sábado, 15 de setembro de 2012

INDIA- PELAS RUAS DE DÉLI

No país dos marajás a pobreza está por todos os lados e a sujeira costuma ser um problema para os viajantes. As ruas estão cheias de excrementos das vacas, os homens têm o hábito de cuspir no chão e, em vez de coleta de lixo, nalguns lugares o lixo é recolhido e depois queimado. 

O bairro antigo da cidade, Old Delhi, é um labirinto de ruas de trânsito intenso adornado pelas havelis, as antigas mansões indianas



Movimentarmo-nos por Nova Delhi não é tarefa fácil. Na cidade, não há placas com os nomes das ruas. É preciso procurar pontos de referência como templos, palácios ou grandes cruzamentos para se localizar. Mesmo tendo sempre um mapa a mão, temos que ter  atenção pois  as ruelas (Nova Delhi está cheia delas) não aparecem nos mapas. É uma verdadeira aventura andar por Deli...
A Índia arrasa-nos com tanta pobreza e inundicie, mas nunca encontrei um país tão colorido....
A maneira mais fácil de atravessar grandes distâncias na cidade é de rickshaw, um triciclo com uma cabine acoplada..são geralmente verdes e amarelos..
Aqui estão alguns na Porta da Índia na zona nobre da cidade. Fizemos uma visita de relance pois tinha havido naquele local um atentado terrorista uns dias antes...


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

NOVA DELI- QUTB MINAR


Qutb Minar é o minarete de tijolo mais alto do mundo, e um importante exemplo de arquitectura indo-islâmica.  Foi declarado Património Mundial da Unesco em 1993.
O Qutb Minar mede 72.5 metros de altura. O diâmetro da base mede 14.3 metros enquanto que o diâmetro do chão do topo mede 2.75 metros.












Rodeando o minarete existem vários exemplos de arquitectura indiana do tempo em que foi construído, em 1193.








































Vendedora de flores para depositar nos templos..

terça-feira, 11 de setembro de 2012

NOVA DELI - MEMORIAL DE GANDHI

Um dos locais que mais ansiávamos visitar em Deli era o memorial a uma das personagens que mais admiro : Mahatma Ganghi.
Pelo caminho fiz uma fotografia especial pois retrata bem este país..talvez a minha fotografia mais premiada.

O Raj ghat - Memorial a Gandhi é uma plataforma aberta onde podem ser lidas as últimas palavras pronunciadas por Mahatma Gandhi antes de morrer: "Hē Ram" (que significa "Oh, Deus"). A plataforma está localizada  num parque com fontes e árvores exóticas.



Os restos mortais de Gandhi foram cremados neste lugar, na margem oeste do rio Yamuna, em janeiro de 1948, por isso  foi considerado o mais adequado para prestar homenagem ao maior de todos os líderes da Índia até os dias de hoje. 
A plataforma de mármore negro 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

INDIA - NOVA DELI



Dizem que ninguém volta igual depois de uma viagem à Índia. É verdade. E Nova Déli resume bem as contradições desse país que une a milenar cultura indiana com o que há de mais moderno no mundo. Nas ruas da capital, as vacas contrastam com os edifícios recém-construídos. As mulheres vestidas de sáris tanto aparecem em carros de luxo como em "autocarros" sobrelotados... Tudo no meio de um trânsito caótico, onde carros, motos,rickshaws e pedestres brigam por um espaço nas ruas cheias de lixo. Parece o cenário de um filme...
Depois de uma longa percurso, fomos directos  para um luxuoso hotel. Uma parede  do nosso quarto  no 15º andar era toda em vidro  e causava verdadeiras vertigens..foi a primeira visão que tivemos desta cidade..


Começámos a visita da cidade pela zona antiga e fomos conhecer o Forte Vermelho


As pedras vermelhas usadas nas paredes deste monumental conjunto arquitetônico indiano não são as mais preciosas, mas influenciaram diretamente seu nome.  Construído no século XVII as riquezas e parte da construção, entretanto, não resistiram aos saques e à deterioração



Foi nesta primeira saída em Delhi que me comecei a apaixonar pelas cores deste país, pelos olhos expressivos da sua população, pelos contrastes...e pelos belos saris...



Quando cheguei ao hotel tinha o tradicional sinal indiano..estava um pouco esborratado pois o meu marido raspou-o para ver se lhe saía um carro..lol...



sexta-feira, 7 de setembro de 2012

ALASKA- CRUZEIRO ( shows )

O  navio Celebrity  Century tinha um belo e luxuoso teatro de 2 pisos


Claro que onde há teatro há espectáculo...uns melhores do que outros, mas todas as noites não deixava de os ir ver..na realidade não pelo show em si mas pela tentativa, por vezes infrutífera, de conseguir tirar fotos em condições de grande dificuldade...era um desafio e eu gosto de desafios...
Vou acabar a estória desta viagem com algumas memórias fotográficas destes espectáculos nocturnos...































quarta-feira, 5 de setembro de 2012

ALASKA - CRUZEIRO ( no navio Celebrity Century)

A viagem estava a acabar mas noticiar só as visitas aos belos locais não chega..há toda uma vivência no navio de cruzeiro ( Celebrity Century) que no fundo é indissociável destas excelentes férias...
Nas belas salas podemos ler, conviver, ouvir música ao vivo, dançar, jogar ou simplesmente descansar ...


Podemos comprar lembranças..

Ver fotografias ( e comprar) dos vários eventos..

Todos os recantos são um verdadeiro deleite para a vista..

E que dizer da sala de jantar de 2 pisos com uma  majestosa escada?
Que belos jantares ali são servidos...

A nossa mesa.. com agradáveis amigos onde se contavam as experiências vividas em cada dia e se dissertava por vários temas numa conversação fluida, agradável e descomprometida...ainda hoje mantemos contacto ( via net..) com alguns desses amigos. Obrigada Paulo e Inês...
Foto cedida por Paulo Gonçalves


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

ALASKA - TOTENS


Totem é uma palavra índia que designa simplesmente o “Brasão” ou as “Armas”  de uma família ou comunidade. O “Brasão” era pintado ou cravado na maioria dos objectos usados pelo proprietário.
As famílias dos indios americanos mandavam esculpir os seus Totens. Geralmente, eram altos pilares ou postes de cedro admiravelmente trabalhados. O “Brasão” ficava no elmo e em geral era um animal selvagem, ave ou peixe.
Os índios tinham-no como talismã e acreditavam que velava por eles e os protegia.
Nesta zona do Alasca foi dominada pela tribo índia Tlingit e não podíamos deixar de ir visitar estas genuinas obras de arte...
Pelo caminho uma cena de filme ...


Pinturas feitas pelos indios numa zona cerimonial






quinta-feira, 30 de agosto de 2012

ALASKA: KETCHIKAN


Após uma etapa noturna de 200 milhas náuticas, às 6.30 da manhã lançam-se as amarras ao último cais em terras do Alasca. Não é por ser o último porto, nem pela peculiaridade onomatopaica do nome, mas o seu reduzido tamanho e as casas de madeira penduradas sobre o rio de Creek Street fazem de Ketchikan a minha preferida. 


Este rio é a "estrada" do salmão...é o principal rio que este peixe sobe para desovar e que aparece em inúmeros documentários sobre o assunto..

Nesta foto pode -se ver  uma homenagem ao salmão..é obra subir um rio tão pedregoso e  com um caudal tão intenso  e ainda tentar escapar das garras dos ursos que estão sempre muito atentos...

Desde os bares às casas dos pescadores, tudo parece um pouco mais genuíno, no seu ritmo normal, de quem está seguro que a invasão temporária de turistas não vai trazer mais sol do que o costume.

Talvez porque foi o salmão e não o ouro a motivar a sua fundação as pessoas sejam aqui diferentes. Contudo, tal como Juneau  também Ketchikan não se encontra ligada por estrada ao resto do estado, nem tão-pouco ao vizinho Canadá: quem quiser cá vir só o poderá fazer por barco ou avião, o que lhe acentua ainda mais o carácter remoto. A cidade não é pequena por acaso; as montanhas que se levantam a quase toda a volta (as mesmas que não deixam cá chegar as estradas) empurraram-na contra o estreito de Tongass onde parte das construções se mantém de pé graças aos pilares de madeira em que estão apoiadas.



segunda-feira, 27 de agosto de 2012

ALASKA - JUNEAU

Juneau é uma cidadezinha profundamente colorida para lá do cais onde o navio atracou. É uma série de casas baixas, revestidas a madeira de cima a baixo, em longas tábuas pintadas de amarelo vivo, azul, laranja... Há saloons e hotéis com fachadas pouco alteradas desde os primeiros anos do século XX, e as ruas estão desenhadas numa escala humana para que a escola esteja a um saltinho da livraria e os correios nunca fiquem longe do banco. Parece tirada do velho Far West ou, numa análise mais realista, do cenário da corrida ao ouro que aqui ocorreu entre 1897 e 1900.





No entanto, não deixa de ser estranho que a capital do maior estado americano tenha apenas 30.000 habitantes e que os edifícios mais altos sejam os navios de cruzeiro, quando estão na cidade - como gostam de brincar os residentes.



 A ironia parece ser uma das principais virtudes destas pessoas; mesmo quando um estranho os interroga se está sempre a chover, não hesitam em negar, contrapondo de imediato que “às vezes também neva”. De qualquer forma, quando descubro que em Juneau chove em média 220 dias por ano, sei que não vale a pena ficar à espera que passe; além disso, quase todos os habitantes ignoram o facto, preferindo galochas e um bom oleado ao guarda chuva com que os turistas se atrapalham mutuamente quando entram nas confinadas joalharias e lojas de artesanato da baixa. Uma volta fora do circuito mais batido, ao longo da estreita faixa de terra, dá a conhecer outras personagens cuja tez morena denuncia a sua ascendência Tlingit - a tribo índia dominante no 
Sudeste do Alasca.



A navegação tornou-se o meio de comercialização mais utilizado em Juneau, pois  localiza-se  próximo de algumas ilhas no Oceano Pacífico e alguns rios são navegáveis. O porto de Juneau facilita essa comercialização de produtos, mas como os rios navegáveis são muito estreitos só aqui  passam navios de pequeno ou de médio porte




Esgotava-se o nosso tempo em Juneau...outra escala nos esperava...