quinta-feira, 8 de novembro de 2012

MALDIVAS: ADEUS PARAÍSO

Estava na hora da despedida... caminhávamos lentamente pela ponte de madeira onde estava um barquito que nos levaria ao pequeno cais ( um pequeno quadrado de madeira ) que baloiçava ao sabor das ondas e onde estava parado o minúsculo hidro-avião que nos transportaria até ao aeroporto de Malé...ainda hoje não sei como não caí ao mar naquele  cais. Não tenho grande equilíbrio e quase me levaram ao colo até ao hidro-avião..


É uma boa aventura andar de hidro-avião especialmente quando se levanta voo mas sobretudo quando "aterramos" na água..Gostei muito de ver a "minha ilha" do alto..



Lá estava a ponte de madeira que tantas vezes atravessámos para ir jantar ao restaurante de peixe  ( um pouco cortado na foto) sobre o mar.











Tentei vislumbrar a nossa cabana mas elas estão camufladas no meio da vegetação para preservar
não só a intimidade dos hóspedes como a paisagem protegida destas ilhas.


À medida que sobrevoávamos o oceano  as ilhas de corais pareciam cogumelos a nascerem na água.


























Como o aeroporto está construído numa ilha artificial ao lado da capital-  Malé - podemos observar o colorido desta cidade que era a mais importante cidade quando estas ilhas foram uma das nossas colónias.

ADEUS MALDIVAS..ADEUS PARAÍSO..OU QUEM SABE ATÉ À VISTA...

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

MALDIVAS: SNORKELING

A estadia nas Maldivas era a fase final de uma viagem grande que já durava há 15 dias. Tínhamos andado pela Índia carregados com o equipamento de snorkeling ( barbatanas, máscara e tubo de respiração) e uma máquina fotográfica pequena com caixa estanque..estava na hora de usarmos tudo isso...


















O meu marido andou pouco tempo nesta observação pois dizia que a água era tão transparente que fora de água via o mesmo...eu passei horas debaixo de água, queimei as costas devido à grande incidência do sol e fiquei bem esfolada por passar tão próximo dos corais...mas valeu a pena!!!!!!








A panóplia de cores e formatos dos peixes que brincavam e se escondiam nos corais foi das experiências mais maravilhosas que vivi, apesar de já ter feito snorkeling noutros locais exóticos...



Tive uma grande dificuldade em fotografar...os peixes não cooperaram..tirei centenas de fotos em que apanho a cauda de um, a barbatana de outro. Não é fácil pois temos que contabilizar a refracção e reflexão da luz na água...





















Em águas mais profundas encontrei peixes de maiores dimensões mas não tão coloridos..















Em determinadas zonas tive que pedir licença para conseguir passar... Se forem às maldivas não percam esta experiência e não precisam de ir carregados se não tiverem equipamento.  Em todos os resorts alugam..

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

MALDIVAS: O PÔR DO SOL

O final de tarde nestas ilhas é realmente um momento único. Talvez tivesse tido sorte com o belo tempo que apanhei. Tanta sorte que apareciam sempre algumas nuvens  imprescindíveis para tirar umas fotos decentes...

















Disseram-me que o nascer do sol também é maravilhoso mas , confesso que não me consigo levantar o cedo suficiente para assistir a esse espectáculo..
Mas pds não perdi nenhum..quer estivesse numa bela esplanada ou a caminhar pela ilha..





















Encontrei outros adoradores do pôr do sol, tão fascinados como eu...mas quem resistia a um espectáculo destes?
Mas o milagre acontecia quando iluminavam a noite e nos serviam um jantar romântico em mesas estrategicamente colocadas e servidas com todas as mordomias....

terça-feira, 30 de outubro de 2012

MALDIVAS : OS PERIGOS ESCONDIDOS

Recuperadas as forças com o belo cafézinho expresso tomado num bar gerido por um português continuámos a volta pela ilha





 Nem tudo é cor de rosa ( na realidade é quase só verde e azul...)  nesta ilha!!! encontrámos dois náufragos...

Enquanto caminhávamos dentro de água estávamos rodeados de peixes multicolores






Mas também passavam por nós tubarões de médio porte...especialmente na zona onde eram alimentados, junto às cabanas sobre o mar..nessa altura saí da água e não fotografei nenhum. Não sou tão corajosa como gostaria de ser..


Mais grave teria sido pisarmos esta manta raia que estava camuflada na areia. A sua mordidela é muitíssimo venenosa... a foto foi tirada fora de água que nos daria pela coxa. Vejam como a água é transparente , felizmente....









Estas mantas raias ( algumas bem maiores do que a da foto) vinham todas as noites a uma zona especifica da praia e aí eram alimentadas por nós. Um experiência incrível pois acabados de jantar íamos para dentro de água ( estava  a 30º/33º) e dávamos-lhes comida enquanto as suas abas gelatinosas passavam junto às nossas pernas..



















Descalçavam-se sapatos, arregaçavam-se vestidos e calças mas ninguém resistia a este momento único de interacção com o mundo animal...eu não resistia e preferia-o a ir para um bar ouvir musica ou assistir a animação nocturna...





domingo, 28 de outubro de 2012

PRÉMIO DARDOS


Prémio Dardos, um reconhecimento Internacional


Agradeço à minha amiga Maria do Céu Vieira a partilha deste elegante prémio, conforme está mencionado no seu blog:  http://mclvieira.blogspot.pt

Fico agradecida por receber este prémio e de igual forma vou inumerar outros 10 blogs ao acaso sem desprimor para outros.

O Prémio Dardos foi criado pelo escritor espanhol Alberto Zambade que, em 2008 cocedeu no seu blog Leyendas de "El pequeño Dardo" o primeiro Prémio Dardo a quinze blogs seleccionados por ele.
Ao divulgar o prémio, Zambade solicitou aos blogs premiados que também indicassem outros blogs ou sites merecedores do prémio. Assim a premiação se espalhou pela Internet.

Segundo o seu criador, o Prémio Dardo, destina-se a "reconhecer os valores demonstrados por cada blogueiro diáriamente durante o seu empenho na transmissão de valores culturais, étnicos, literários, pessoais, etc, demonstrando, em suma a sua criatividade por meio do seu pensamento vivo que permanece inato entre as suas palavras."

"As regras do prémio estabelecem que, os indicados, depois de dizerem quem os presenteou, poderão exibir no seu blog/site o selo do prémio e deverão indicar outros 10, 15 ou 20 blogs/sites que preencham os requisitos acima para o preenchimento do prémio."
( Texto: http://contos-poemas-blogspot.pt/ )

"Desejo a todos bons momentos de partilha e de amizade e escolhi os seguintes blogs, que espero, dêem continuidade a este bonito elo blogueiro"

http://behappyaveiro.blogspot.pt/


MALDIVAS: PROCURANDO UM CAFÉ EXPRESSO

As Maldivas é um país insular constituído por  1196 ilhas sendo habitadas somente 203. A maior parte destas 203 ilhas são resorts turisticos...cada ilha um resort. Algumas são tão pequenas que nesses resorts não há mais do que 50 quartos.
Nós fomos para uma das mais afastadas da capital Malé e por coincidência uma das ilhas maiores pois tem 1,6Km de comprimento e 340 metros de largura máxima...
Situada no Atol Ari  Sud estávamos na ilha Nalagouraidhoo  no Sun Island Resort (340 quartos..)...e fomos dar a volta à ilha caminhando pela areia "pó de talco" entre o azul esmeralda daquelas cálidas águas e o verde exuberante das palmeiras...








De vez em quando passava por nós um barquito...


Quando estávamos cansados havia sempre uma "chaise longue" à nossa espera..


e íamos tomando banho pelo caminho...



















Aproximámo-nos de uma zona "densamente" povoada..




































e finalmente encontramos um café expresso e por sinal bem saboroso ( ou seriam as saudades?) carito..mas enfim...
Curioso o café chamava-se Alfredo...como mostram as chávenas...












sexta-feira, 26 de outubro de 2012

MALDIVAS - AFINAL É VERDADE....

 Chegámos ao nosso resort de barco após 3h de navegação entre outras ilhas espalhadas no Índico..Quando saímos do barco fiquei atónita com a cor e transparência daquela água..O barco parecia suspenso...afinal não era propaganda turística gratuita..era real mas tão difícil de acreditar...
Explicaram-me então que eu estava na lagoa de um atol:
Um atol é uma ilha oceânica em forma de anel com estrutura coralínea e de outros invertebra­dos, constituindo no seu in­terior uma lagoa,
Um atol começa pela formação de um recife costeiro de corais ao redor de uma ilha vulcânica. À medida que esta ilha vai afundando o recife vai se acumulando e crescendo para fora em busca de águas mais ricas em nutrientes e transformando-se num recife de barreira. A parte central, com menor circulação de água fica preservada como uma lagoa interior. Este processo leva 30 milhões de anos a acorrer. 
Há atóis que ainda não afundaram totalmente e é nesses que estão construídos os resorts e as poucas cidades deste país..



Animação retirada da Wikipédia

Coral atoll formation animation




O primeiro banho foi inesquecível...foi como se estivéssemos numa banheira enorme com água turquesa..não conseguíamos sair ..a praia era nossa!! o resort estava com lotação esgotada mas essa lotação tem em conta a privacidade dos turistas..
Agora percebo porque é um destino privilegiado para luas de mel...


Por enquanto só tinha encontrado algo de negativo...não ter ainda encontrado  um café expresso à venda... teríamos que procurar melhor...




















Mas o cansaço era grande..estava na hora de irmos para a nossa cabana na praia ...



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

MALDIVAS - A CHEGADA AO PARAÍSO

Tínhamos acabado a visita à Índia e geralmente dão-nos três alternativas para finalizar esta viagem..ir ao Nepal, a Goa ou voltar para casa...
Já que estávamos tão longe de certeza que a nossa opção nunca seria a 3ª, vir para casa...
mas também nunca seguimos a regra geral...e assim dirigimo-nos para as ilhas Maldivas.
Será que as fotografias dos prospectos de turismo seriam reais?
Teríamos que pernoitar no aeroporto de Colombo capital do Sri Lanka ( antigo Ceilão e denominada na antiguidade por Taprobana ...nome que Luis de Camões usou nos Lusíadas).
Se não estivesse envolto numa violenta guerra civil como gostaria de lá ter ficado uns dias... e apercebemo-nos bem dessa violência pois não  nos deixaram ficar no aeroporto à espera do voo para as Maldivas e levaram-nos para um hotel nos arredores. Ofereceram-nos uma suite e transporte mas para lá chegarmos passámos 3 controles militares assustadores...





Mesmo  quem adormecer no avião, vai acordar com toda a agitação  causada pela vista fantástica . Começamos por ver um oceano imenso dum azul profundo, “salpicado” pelos  atóis compostos por pequenas ilhas e areias brancas com pequenas lagoas azul-claro. Acredite: as Maldivas são lindas logo à chegada, vistas de cima.
À medida que o avião for descendo, reparamos que o Aeroporto Internacional das Maldivas  ocupa uma ilha inteira, Hulhule, perto da capital das Maldivas, Malé
Temos a sensação que vamos aterrar na água...

As Ilhas Maldivas estão agrupadas em 26 atóis que, vistos de cima, são por si só uma visão fenomenal, com os diferentes tons de azul em seu redor. Um atol é uma ilha oceânica em forma de anel com estrutura coralínea e de outros invertebrados, constituindo um lagoa no seu interior. Ou seja, teoricamente, as Maldivas teriam apenas 26 ilhas mas como cada uma está parcialmente submersa e tem os seus picos a sair da água, cada um deles é considerado uma ilha.

Como o  nosso pedaço de paraíso com areia branca e água cristalina era uma ilha distante do aeroporto optamos por ir da barco para lá e depois regressaríamos de hidroavião...


Cada ilha um resort de alto luxo..praias  desertas de areia que parece pó de talco, água quente (30ª)...


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

TAJ MAHAL: UMA LÁGRIMA DE AMOR NA FACE DA ETERNIDADE - as fotos proibidas.....

 A  câmara  interior do mausoléu possui paredes com cerca de 25 metros de altura e terminam numa falsa cúpula interior, decorada com representações do Sol.  Oito arcos definem o espaço e quatro arcos centrais superiores formam varandas e janelas para o exterior, cada uma com uma tela intrincada executada em blocos únicos de mármore, chamados "jali", preciosamente esculpidos como se fossem uma tela de renda.





É proibido fotografar nesta zona mas uma japonesa teimosa não conseguia parar de fotografar pois a "tela de renda" era demasiadamente bela...e eu aproveitei a boleia..
No interior deste mural de mármore brilhantemente trabalhado jazem lado a lado os túmulos de Shah Jahan e da sua amada Mumtaz debaixo de um lustre egípcio doado por Lord Curzon em 1909 que  pende do teto sobre as sepulturas e lhes dá um ar fantasmagórico...
É a sepultura da Shah Jahan a única peça de todo o monumento que não obedece a uma perfeita simetria pois não foi prevista a sua colocação naquele espaço. Foi uma decisão dos seus filhos...




Enquanto os guardas ralhavam com a japonesa eu aproveitei...como já prescreveu o crime mostro a fotografia...


"Que não seja fúnebre, pois deverá celebrar a curta vida de um amor. A sua beleza e a sua graça hão de recordar eternamente a mulher, sem jamais envelhecer. Será um sonho de mármore edificado na fronteira delicada entre o real e o irreal, como a própria paixão."
do poeta indiano Rabindranath Tagore (1861-1941), que escreveu “O Taj Mahal é uma lágrima de amor na face da eternidade.




Saímos emocionados o mais belo monumento que que jamais tinhamos visto..

Para nós acabava a viagem à Índia...mas já estávamos com saudades        NAMASTÉ!!!!!!!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

TAJ MAHAL: CONTORNANDO O MAUSOLÉU


Circulando ao redor do mausoléu percebemos as discretas, espantosas incrustrações e para isso colocámos protecções sobre os sapatos enquanto outros caminham  descalços vamos continuando a polir o belo mármore branco que constitui o chão do patamar que dá acesso ao interior  do mausoléu



Com a bela luz do nascer do sol as pedras semi-preciosas incrustadas no mármore branco cintilam refletindo essa mesma luz ..
O mosaico de pedras preciosas é tão fino e detalhado que uma peça ornamental - uma flor, uma folha,... - pode ter até 70 pequenos fragmentos.




















A arquitectura e a ornamentação tudo se combina, integrando-se numa perfeita proporção simétrica e de  agradável harmonia, como é próprio de uma obra prima. Mas a beleza do conjunto só pode ser plenamente assimilada quando admirada de longe.