A viagem estava a acabar mas noticiar só as visitas aos belos locais não chega..há toda uma vivência no navio de cruzeiro ( Celebrity Century) que no fundo é indissociável destas excelentes férias...
Nas belas salas podemos ler, conviver, ouvir música ao vivo, dançar, jogar ou simplesmente descansar ...
Podemos comprar lembranças..
Ver fotografias ( e comprar) dos vários eventos..
Todos os recantos são um verdadeiro deleite para a vista..
E que dizer da sala de jantar de 2 pisos com uma majestosa escada?
Que belos jantares ali são servidos...
A nossa mesa.. com agradáveis amigos onde se contavam as experiências vividas em cada dia e se dissertava por vários temas numa conversação fluida, agradável e descomprometida...ainda hoje mantemos contacto ( via net..) com alguns desses amigos. Obrigada Paulo e Inês...
Totem é uma palavra índia que designa simplesmente o “Brasão” ou as “Armas” de uma família ou comunidade. O “Brasão” era pintado ou cravado na maioria dos objectos usados pelo proprietário.
As famílias dos indios americanos mandavam esculpir os seus Totens. Geralmente, eram altos pilares ou postes de cedro admiravelmente trabalhados. O “Brasão” ficava no elmo e em geral era um animal selvagem, ave ou peixe.
Os índios tinham-no como talismã e acreditavam que velava por eles e os protegia.
Nesta zona do Alasca foi dominada pela tribo índia Tlingit e não podíamos deixar de ir visitar estas genuinas obras de arte...
Após uma etapa noturna de 200 milhas náuticas, às 6.30 da manhã lançam-se as amarras ao último cais em terras do Alasca. Não é por ser o último porto, nem pela peculiaridade onomatopaica do nome, mas o seu reduzido tamanho e as casas de madeira penduradas sobre o rio de Creek Street fazem de Ketchikan a minha preferida.
Este rio é a "estrada" do salmão...é o principal rio que este peixe sobe para desovar e que aparece em inúmeros documentários sobre o assunto..
Nesta foto pode -se ver uma homenagem ao salmão..é obra subir um rio tão pedregoso e com um caudal tão intenso e ainda tentar escapar das garras dos ursos que estão sempre muito atentos...
Desde os bares às casas dos pescadores, tudo parece um pouco mais genuíno, no seu ritmo normal, de quem está seguro que a invasão temporária de turistas não vai trazer mais sol do que o costume.
Talvez porque foi o salmão e não o ouro a motivar a sua fundação as pessoas sejam aqui diferentes. Contudo, tal como Juneau também Ketchikan não se encontra ligada por estrada ao resto do estado, nem tão-pouco ao vizinho Canadá: quem quiser cá vir só o poderá fazer por barco ou avião, o que lhe acentua ainda mais o carácter remoto. A cidade não é pequena por acaso; as montanhas que se levantam a quase toda a volta (as mesmas que não deixam cá chegar as estradas) empurraram-na contra o estreito de Tongass onde parte das construções se mantém de pé graças aos pilares de madeira em que estão apoiadas.
Juneau é uma cidadezinha profundamente colorida para lá do cais onde o navio atracou. É uma série de casas baixas, revestidas a madeira de cima a baixo, em longas tábuas pintadas de amarelo vivo, azul, laranja... Há saloons e hotéis com fachadas pouco alteradas desde os primeiros anos do século XX, e as ruas estão desenhadas numa escala humana para que a escola esteja a um saltinho da livraria e os correios nunca fiquem longe do banco. Parece tirada do velho Far West ou, numa análise mais realista, do cenário da corrida ao ouro que aqui ocorreu entre 1897 e 1900.
No entanto, não deixa de ser estranho que a capital do maior estado americano tenha apenas 30.000 habitantes e que os edifícios mais altos sejam os navios de cruzeiro, quando estão na cidade - como gostam de brincar os residentes.
A ironia parece ser uma das principais virtudes destas pessoas; mesmo quando um estranho os interroga se está sempre a chover, não hesitam em negar, contrapondo de imediato que “às vezes também neva”. De qualquer forma, quando descubro que em Juneau chove em média 220 dias por ano, sei que não vale a pena ficar à espera que passe; além disso, quase todos os habitantes ignoram o facto, preferindo galochas e um bom oleado ao guarda chuva com que os turistas se atrapalham mutuamente quando entram nas confinadas joalharias e lojas de artesanato da baixa. Uma volta fora do circuito mais batido, ao longo da estreita faixa de terra, dá a conhecer outras personagens cuja tez morena denuncia a sua ascendência Tlingit - a tribo índia dominante no Sudeste do Alasca.
A navegação tornou-se o meio de comercialização mais utilizado em Juneau, pois localiza-se próximo de algumas ilhas no Oceano Pacífico e alguns rios são navegáveis. O porto de Juneau facilita essa comercialização de produtos, mas como os rios navegáveis são muito estreitos só aqui passam navios de pequeno ou de médio porte
Esgotava-se o nosso tempo em Juneau...outra escala nos esperava...
Depois de um excelente almoço e já mais descansados da visita ao glaciar resolvemos subir ao Monte Roberts através de um rápido e vertiginoso teleférico..
Aos nossos pés estava Juneau e o nosso barco ( o primeiro na foto)
No cimo do monte além do miradouro podemos fazer passeios por trilhos com graus de dificuldade diferentes no meio de exuberante natureza
Resolvemos fazer um trilho "fácil"
Demos a volta ao monte e a paisagem continuava a ser linda!!
Encontramos árvores com gravações artísticas
Como começou a chuviscar resolvemos regressar à zona de partida para apanharmos o teleférico em vez de descermos o monte ( ehehe..como se alguma vez conseguíssemos descer...). Ainda bem que voltamos pois podemos ver uma águia que estava protegida sujeita a tratamento por estar cega de um olho...
Ainda tínhamos que caminhar bastante para chegar ao pé do glaciar mas como os tons verde e azul da natureza que nos rodeava eram lindíssimos parávamos constantemente para desfrutar este espectáculo
Já perto do glaciar adensavam-se sobre o lago fragmentos de gelo bem azul..
E descansando num desses blocos encontrámos uma águia..
Esta águia foi atacada por vários ( 5 ou 6) pássaros que conseguiram fazê-la voar do seu
lugar e perseguiram-na até terem a certeza que ela não voltaria...
Estavamos quase a chegar ao galciar..... ( continua...)
Juneau é a capital do estado norte-americano do Alasca. Apesar de estar localizada no sudeste do Alasca, tem uma temperatura baixíssima, com uma temperatura anual média inferior a 5 °C. A vegetação de Juneau é rasteira, pois as árvores não resistem a tanto frio, assim a vegetação tundra é predominante, devido ao frio e o clima húmido. Já as árvores que suportam o clima são geralmente de pequeno porte, e raramente de médio porte. Como há montanhas elevadas próximo da capital, há uma vegetação de altitude com pequenas árvores. Iríamos permanecer todo o dia nesta cidade e como tínhamos muito para ver optámos por ir logo de manhã ver o Glaciar Mendenhall, um glaciar com aproximadamente 19 km de comprimento situado no vale de Mendenhall a aproximadamente 19 km de Juneau e que está incluído na Floresta Nacional de Tongass.
Quando saímos do autocarro a vista era deslumbrante!!!
Ao fundo estava o glaciar..
O caminho até ao glaciar era de uma beleza indescritivel
Hubbard Glacier é um glaciar tidewater ( influenciado pelas marés) no Estado dos EUA do Alasca e do Yukon, Território do Canadá . É o maior glaciar tidewater no Alasca e está situada na cabeça de Yakutat Bay (Yakutat é uma das cidades dos 18 distritos organizados do estado americano do Alasca). O percurso está repleto de icebergs de gelo pequeno, às vezes com aves marinhas ou focas descansando sobre eles.
As expectativas para observarmos o glaciar eram enormes, pois sabíamos que era um dos "pontos altos" do cruzeiro, mas a esperança de o vermos diminuía à medida que navegávamos para o local onde ele devia estar pois a neblina que o encobria adensava-se..
Alguns resistentes mantinham-se em alerta, apesar do frio e da humidade, não fosse o nevoeiro dissipar-se...
mas o máximo que vimos foi ...quase nada..
Pessoalmente como já tinha estado no mais belo glaciar do mundo - o Perito Moreno na Argentina- conformei-me..que remédio...
A experiência em navegar num mar gelado, ouvir o ranger do gelo a quebrar pelo navio e observar as belas tonalidades de azul "salvou" o dia...
Para os mais curiosos anexo um video do youtube que mostra o que poderíamos ter visto...