segunda-feira, 15 de outubro de 2012

TAJ MAHAL - O IMPACTO DA PRIMEIRA VISÃO

Extasiada, com a respiração paralisada e o coração a bater desenfreadamente  por uma fração de tempo, só tenho olhos para o belo monumento que estava à minha frente..



Como se reverenciasse aquela chocante obra prima, retomo o ar, relaxo  e contemplo aquela beleza monumental como se fosse um  sonho...  Não sei por quanto tempo permaneci completamente inebriada,  emocionada com mais aquele privilégio que eu vivia. Assim que voltei ao normal, ainda dominado por aquela dimensão de beleza, minha fascinação resultou no maior número de cliques por cena que jamais minha câmera experimentou...Olhando para os lados percebi que aquela visão do Taj Mahal provoca o mesmo grau no inconsciente colectivo  deixando primeiramente congelados, depois completamente acelerados os corações e mentes de seus visitantes..

 O Taj representa  das mais românticas e trágicas histórias de amor de todos os tempos, mas não deixa de surpreender que os indianos mantenham uma visão tão romântica do monumento, cujo herói e heroína eram muçulmanos...









E são as mulheres que melhor expressam esse encantamento. Talvez porque sejam mais românticas que os homens, que percebam mais sensivelmente o que motivou sua construção, que melhor  se identifiquem com ele, que assumam a sensualidade de suas curvas e que notem o romantismo das intenções do imperador apaixonado e enlouquecido.  Chamam os maridos e posam para a foto inesquecível diante do Taj.






sábado, 13 de outubro de 2012

A CAMINHO DO TAJ MAHAL

Tínhamos chegado a Agra ao anoitecer e a primeira coisa que fiz foi ir ao terraço para ver o Taj Mahal. Foi assim que me comecei a apaixonar por este monumento apesar de ver só uma parte e o tempo estar enevoado..


Na manhã seguinte iríamos madrugar pois antes das 6h da manhã íriamos apanhar o bus oficial e único meio de transporte permitido, que nos levaria até à zona onde começava a  fila  que aguardava a abertura dos portões .  Segundo a tradição, às seis horas da manhã a temperatura e a luz do sol tornam a visita ao Taj, para além de confortável, mais impactante. 
A ansiedade cresce à medida que vamos passando as diversas barreiras de segurança



 A cada hora do dia o Taj assume  diferentes cores: no alvorecer adquire o tom perola; ao meio-dia uma brancura deslumbrante; nas noites de luar um esplendor lúgubre e cintilante.  Todavia, nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde é quando o Sol o ilumina com suavidade e ele assume seu tom mais encantador: um rosa tão pálido quanto delicado...por isso nos levantámos tão cedo...embora quase nem tenha dormido devido a estar prestes a realizar um dos meus maiores sonhos..

Quando chegámos ao portão Darwaza de arenito vermelho e com incrustações de pedras preciosas ficámos já maravilhados..

 O arco principal emoldura e enquadra na perfeição o mármore branco e reluzente do imponente Taj.  Magicamente forma uma das mais belas composições e introduz -nos  numa das mais notáveis obras arquitetônicas do planeta. O portão magnífico não serve apenas para proteger o monumento, ele prepara o visitante para viver o momento de maior impacto: o primeiro encontro com o Taj Mahal.  



O impacto do primeiro encontro é uma experiência emocional, intelectual e física inesquecível e incomparável.  A imponência do Taj, ali emoldurado pelo lindo arco de arenito vermelho do darwaza - o portão principal - tira o fôlego a qualquer indivíduo, arrebata por uns momentos as nossas emoções . O que sentimos não é possível traduzir.  Algo de transcendente acontece nos nossos corações quando cruzamos o portão e avistamos a alvura do imponente mausoléu.
Nem consegui tirar uma fotografia apresentável...

                                                                                                                         continua.......

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

AGRA E O SEU FORTE ( continuação)

O Jahangiri Mahal é o edifício mais proeminente da fortaleza de Agra pois apresenta um curioso estilo ecléctico juntando talentosamente as arquiteturas hindu, mogol e persa.
Este palácio tem de um lado  vista paro rio e do outro lado para  um belo jardim.













 Nas salas do interior os mármores claros e as incrustrações em estuque de baixo relevo, as talhas e as pinturas ornamentais, proporcionam uma atmosfera luminosa.






 O pátio de mármore tem o desenho de um tabuleiro de pachisi, um jogo semelhante ao gamão, onde dançarinas faziam o papel das peças do jogo.

É neste pátio  que se situa  Musamman Burj, a torre octogonal - um das mais bonitas edificações do complexo -, o lugar onde Shah Jaham passou aprisionado seus últimos anos, olhando para o mausoléu de sua amada, o Taj Mahal, do outro lado do rio.
Quarto habitado por  Shah Jaham  enquanto estava aprisionado na torre







Desta janela olhava para o belo monumento onde jazia a sua amada sentindo-se injustiçado por o terem impedido de construir em frente ao Taj Mahal do outro lado do rio um mausoléu igual mas em mármore preto...o seu mausoléu..
O povo vivia miseravelmente e o preço desta construção era proibitivo..mas talvez ficasse o mais belo local da terra..eu consigo visualizar...







Hoje a vista continua soberba mas a poluição do ar quase esconde aquele monumento

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

NEM SÓ DO TAJ MAHAL VIVE A CIDADE DE AGRA


  A ÍNDIA é um destino  do qual se recebe muito mais do que se  pode imaginar em cores, exotismo, diversidade, cultura e sabores.  Uma viagem a este  país compensa  por uma infinidade de grandiosas atrações, pela imponência de seus monumentos, pela cultura e receptividade de seu povo e pelos estímulos sensoriais que só por si bastariam para tornar a jornada uma experiência fascinante. O que torna este país ainda mais maravilhoso é o deslumbramento de cada monumento visitado e a certeza   de  que o próximo   nos poderá  causar igual ou maior impacto. 
Foi o que aconteceu com o FORTE DE AGRA  O forte é uma cidadela construída na margem e numa curva do Rio Yamuna pelo imperador Akbar nos anos 1500.  Cercado por um fosso - como convinha a uma fortaleza - é de uma imponência tal que, de novo, arrebata o visitante, tanto por dentro como por fora.





Mais do que uma fortaleza, o monumento em arenito vermelho foi residência de três imperadores mogóis: Akbar, Shah Jahan, Aurangzeb, cada um deles expandindo-o com novas estruturas durante suas gestões.

  O  Khas Mahal  (  foi construído por Shah Jahan de 1631 a 1640 )   é o mais bonito palácio do complexo. É o próprio palácio do rei e das Mil e Uma Noites. Um belo pavilhão de mármore branco com arcos e pilares em estilo hindu e extensa obra ornamental nos pisos e tetos. 

Khas Mahal e o seu jardim persa




Nesta zona fica a Nagima Masjidmesquita em mármore branco que servia apenas às mulheres do harém




















Continua....................

sábado, 6 de outubro de 2012

FATEHPUR SIKRI - A CIDADE ABANDONADA

“Akbar o Grande”, terceiro imperador mogol da Índia - tornou-se um dos maiores líderes da história do país, o promotor da era das conquistas mais épicas e da  expansão mais notável.
Depois de empreender as maiores expansões no Forte de Agra, decidiu construir uma nova Capital. Em 1571 começaram as obras de Fatehpur Sikri, o complexo fabuloso onde se integram palácios, pátios, jardins, harém e fontes, e que se tornou um dos mais grandiosos, importantes monumentos de toda a Índia. Assim que concluiu suas obras, Akbar mudou-se para a nova Capital e ali viveu por 13 anos, até que tudo foi abandonado por uma grave falha de planejamento: falta de água.


O complexo de construções de Fatehpur Sikri é além de uma grande atração da Índia, um exemplo soberbo de qualidade arquitectónica. A mescla das arquiteturas islâmica e hindu foi levada a cabo em arenito vermelho, mas é de tal forma espantosa que por vezes duvidamos do resultado e nos sentimos obrigados a passar os dedos sobre aquelas superfícies tão bem esculpidas: a dureza da pedra foi talhada com  uma delicadeza  só possível apenas na maciez da madeira
 Por todo o complexo custa a acreditar que tudo seja feito em arenito, de beirais a telhados, de vigas a colunas,  portas, janelas a gradis e paredes.

   Os espaços onde foram implantados os edifícios são de uma concepção urbanística notável para a época.



 Mesmo cheio de turistas, é um lugar silencioso. O amplo espaço tem esplêndidos palácios, pavilhões, tumbas, piscinas, espelhos d´água e uma mesquita-  a grande mesquita Jama Masjid, uma das maiores da Índia pois podia acomodar cerca de 10.000 fiéis e incorporava no centro da quadra o túmulo de Shaikh Salim


 Construído sobre uma plataforma rochosa bem próximo do lago artificial criado para acumular e fornecer água ao complexo, Fatehpur Sikri é limitado em três lados por um muro de 6 km de extensão
 e fortificado por torres, com sete portões de acesso, sendo o mais bem preservado deles a Porta da Agra, que aparenta mais imponência do que capacidade de protecção

Foi pela porta de Agra que saímos..do outro lado estava o tuck tuck ( (triciclo motorizado com cabine para transporte de passageiros) que nos levaria para o nosso carro  que por sua vez nos conduziria para Agra...Finalmente Agra!!!! Taj Mahal quase à vista..


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

INDIA: FORTE AMBER (2)


E como os Marajás não eram parvos , uma das maiores áreas do forte  Amber é a Zenana, ou seja o palacio onde vivam as mulheres reais 





O marajá tinha cerca de 12 rainhas e centenas de concubinas, todas com seus 
aposentos individuais, e com passagens secretas que conectavam directamente ao seu quarto 









Assim ele podia visitar a esposa/cuncubina que queria sem que as outras soubessem  conseguindo manter a hamonia entre suas mulheres!





segunda-feira, 1 de outubro de 2012

INDIA: FORTE AMBER (1)

Madrugámos para irmos visitar o Forte Amber a 11 km de Jaipur. Quando chegámos a fila para apanhar o elefante que nos levaria ao Forte era enoooorme...2h de espera...
Olhávamos com uma certa inveja para os que já subiam a ladeira até ao forte...

Quando estávamos a chegar à zona de "embarque" os elefantes estavam cansados e foram comer...demos uma volta pela cidade enquanto aguardávamos a boleia..






Finalmente a nossa vez chegou..e lá fomos balançando docemente...



















O Forte Amber, apesar dos tons terrosos e amarelados, não se chama “Ambar” por causa da cor, e sim por causa do nome da cidade onde foi construido – e é impossivel ignorar sua grandiosidade e seus muros que se estendem pela paisagem da cidade.
O forte na verdade é uma coleção de templos e palacios confinados entre as paredes de seus 6 quiometros de muralhas, e é impossivel não nos perdermos nos seus jardins, fontes, templos e salões majestosos.




Hoje o Forte funciona apenas como um museu, mas nos seus tempos aureos, as entradas e portões eram definidas de acordo com sua casta e seus escalão social e cheio de passagens secretas e salões exclusivos.
Além disso, o  forte Amber  está ligado com o Forte Jaigargh, ( na serra em frente..)construido em 1726 para defesa dos Palacios de Amber e da familia real. Nesta foto panorâmica ( em baixo) pode-se observar a ligação ao outro forte e imaginar as dificuldades que terão tido nessa construção





O interior do forte é incrivel, e passamos horas e mais horas analisando cada detalhe e cada entalhe de suas paredes – com relevos em marmore maciço, pedras semi-preciosas e e cores de origens naturais (as principais materias primas na “decoração” do forte foram frutas, vegetais e oleo de coco, que criavam pigmentos e fixadores que resistem até hoje!





Uma das áreas principais do forte é o salão dos espelhos (nome oficial Sheesh Mahal), onde o Raja (Rei) recebia seus súbditos especiais para audiências privadas ou para impressionar outros cefes de estado.
O salão demoru cerca de 6 anos pra ser construído e é inteiramente decorado com mini espelhos, todos importados da Bélgica,  e pedras semi-preciosas.
















sábado, 29 de setembro de 2012

INDIA: BIGODES,SARIS E ...AFINS

Os homens do Rajastão usam turbantes e as mulheres usam saia, blusa e véu na cabeça muito coloridos e contrastantes. Tem que se usar algo na cabeça pra não se torrar os miolos! Haja sol, haja calor! É uma festividade de cores  que alegram o ambiente de quem mora e sobrevive as duras penas nesse calor abrasador do deserto. Chega a ser mesmo uma cromoterapia, dá ânimo, força, vontade de seguir vivendo ....




Impossível não prestar atenção aos bigodes grandes e cabeludos dos homens rajastaneses. Rajastão é conhecido por muitas coisas inclusive pelos seus bigodes!





















Os belos saris...acho que o laranja/ vermelho é a cor preferida dos indianos..
Jaipur é sujinha como a maioria das cidades indianas, bosta de vaca aqui, bosta de elefante ali, bosta de camelo acolá... Tem também porcos, cachorros, pombos, ratos, enfim uma fauna completa!

Os elefantes de hoje são mais felizes pois pelo menos em Jaipur só carregam seres humanos, que são bem mais leves!  São doces gigantes e foram eles que “construíram” a Índia. 






Jal Mahal  é um antigo palácio no meio do lago onde o marajá caçava patos e outras aves...é o único que não tem sujidade à volta..eheh pelo menos visível..