilidade estranha...não há atropelos..tudo no seu lugar...organização a mais para o meu espirito um pouco irreverente...
Senti saudade da vivacidade dos nossos mercados...










Muito legume exótico e peixe estranho, ervas aromáticas desconhecidas e sem termos possibilidade de descobrirmos pois todos os letreiros só estavam escritos em japonês...

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

KYOTO - O TEMPLO DA ÁGUA PURA ( KIYOMIZU-DERA )

Kiyomizu-dera é um templo (ou pagode) construído na encosta das montanhas a leste de Kyoto, no ano de 780 d.C. Está associado à seita Hosso uma das seitas mais antigas do Budismo Japonês.






Os fiéis desta seita acreditam que este santuário xintoísta ( é vulgar no Japão a mistura de xintoísmo e budismo) funciona com um cupido...Quem quer arranjar namorado , casar ou simplesmente  arranjar um amigo colorido vai rezar a este santuário e beber água da sua fonte sagrada.





















A varanda do templo é uma fabulosa plataforma de madeira que é sustentada por 139 pilares com 13m de altura. De salientar que em toda esta estrutura não foi utilizado um único prego..

Desta varanda  podemos ver  a cidade e as belas cerejeiras em flor...






















































 Neste templo, cujo nome significa Templo da Água Pura, há sempre filas enormes para conseguirem beber a água sagrada em canecas de metal






sexta-feira, 13 de setembro de 2013

KYOTO E AS CEREJEIRAS EM FLOR - SAKURA


A flor da cerejeira, Sakura em japonês, é a flor símbolo do Japão. A simbologia é tão intensa que o povo respeita-a como a própria bandeira japonesa ou o hino nacional.
Tivemos a sorte ( não foi só sorte..planeamos a viagem nesta perspectiva) de apanhar as cerejeiras no pico mais alto da sua floração









Diz a lenda que SAKURA vem da princesa KONOHANA SAKUYA HIME que teria caído do céu nas proximidades do Monte Fuji e se teria  transformado nesta bela flor. Acredita-se também que tem  origem na cultura de arroz. A parte KURA significa deposito onde se guardava arroz, alimento básico dos japoneses considerado dádiva divina.

















A floração da cerejeira é um acontecimento nacional. Mais de cem milhões de japoneses aguardam o desabrochar da SAKURA com muita ansiedade. Diariamente os meios de comunicação emitem juntamente com o serviço de meteorologia as localidades de floração. Nesta época o Japão inteiro entra em festividades para apreciar esta flor tão bela e tão fugaz que dura apenas alguns dias.

Caminhar debaixo destes túneis de árvores floridas foi um êxtase...um verdadeiro privilégio...inolvidável!!!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

AS GUEIXAS DE KYOTO


O mundo das Gueixas é  uma "instituição feminina" em franca decadência. Nascida no Século XVI, resiste estoicamente às custas das doces Maiko - as aprendizes de Geiko, ou gueixas, em japonês. As Maiko são bonecas de porcelana que andam nas ruas de Kyoto, com delicadeza e arte, classe e beleza inconfundíveis. Não é por acaso  que a palavra “geiko” deriva dos kanji “arte” e “pessoa”. Ainda que em retrocesso, o sutil encanto das Maikos de Kyoto resiste à modernidade.

AS Geiko surgiram com a função de entreter com arte os ricos, políticos e poderosos. Depois de uma rigorosa formação elas passam a encarnar o ideal estético iki - que representa todo o refinamento e profundidade da cultura japonesa. Passam então a dominar a dança, o canto, a poesia, o arranjo floral, a complexíssima cerimônia do chá, um instrumento musical e a caligrafia. Antes da Segunda Guerra Mundial em Kyoto havia 800 geikos. Não passam de 100 actualmente. Engana-se quem pensa que são ou foram prostitutas. Elas são intocáveis, artistas muitíssimo qualificadas e refinadas. Vendem a sua fina arte e não o seu delicado corpo.


As fotos aqui apresentadas não são de gueixas ( não as vi..) mas de japonesas com seus trajes tradicionais

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

KYOTO - OS JARDINS DO PAVILHÃO DOURADO


Depois de observar o templo, o passeio continua pelos belos jardins, que ainda mantém os projectos originais da época do xogum Yoshimitsu Ashikaga.Há muito verde, água e pedras.










Quem quiser voltar ao Japão tem que atirar uma moeda e acertar na tijela....eu não acertei....
No caminho vimos o Fudo Hall, que é um pequeno templo, e a Casa de Chá Sekkatei..
















E a visita a este maravilhoso templo japonês chegava ao fim.. 



sábado, 7 de setembro de 2013

KYOTO - O TEMPLO DOURADO


Kyoto é uma das cidades japonesas mais interessantes. Por vários séculos, foi a capital do país, residência do imperador e o centro cultural do Japão.
Palácios, templos e toris (portais de madeira que indicam os ambientes sagrados), herança da riqueza e tradição japonesa, estão por toda parte. Por isso, não é de se estranhar que Kyoto seja conhecida como a “cidade dos mil templos”. Contudo, essa é apenas uma expressão de linguagem. Não existem mil templos por lá. Pelo contrário existem muitos mais .... calcula-se que o número seja entre dois e três mil templos budistas e santuários xintoístas
O templo zen budista Kinkaju-ji, um símbolos da cidade de Kyoto, é imperdível!
A história do Kinkaku-ji  inicia-se em 1397, quando o local ainda era uma casa de campo de um poderoso estadista . Nessa época a propriedade foi comprada pelo Shogun Ashikaga Yoshimitsu e transformada no complexo Kinkaku-ji. Em 1408, antes de morrer, Ashikaga pediu que seu filho transformasse o prédio num templo budista.Quando aconteceu a Guerra Onin (1467-1477), todas as outras construções fora o pavilhão principal foram queimadas. O pavilhão resistiu até 1950, quando um jovem monge, Hayashi Yoken, incendiou o prédio.
A estrutura do templo atual data de 1955, quando foi reconstruído. O templo possui três andares, cada um com um estilo diferente e tem uma altura de 12,5 metros. Rodeando o templo existe um enorme jardim panorâmico (Kaiyu-Shiki-Teien) que se integra de uma forma muito bonita com o andar inferior. Além disso, o templo estende-se até uma lagoa, chamada Kyoko-chi (Lago Espelho), que reflete a imagem do prédio .


Os dois andares superiores estão cobertos com  puras folhas de ouro, sendo esse o motivo do nome Kinkaku-ji (Templo do Pavilhão Dourado). O ouro tem um simbolismo, que é o de purificar qualquer pensamento negativo e sentimentos em relação à morte. Além disso é um espectáculo quando os raios do sol iluminam o topo do templo e se refletem no lago. E para completar, no topo tem uma estátua de uma fênix também feita de ouro.
 Este templo ser uma verdadeira obra de arte na cultura e história japonesa.



quinta-feira, 5 de setembro de 2013

KOBE : A CIDADE MAIS " CLEAN" DO JAPÃO

As cidades japonesas sempre foram reconhecidas pela limpeza das suas ruas,praças, parques, monumentos..
Na última pesquisa realizada pela consultoria americana, Mercer,onde se traçou um perfil das cidades do mundo quanto à qualidade de vida, Kobe foi considerada a 9ª cidade mais limpa do mundo
















Um grande ponto a favor deste ambiente " clean" são os vários sistemas programados para manter o trafego  em movimento constante garantindo uma menor emissão de poluentes pelo facto de não haver congestionamentos..
Há vários níveis de rodovias ( por vezes 3 níveis) consoante a deslocação se faz no interior da cidade ou para zonas mais distantes.
Nesta cidade como em muitas outras do Japão os trabalhadores deslocam-se nas suas bicicletas para o emprego e quando as estacionam não colocam cadeado...não têm medo que as roubem..


foto retirada da net
 Em 1995 Kobe foi quase totalmente destruída por um terrível terramoto que vitimou milhares de pessoas.

Foi reconstruída tornando-a mais moderna, com excelentes infra estruturas, tecnológica e sustentável.
foto retirada da net
Tornou-se assim a 9ª cidade mais clean do mundo e agora estudam-se os pontos "fracos" para que chegue ao 1º lugar dessa lista.
Um dos problemas é a zona envolvente ao porto de Kobe, que sendo um dos maiores do mundo, visitado diariamente por milhares de cidadãos de vários países, que nem sempre estão consciencializados para a limpeza ambiental