sábado, 6 de outubro de 2012

FATEHPUR SIKRI - A CIDADE ABANDONADA

“Akbar o Grande”, terceiro imperador mogol da Índia - tornou-se um dos maiores líderes da história do país, o promotor da era das conquistas mais épicas e da  expansão mais notável.
Depois de empreender as maiores expansões no Forte de Agra, decidiu construir uma nova Capital. Em 1571 começaram as obras de Fatehpur Sikri, o complexo fabuloso onde se integram palácios, pátios, jardins, harém e fontes, e que se tornou um dos mais grandiosos, importantes monumentos de toda a Índia. Assim que concluiu suas obras, Akbar mudou-se para a nova Capital e ali viveu por 13 anos, até que tudo foi abandonado por uma grave falha de planejamento: falta de água.


O complexo de construções de Fatehpur Sikri é além de uma grande atração da Índia, um exemplo soberbo de qualidade arquitectónica. A mescla das arquiteturas islâmica e hindu foi levada a cabo em arenito vermelho, mas é de tal forma espantosa que por vezes duvidamos do resultado e nos sentimos obrigados a passar os dedos sobre aquelas superfícies tão bem esculpidas: a dureza da pedra foi talhada com  uma delicadeza  só possível apenas na maciez da madeira
 Por todo o complexo custa a acreditar que tudo seja feito em arenito, de beirais a telhados, de vigas a colunas,  portas, janelas a gradis e paredes.

   Os espaços onde foram implantados os edifícios são de uma concepção urbanística notável para a época.



 Mesmo cheio de turistas, é um lugar silencioso. O amplo espaço tem esplêndidos palácios, pavilhões, tumbas, piscinas, espelhos d´água e uma mesquita-  a grande mesquita Jama Masjid, uma das maiores da Índia pois podia acomodar cerca de 10.000 fiéis e incorporava no centro da quadra o túmulo de Shaikh Salim


 Construído sobre uma plataforma rochosa bem próximo do lago artificial criado para acumular e fornecer água ao complexo, Fatehpur Sikri é limitado em três lados por um muro de 6 km de extensão
 e fortificado por torres, com sete portões de acesso, sendo o mais bem preservado deles a Porta da Agra, que aparenta mais imponência do que capacidade de protecção

Foi pela porta de Agra que saímos..do outro lado estava o tuck tuck ( (triciclo motorizado com cabine para transporte de passageiros) que nos levaria para o nosso carro  que por sua vez nos conduziria para Agra...Finalmente Agra!!!! Taj Mahal quase à vista..


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

INDIA: FORTE AMBER (2)


E como os Marajás não eram parvos , uma das maiores áreas do forte  Amber é a Zenana, ou seja o palacio onde vivam as mulheres reais 





O marajá tinha cerca de 12 rainhas e centenas de concubinas, todas com seus 
aposentos individuais, e com passagens secretas que conectavam directamente ao seu quarto 









Assim ele podia visitar a esposa/cuncubina que queria sem que as outras soubessem  conseguindo manter a hamonia entre suas mulheres!





segunda-feira, 1 de outubro de 2012

INDIA: FORTE AMBER (1)

Madrugámos para irmos visitar o Forte Amber a 11 km de Jaipur. Quando chegámos a fila para apanhar o elefante que nos levaria ao Forte era enoooorme...2h de espera...
Olhávamos com uma certa inveja para os que já subiam a ladeira até ao forte...

Quando estávamos a chegar à zona de "embarque" os elefantes estavam cansados e foram comer...demos uma volta pela cidade enquanto aguardávamos a boleia..






Finalmente a nossa vez chegou..e lá fomos balançando docemente...



















O Forte Amber, apesar dos tons terrosos e amarelados, não se chama “Ambar” por causa da cor, e sim por causa do nome da cidade onde foi construido – e é impossivel ignorar sua grandiosidade e seus muros que se estendem pela paisagem da cidade.
O forte na verdade é uma coleção de templos e palacios confinados entre as paredes de seus 6 quiometros de muralhas, e é impossivel não nos perdermos nos seus jardins, fontes, templos e salões majestosos.




Hoje o Forte funciona apenas como um museu, mas nos seus tempos aureos, as entradas e portões eram definidas de acordo com sua casta e seus escalão social e cheio de passagens secretas e salões exclusivos.
Além disso, o  forte Amber  está ligado com o Forte Jaigargh, ( na serra em frente..)construido em 1726 para defesa dos Palacios de Amber e da familia real. Nesta foto panorâmica ( em baixo) pode-se observar a ligação ao outro forte e imaginar as dificuldades que terão tido nessa construção





O interior do forte é incrivel, e passamos horas e mais horas analisando cada detalhe e cada entalhe de suas paredes – com relevos em marmore maciço, pedras semi-preciosas e e cores de origens naturais (as principais materias primas na “decoração” do forte foram frutas, vegetais e oleo de coco, que criavam pigmentos e fixadores que resistem até hoje!





Uma das áreas principais do forte é o salão dos espelhos (nome oficial Sheesh Mahal), onde o Raja (Rei) recebia seus súbditos especiais para audiências privadas ou para impressionar outros cefes de estado.
O salão demoru cerca de 6 anos pra ser construído e é inteiramente decorado com mini espelhos, todos importados da Bélgica,  e pedras semi-preciosas.
















sábado, 29 de setembro de 2012

INDIA: BIGODES,SARIS E ...AFINS

Os homens do Rajastão usam turbantes e as mulheres usam saia, blusa e véu na cabeça muito coloridos e contrastantes. Tem que se usar algo na cabeça pra não se torrar os miolos! Haja sol, haja calor! É uma festividade de cores  que alegram o ambiente de quem mora e sobrevive as duras penas nesse calor abrasador do deserto. Chega a ser mesmo uma cromoterapia, dá ânimo, força, vontade de seguir vivendo ....




Impossível não prestar atenção aos bigodes grandes e cabeludos dos homens rajastaneses. Rajastão é conhecido por muitas coisas inclusive pelos seus bigodes!





















Os belos saris...acho que o laranja/ vermelho é a cor preferida dos indianos..
Jaipur é sujinha como a maioria das cidades indianas, bosta de vaca aqui, bosta de elefante ali, bosta de camelo acolá... Tem também porcos, cachorros, pombos, ratos, enfim uma fauna completa!

Os elefantes de hoje são mais felizes pois pelo menos em Jaipur só carregam seres humanos, que são bem mais leves!  São doces gigantes e foram eles que “construíram” a Índia. 






Jal Mahal  é um antigo palácio no meio do lago onde o marajá caçava patos e outras aves...é o único que não tem sujidade à volta..eheh pelo menos visível..

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

JAIPUR: JANTAR MANTAR

Jantar Mantar é um observatório astronómico que está situado na saída norte da cidade de Jaipur, em Rajastão. É uma exposição ao ar livre de instrumentos de cálculos astronómicos enormes, construídos por um marajá  que gostava muito de astronomia, Jai Singh II, no séc. XVIII. Mandou construir dois exemplares destes instrumentos de cálculo: um para ele e outro para a cidade de Déli, que nesta altura era a capital do império Mogol.
O observatório conta com uns quinze instrumentos que serviam para medir o tempo, as horas, prever os eclipses do sol e da lua, calcular o movimento dos planetas, a nossa localização na terra, o nosso movimento relativo em relação aos outros astros do sistema solar. 


Foi construído parcialmente em mármore e talhado em pedras da região- Cada instrumento tem a sua graduação e mede vários metros de altura!


Sentimo -nos como  pigmeus dentro da caixa de ferramentas de um gigante fascinado pela astronomia! O tamanho enorme dos objectos permite obter medidas e previsões mais exactas do que com instrumentos de tamanho humano. Hoje em dia, com toda a tecnologia, estão obsoletos.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

INDÍA: JAIPUR - A CIDADE ROSA

 A cidade que outrora tinha sido a capital da realeza, conhecida como a Cidade dos marajás, é hoje a capital do Rajastão.
 É conhecida como "A cidade rosa", já que em 1876 o seu marajá a  mandou pintar dessa cor, para a visita do Príncipe de Gales.  A cor rosa é associada a hospitalidade e boas-vindas, e desde então a cidade preservou essa cor
A primeira visita que fizemos foi a Hawa Mahal,  vulgarmente conhecido como o Palácio dos Ventos




Construído no final do século XVIII pelo marajá Sawai Patrap Singh, o palácio dos ventos é um dos mais fascinantes monumentos da Índia. Situado na parte mais antiga da cidade, ele surpreende com as 953 pequenas janelas espalhadas por sua fachada,  de arenito vermelho que se estende com a forma das penas do macho do pavão real. O tamanho e a quantidade dessas janelas não foram uma escolha decorativa. Elas foram criadas especialmente para que as mulheres do harém do marajá pudessem observar as ruas sem que ninguém as vissem.  Com cinco andares, o palácio dos ventos tem uma lateral bastante estreita. Quando o vento sopra, ecoa uma suave melodia de seu interior. Sua cor, que acompanha o colorido de Jaipur, foi obtida com a utilização do arenito rosa, abuntande em todo Estado do Rajastão.
A zona mais importante da cidade onde se localiza o palácio real está "estranhamente" limpa...e é deslumbrante..











No edifício central , a beleza das arcadas..





















Duas das portas de entrada para o palácio
 O Palacio Real (City Palace em Ingles e Chandra Mahal ou Mubarak Mahal em Hindu) é ate hoje a residencia da familia Real de jaipur. O Maraja ja nao governa desde a independencia da India em 1947, mas a familia ainda é considerada “real” e ainda habita parte do Palacio.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

INDIA: O PALÁCIO DE SAMODE

Saímos de madrugada de Deli para irmos visitar e almoçar no Palácio de Samode.
Estava o sol a nascer quando passámos por uma zona florestal onde habitavam imensos macacos..claro que parámos. Pareciam muito amigáveis mas não tivemos autorização para nos aproximarmos..























Samode é uma pequena localidade situada a 42 kms de Jaipur, e onde se encontra um impressionante Palácio do século XVIII de arquitectura Rajput-Mogol, muito bem conservado e por isso foi transformado num hotel em 1985.




O espectacular  "Salão dos Espelhos" (Durbar Hall), dá-nos um ideia  da  riqueza e esplendor que desfrutavam los marajás naquela época. 



Este luxuoso palácio seduziu-me e e transladou-me para a época dos marajás e para como seria faustosa a vida destes personagens...aliás o almoço servido neste palácio foi inesquecível..
Começavam-se a abrir as portas para o outro lado da Índia...