terça-feira, 16 de abril de 2013

ANGKOR WAT - O SÍMBOLO DE UM PAÍS



Angkor representa o coração e a alma do Camboja: é o principal símbolo do país. O desenho do templo está no centro da bandeira nacional azul e vermelha. O perfil do conjunto com suas torres estava presente até mesmo na bandeira vermelha revolucionária adotada durante os regimes comunistas de 1975 a 1989.
O orgulho que os cambojanos sentem pela majestosa construção tem fundamento. Na época de sua construção, antes de 1150, a Europa vivia um período medieval obscuro e nenhum castelo ou templo no Ocidente chegava aos pés do que era Angkor.

 Angkor é considerado o maior monumento religioso do mundo. 

Pesquisadores concluíram que existem mais pedras aqui – e mais elaboradas – do que nas Grandes Pirâmides do Egito.

Edificado na primeira parte do século 12 como um santuário hinduísta dedicado a Vishnu, Angkor transformou-se no século seguinte em um templo budista e continua até hoje a ser um local de veneração. Pequenos rituais ainda acontecem em recantos menos visitados e não há monge budista que não venha conhecer o local. Eles estão por toda a parte e não passam desapercebidos com suas vestes laranjas.



O que levou seu rei a construir esse magnifico templo foi a insegurança causada pela forma como chegou ao poder - usurpando o trono do tio aos 14 anos. Pretendendo consolidar-se como legítimo rei, Suryavarman II, no começo do século XII, foi orientado por seus conselheiros e iniciou a construção do templo: a arquitetura e a arte são em diversas culturas uma forma de um rei provar ser o escolhido pelos deuses para reinarSua primeira decisão foi a escolha de Vishu como padroeiro - deus hindu, sempre escolhido pelos reis em tempos de guerra. E em sua homenagem começou-se a erguer Angkor Wat. O material escolhido não foi a madeira – comum nas construções do povo Khmer – pois esta, assim como os homens, tem um fim. Para a tarefa trouxeram cerca de cinco mil operários de todos os lugares dos reinos, que buscaram pedras e matérias das regiões mais longínquas, revestiram o pântano e construiram um complexo sistema de engenharia para o templo não afundar.
Subida ao " Monte Meru"
Além do povo, o rei requisitou arquitetos, filósofos, poetas e profetas neste projeto, para que sua alma fosse direto para o paraíso com a construção do templo. Sua escala é divina, reproduzindo na terra o mundo dos deuses em ricos detalhes. A concepção do templo é baseada no Monte Meru, a morada dos deuses, que estaria localizada em um dos cinco montes ao norte do Himalaia. Por isso, no centro fica a torre principal, rodeada por cinco torres – com formato de flor de lótus - que se elevam a 65 metros dos pântanos.


A construção é toda em laterita – um tipo de solo que, quando seco, se torna uma rocha resistente. Esta rocha não é muito bela e está cheia de buracos, o que impossibilitava o trabalho dos escultores para realização dos baixos-relevos e outros entalhes. A solução veio da vizinha Índia, que utilizava o arenito nas esculturas de suas construções. Assim, blocos gigantes de quatro toneladas foram transportados pelos canais.
Os baixo-relevos do recinto exterior, que enfeitam o corredor colunado perimetral (ou talvez para cujo visionado foi habilitado o corredor perimetral), possuem dois metros de altura, e ocupam uma extensão total de mais de 1 000 m²
Estes baixos-relevos ocupam toda a superfície do templo, seja em forma de adornos arquitetônicos, geométricos, florais, figuras femininas - presença onipresente - ou simplesmente imitando telhas, portas e janelas. Cenas do livro Mahabharata, Ramayana, Bhagavata-Purana – textos clássicos da literatura hindu - assim como um desfile do rei Suryavarman II com as suas tropas são retratados nessas obras.







 Os detalhes da decoração impressionam . Uma das singularidades é a presença de mais de 3 mil esculturas nas paredes mostrando as apsaras. Cada uma destas ninfas celestiais possui um desenho particular, mas todas apresentam traços em comum: pulseiras, braceletes e colares requintados, uma cintura bem desenhada e seios redondos e perfeitos. Pesquisadores identificaram 37 penteados diferentes. 




Seja pela história ou magnitude, Angkor Wat é o maior entre todos os templos que jamais vi...e a opinião não é só minha pois é a opinião de todos que o visitam pois por muitas descrições que se façam é impossivel por palavras descrever este templo.

domingo, 14 de abril de 2013

ANGKOR WAT - A 8ª MARAVILHA DO MUNDO

Finalmente o dia mais ansiado...o dia da visita a Angkor Wat..
foto retirada da net
Angkor foi a capital do antigo Império Khmer, que em seu auge se estendia desde o atual Myanmar até o Vietname. A palavra ‘angkor’ é derivada do Sânscrito Nagara e significa ‘cidade’. A cidade de Angkor ostentava uma população de 1 milhão de habitantes (em uma época que Londres, por exemplo, era uma cidade de apenas 50 mil habitantes). O Império Khmer viveu alguns bons séculos de prosperidade. Mas em 1432, com o seu enfraquecimento, a cidade foi saqueada pelos tailandeses e abandonada. E assim ficou esquecida durante séculos e tomada pela selva. Até que, em 1860, foi redescoberta por missionários franceses (nesta época o Camboja estava sob o protetorado francês). E apenas em 1992, foi declarada Património da Humanidade pela UNESCO e incluída como a oitava maravilha do mundo.


A construção mede de 1.500 por 1.300 m, numa extensão de aproximadamente 200 hectares, que incluem um lago perimetral de 190 metros de largura e comprimento total de 5,5 km. Está escalonado com várias fileiras de pedra. Duas passarelas de 12 m de largura e enfeitadas com uma balaustrada com a típica forma de Naga (serpente mítica com aspecto de cobra e 5 ou 7 cabeças), cruzam o lago a leste e a oeste, permitindo a entrada e saída do templo.










 Da entrada  até aos três recintos concêntricos do templo central tem que se percorrer um caminho elevado de 10 m de largura e 352 m de comprimento, também ladeado com nagas.
Estava calor e a ansiedade aumentava a cada passo..



















sexta-feira, 12 de abril de 2013

ANGKOR THOM - TEMPLO BAPHUOM


 Localizado em Angkor Thom a  noroeste de Bayon situa-se o Templo Baphuom. Construído no século XI, é um templo montanha de três camadas  construído como o Templo de estado de Udayadityavarman II  e dedicado  ao Deus Hindu Shiva.
O templo teria uma torre com cerca de 50 metros de altura.  No final do século XV, o Baphuon foi convertido em um templo budista. É o único templo da zona que pertenceu a duas religiões diferentes.
Foi então erigida, no segundo nivel, uma estátua de um Buda reclinado com 9m de altura e 70m de comprimento. Para tal foi necessário demolir uma parte da torre o que explica a sua ausência na actualidade..













 O templo foi construído em terreno muito arenoso, e devido ao seu imenso tamanho e instabilidade, já só se podem ver ruinas mas que são bem interessantes e fotogénicas.
Em 2010 houve grandes derrocadas pelo que tem estado interdita a visita...tivémos a sorte de ainda o podermos visitar...

quarta-feira, 10 de abril de 2013

ANGKOR THOM - TEMPLO BAYON

A densa floresta que rodeia o templo esconde a sua posição em relação a outras estruturas. Só através do mapa,  percebemos que Bayon foi construído exatamente no centro do quadrilátero que é Angkor Thom.

Bayon foi construído em cima de um velho santuário que foi parcialmente  escavado, na actualidade. O antigo traçado é difícil de perceber-se hoje, por causa das galerias construídas para acomodar cada vez mais estátuas e parentes endeusados. Durante a reação Hindu que se seguiu ao reino de Jayavarman VII, imagens e relevos foram destruídos o que contribuiu para que hoje o monumento pareça tão complexo.
                Por muito tempo, foi  mal identificado  como um templo hindu mas um frontão descoberto em 1925, representando Lokiteshvara ou Avalokiteshvara, identificou Bayon como um templo budista. Esta descoberta mudou também a datação do monumento que os estudiosos pensavam ser do século IX. A data passou a ser o fim do século XII mas nem por isso o templo deixou de ser um dos mais enigmáticos de Angkor. Seu simbolismo, forma original, mudanças e adições em sua construção não foram corretamente explicadas, sendo um desafio tanto para arqueólogos como para historiadores.


Mais de duzentas faces esculpidas nas  54 torres dão ao templo seu caráter majestoso. As faces tem os cantos dos lábios levemente erguidos, olhos com pálpebras  baixas e o conjunto forma o famoso “ sorriso de Angkor”. A iconografia das quatro faces foi muito estudada e debatida por estudiosos. Alguns acham que representam o Bodhisattva Avalokitteshevara mas o que é geralmente  aceito é a teoria de que representam o próprio rei Jayavarman VII e sua omnipresença.

Para o visitante atento, algumas das faces parecem abrir os olhos.
 Alguns estão de olhos abertos e outros, fechados. Efeito das manchas do tempo ? Foram esculpidos assim ou  é só um efeito para o místico ? Não há como afirmar com certeza. É um fenomeno para ser vivenciado.
Dentro de
Angkor Thom encontra-se também o Terraço dos Elefantes que é formado por uma plataforma de 350 metros de comprimento do lado leste do Palácio Real de Angkor Thom. Os terraços são estruturas muito diferentes dos outros templos de Angkor,  e são uma parada essencial, pois incluem as esculturas de Airavata, elefante de Indra de três cabeças, bem como uma impressionante variedade de baixos-relevos.

Foram usados pelo rei Angkor Jayavarman VII como uma plataforma para ver o seu exército vitorioso retornando. Foi usado também como um enorme palanque para cerimônias públicas e base para o salão de audiências do rei.

domingo, 7 de abril de 2013

ANGKOR THOM - A GRANDE CIDADE


Angkor Thom é A Cidade. O significado de seu nome é claro: não apenas uma cidade, mas a Grande Cidade. Foi a última e a mais duradoura capital do império Khmer, estabelecida pelo rei Jayavarman VII no final do século 12 (ou seja, meio século mais tarde que Angkor Wat). Seu traçado é inconfundível: um quadrado direcionado aos quatro pontos cardeais, cujos lados medem três quilômetros de extensão.
Para ingressar em Angkor Thom era necessário – e ainda é – passar por um dos quatro portões de entrada, dominados por uma torre de 23 metros ornada por quatro máscaras esculpidas na pedra




Ladeando a estrada que conduz ao portão de entrada ( nas fotos a entrada sul) encontram-se uma série de estátuas. As do lado direito representam demónios e as da esquerda deuses..Algumas foram destruídas e roubadas durante a guerra.


Dentro do recinto de nove quilômetros quadrados, protegido por muralhas de oito metros de altura, existiam prédios oficiais, mas também canais de irrigação, plantações de arroz e moradias que sustentavam cerca de 100 mil pessoas.







 Os quatro caminhos que partem de cada uma das portas de entrada, convergem  num mesmo lugar,  o Templo Bayon.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

TEMPLO BAKONG ( SIEM REAP)

O templo Bakong, dedicado à divindade hindu Shiva e inspirado no lendário Monte Meru. Os quatro níveis que sustentam o santuário central são decorados por elefantes de pedra e torres que, acredita-se, guardavam pequenos lingas (estátuas de formato fálico a representar Shiva)




Construído pelo rei Indravarman I , é considerado o seu templo estado. 
Bakong é um dos mais antigos templos de Angkor. Construído  em 881 é o primeiro templo que apresenta a arquitectura do modelo básico dos templos de Angkor. É um majestoso templo e é elevado do chão por uma montanha artificial. . Na parte inferior existe uma vala e duas paredes que cercam todo o edifício e na parte superior há oito santuários em forma de torres que se encontram em bom estado de conservação. 

terça-feira, 2 de abril de 2013

TA PROHM - A RECONQUISTA FEITA PELA NATUREZA

A expectativa subia ao aproximarmo-nos do mítico templo Ta Prohm: Os humanos conquistaram a natureza para criá-lo e a natureza agora está reconquistando-o para destruí-lo....
O movimento era enorme e alvo de muita curiosidade por parte de crianças que vivem perto e que estão sempre à espera de um carinho..especialmente se esse carinho for monetário..








Foi construído no final do século XII e inicio do século XIII, em estilo Bayon, para ser um mosteiro Budista e Universidade.
E ao contrário da maioria dos templos Angkorianos, Ta Prohm foi deixado em grande parte na mesma condição em que foi encontrado, muito pitoresco e fotogênico.


Jayavarman VII construiu Rajavihara (Ta Prohm) em honra da sua família. A imagem principal do templo, representando Prajnaparamita, a personificação da sabedoria, foi inspirado na  mãe do rei.




Após a queda do império Khmer, no século XV, o templo de Ta Prohm foi abandonado por séculos. Quando o esforço para conservar e restaurar os templos de Angkor começou no início do século 20, a École française d’Extrême-Orient, decidiu que Ta Prohm seria deixada em grande parte aos moldes em que fora redescoberta, dando ao local um aspecto pitoresco. Segundo o estudioso Maurice Glaize, pioneiro em Angkor dizer que Ta Prohm foi preservada desse modo porque era “uma dos mais imponentes [templos] e os que tinham um melhores valores artísticos e culturais que acabaram se  fundindo  com a selva, mas ainda não a ponto de se tornar uma parte dela”. No entanto, muito trabalho foi feito para estabilizar as ruínas, para permitir o acesso, e para manter “essa condição de aparente negligência.”



O templo de Ta Prohm foi utilizado como templo principal no filme Tomb Raider. Embora o filme tenha tomado liberdades visuais em outros templos de Angkor, as 
suas cenas em Ta Prohm são bastante fieis à aparência real do templo.