domingo, 22 de julho de 2012

CANADÁ - VICTÓRIA ( museus)

Fomos visitar o Museu Real da Colúmbia Britânica/Teatro Nacional Geográfico IMAX.  Foi-lhe dado o título de "real" após a visita da Rainha Isabel II do Reino Unido em 1986. Tem várias galerias mas a que gostei mais foi a exposição de História Natural.

Na zona da História natural estavam representadas à escala  natural e no seu habitat vários animais incluindo mamutes que chegaram a existir na zona. Espectacular...





Num hall  do museu estava exposto ( talvez temporariamente) o rolls royce bem colorido que pertenceu ao Beatle John Lenon...extravagante e linnnnndo!!!! Muito gostaria de dar uma volta nele...



Fomos também visitar o mundo em miniatura...centenas de miniaturas de cidades, de paisagens, momentos históricos e modos de vida. Um trabalho gigantesco pois todas as miniaturas foram feitas manualmente e os pormenores estavam perfeitos




Quando íamos apanhar transporte para os famosos Butchart Gadens nos arredores de Victória passámos por uma bela praça e encontrámos estes golfinhos..



sexta-feira, 20 de julho de 2012

CANADÁ - VICTÓRIA

Victoria é a capital da província da Columbia Britânica. . A principal fonte de renda da cidade é o turismo pois  é um porto de navios-cruzeiro. 




Ao fundo o famoso Parlamento de Victória

A qualidade de vida é grande nesta cidade com os seus belos passeios na zona que ladeia o oceano











A Baixa de Victoria  é uma bela zona onde  muitos clubes nocturnos, teatros, restaurantes e bares se localizam, e onde ocorrem muitos e grandes eventos públicos regionais



É nesta zona ribeirinha que se encontra um dos mais emblemáticos e luxuoso hotel - The Empress


Adorei as originais árvores que se encontravam na entrada..pareciam-me cães de água  sentados



A Praça do Parlamento é uma zona ampla onde  até é possível  fazer picnicks na relva..







quarta-feira, 18 de julho de 2012

VANCOUVER - ferry até VICTÓRIA

Partimos muito cedo de Vancouver para apanhar o ferry que nos levaria até a Victoria que é a capital da província canadense da provincia Colúmbia Britânica e está localizada no sul da ilha de Vancouver

Era um "sr" ferry..o nosso autocarro  ficou num dos pisos inferiores ao pé de centenas de veículos e fomos apreciar a paisagem que nos garantiram ser bonita..

Passámos por entre imensas ilhas e ilhéus




Estava um belo dia para passear...havia sol e o calor não incomodava...

Esta viagem demora à volta de 2 horas mas o tempo passa depressa. No regresso aproveitámos esse tempo para jantar

Para chegarmos a Victória ainda tinhamos que fazer um percurso de meia hora de autocarro



terça-feira, 17 de julho de 2012

CANADÁ - VANCOUVER

Há muitos anos que sonhava visitar o Alaska. Em 2011 resolvemos fazê-lo da maneira mais cómoda, isto é, apanhando "a boleia" de um barco de cruzeiros.
Iríamos estar uns dias em Vancouver e daí partiríamos para o Alaska.
Passámos horas no avião até chegarmos. De salientar  a beleza da vista aérea quando sobrevoámos a Gronelândia

Chegámos cansados... chovia. O nosso quarto no hotel era fabuloso e tinha uma vista linda sobre a cidade. Resolvemos ficar a "curtir" o hotel e a descansar.




O nosso hotel estava situado na zona nova da cidade e começávamos a apreciar o plano urbanístico notando que as zonas verdes eram privilegiadas mesmo em zonas de prédios altos.
Anoiteceu...
Vista da varanda da sala e as janelas iluminadas pertencem ao quarto



No dia seguinte iríamos de ferry conhecer a cidade Victória...um grande dia esperava por nós.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

ILHA DE PÁSCOA - O UMBIGO DO MUNDO

A viagem aproximava-se do fim . No dia seguinte iniciaríamos o longo caminho de regresso a casa.. mas para já ainda  íamos ver o último enigma desta ilha..e talvez até sentir o seu efeito...para isso percorremos mais um trilho em direcção ao oceano...


Parámos num circulo cerimonial no meio do qual se encontrava uma pedra redonda com uma textura diferente das que já tínhamos observado..
É  o Umbigo do mundo!!! ( Te Pito O Te Henua)









É uma rocha magnética que não pertence à ilha desconhecendo-se como e de onde veio..e tem propriedades especiais.
Claro que tínhamos que experimentar...


Sabíamos que algumas pessoas tinham tido visões ou comportamentos bizarros..como se podem ver nas fotos seguintes:


e


Qual seria o efeito da pedra sobre nós??????

O meu marido disse que não sentia nada..mas eu comecei a sentir uma energia a envolver-me..

Algo de frenético estava acontecer..ouvia uma voz que muito ao longe me segredava:
- "Encontraste o umbigo do mundo...agora continua a viajar pois irás encontrar o coração, os rins, a boca e muitas outras partes..viaja para acabares de construir o teu mundo!!!" - era uma ordem, assim interpretei..não a vou poder contrariar pois não sei quais as consequências...
Assim sendo, que chatice, vou ter que continuar a viajar..é o meu destino..foi a decisão que tomei, relembrando as sábias palavras de Mário Quintana:

 VIAJAR É TROCAR A ROUPA DA ALMA





domingo, 15 de julho de 2012

ILHA DE PÁSCOA - PRAIA DE ANAKENA

A praia está situada a 30 Km da Hanga Roa e é a única praia da ilha que tem areia branca



É bem bonita com os seus coqueiros e água muito clarinha...embora fria...




Caminhando até ao fundo da praia por entre coqueiros....

....podemos observar mais uma plataforma com belos Moais.








sexta-feira, 13 de julho de 2012

ILHA DE PÁSCOA - RANO RARAKU


Rano Raraku é uma cratera vulcânica formada de cinzas vulcânicas ou tufo localizada na parte baixa de Terevaka, no Parque Nacional Rapa Nui, na Ilha de Páscoa. Foi a principal pedreira da Ilha, por 500 anos até o começo do século XVIII, e onde foi esculpida a maior parte dos famosos moais da ilha.
Ao longe observa-se o perfil da cratera Rano Raraku 


Subindo a cratera
Saindo da grande cratera, com cerca de 550 metros de diâmetro, é possível observar restos de estradas que irradiam-se para o norte, sul e oeste até a costa da Ilha. Espalhadas pelas estradas existem muitas estátuas, dispostas de maneira irregular, como se tivessem sido abandonadas durante o transporte.



A sensação que se tem é que os moais "crescem como cogumelos"...




Ainda em fase de construção ( abandonada...) este seria o maior Moai  da ilha



Vamos, então, sair desta zona fabril de Moais  e o próximo destino é a visão do Umbigo do Mundo...



quinta-feira, 12 de julho de 2012

ILHA DE PASCOA - OS MOAIS (2)



Moais - uma nova teoria...Pára-Raios?

Alguns cientistas, no ano de 1989, caracterizaram os Moais como "PARA RAIOS", devido a constantes descargas elétricas naquela ilha. Mesmo assim a quem se atribui a inteligência de produzir "para raios" naquela época?

Eis abaixo o texto retirado do Jornal O Globo - Mundo/Ciencia e vida - Ribamar Fonseca 

" São Luís - As estátuas monolíticas de até dez metros de altura da ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico, foram construídas pelos antigos nativos para funcionar como pára-raios e, desse modo protegê-los das descargas elétricas freqüentes naquela região. Essa teoria, já comprovada científicamente através de pesquisas nos laboratórios da Universidade Federal do Maranhão, foi levantada pelo professor Francisco Soares, que passou seis meses na ilha estudando a função dos misteriosos Moai - nome dado às estátuas pelos nativos. 

Soares, de 31 anos, que é engenheiro eletrônico especializado em computação, descobriu que os antigos habitantes da ilha de Páscoa já conheciam na prática a Lei de Gauss, que aplicavam empiricamente, através das gicantescas estátuas para proteger-se das descargas elétricas. A Lei de Gauss determina o comportamento da distribuição de cargas elétricas espaciais sobre uma superfície dielétrica. O chapéu na cabeça das estátuas, de material vulcânico poroso, absorvia os raios e impedia que elas fossem destruidas. Até então imaginava-se que os moai tinham apenas funções relifiosas ou estéticas. 

Dedicando-se, desde 1979, à pesquisa sobre equipamentos primitivos de computação, como o ábaco, uma tábua de cálcuos criada pelos chineses, Francisco Soares chegou a civilização Inca, que possuia a mesma técnica com o quipu, feito de fios. E no rastro do quipu, Soares chegou a Rapa-nui, nome nativo da Ilha de Páscoa, descoberta em 1722, num domingo de páscoa, pelo holandês Jacob Roageveen. Ele conduziu suas pesquisas a partir de de quatro perguntas; Por que os moai foram construídos? Por que eram altos e tinham a forma alongada? Por que o chapéu? Por que só ocupavam a faixa costeira da ilha? 











Até então as gigantescas estátuas haviam sido estudadas apenas por antropólogos e etnólogos, que viam nelas um sentido mistico; teriam poderes mágicos ( os nativos diziam que quem tocasse na sua cabeça morria ) e ao mesmo tempo, seriam uma homenagem aos seus ancestrais. Francisco Soares, no entanto concluiu que as estátuas, dispostas somente no redor da ilha, tinham a função de pára-raios, atraíndo as descargas elétricas. Ficava assim protegido o centro dessa ilha, de 179 quilometros quadrados e a cerca de quatro mil quilômetros da costa do Chile. Ali estavam as habitações e lavouras de subsistência. 

Com o auxílo do professor Antônio Oliveira, mestre em física e matéria condensada do Departamento de Física da Universidade Federal do Maranhão, Soares recriou em laboratório as condições necessárias para a simulação de descargas elétricas. Usou uma fonte de alta tensão, uma câmpanula para fazer vácuo, e miniaturas das estátuas, confeccionadas com o mesmo material dos Moai, dispostas numa maquete da ilha. Comprovou-se, desse modo, que as estátuas com chapéu atraiam todas as descargas elétricas, que eram absorvidas e distribuidas pelo corpo, sem danificá-las. E mais: no escuro, os chápeus, carregados de energia, ficavam iluminados, o que, segundo ele, explica os poderes mágicos atribuídos aos moai. 

Soares concluiu, diante disso, que os antigos nativos da ilha dominavam o conhecimento prático da Lei de Gauss, pois a função de pára-raios só se tornou possível por causa da forma dos chapéus das estátuas e do material vulcânico poroso com que foram confeccionadas, diferentes do material do corpo. Se fosse outro material utilizado, elas seriam destruídas pela primeira descarga elétrica. O jovem cientista maranhense, que deu ao seu trabalho o título de aplicação empírica da Lei de Gauss e difusão elétrica nos moai de Rapa-nui, volta a ilha em julho para novas pesquisas."




terça-feira, 10 de julho de 2012

ILHA DE PÁSCOA - OS MOAIS (1)


Conhecidos por suas cabeças desproporcionais, expressão enigmática e aura de mistério, os moais aludem a ancestrais deificados através dos quais os rapanuis supunham conseguir comunicar espiritualmente com divindades. Distintos clãs de povoados da ilha de Páscoa eram unidos pelo culto às estátuas.
Talhadas em tufo, uma rocha vulcânica composta de cinzas consolidadas, principalmente entre os séculos 13 e 16, as estátuas têm de cinco a sete metros de altura.


Existem três tipos de estátuas gigantes: 

-As primeiras estátuas estão situadas nas praias à borda do mar. Seu número é de mais ou menos 200 à 260 e algumas estão à uma distância de mais de 20 km do canteiro do vulcão onde foram modeladas. Estas estavam instalados em vários números, sobre monumentos funerários chamados "ahus"e davam as costas para o mar. Originariamente estiveram tocados por um tipo de chapéu cilíndrico chamado "Punkao", feito com uma rocha avermelhada, tirada do vulcão "Puna Pao". 

-O segundo grupo é o das eregidas ao pé do "Rano Raraku". São estátuas terminadas, porém diferentes das outras, pois seus corpos estão cobertos por símbolos. As órbitas dos olhos não estão desenhadas e precisam de um chapéu ou "punkao". No entanto estas são mais enigmáticas que as anteriores. 

-O terceiro grupo há anos a mais conhecida de todas elas "tukuturi", que possui a particularidade de ter pernas, foi comparada as estátuas da arte pré-incaica criando sérias dúvidas sobre a tese comum da origem dessas populações. A ilha porém foi abandonada por alguma razão... Os obreiros abandonaram suas ferramentas e oficinas. Como se suas causas desta paralização tivessem sido provocadas por uma catástrofe de carater natural, como maremoto, por alguma invasão ou epidemia. 





Segundo a teoria mais aceite sobre a ilha, os moais teriam sido erguidos pelos primeiros habitantes, os “Rapa Nui”, como uma homenagem
aos líderes mortos, o que explicaria o fato de estarem todas de costas para o mar, ou seja, de frente para o interior da ilha onde ficavam as aldeias. O que significaria que os líderes, representados pelos moais, continuariam a olhar para sua tribo. A mesma teoria afirma que a lógica de construção dos moais segue um padrão que está relacionado à topografia da ilha, também pelo fato de estarem viradas para esta e de costas para o mar.
Outra teoria, defendida por um pesquisador do Instituto de Astrofísica das Canárias, Edmundo Edwards, tenta provar que, na verdade, as estátuas seguem um padrão de construção que seria orientado pelas estrelas, tal qual as pirâmides egípcias.
Ao todo a ilha de Páscoa, também chamada de Rapa Nui, possui 670 estátuas de pedra que começaram a ser esculpidas em torno do ano 1.000 d.C. pelos nativos. Cada estátua era feita de uma única rocha basáltica retirada de uma cratera no centro da ilha, a cratera “Rano Raraku”, e seus tamanhos variam de 2 a 20 metros de altura. Depois de esculpidos os moais eram transportados  até o local onde seriam erguidos, geralmente sobre altares, também de pedra, os “ahus”.

O método usado para transportar os moais é controverso e um dos mistérios da ilha, pois cada estátua pesa em média 12 toneladas.
Lendas falam de sacerdotes utilizando a força espiritual do mana (poder divino) para locomovê-los um pouco a cada dia; já a tradição oral reza que os moais andavam.
A teoria mais aceite é que os ilhéus usavam movimentos oscilantes e giratórios para deslocar as estátuas de pedra, da mesma forma como transportamos geladeiras. Outra versão afirma que os moais eram transportados deitados em troncos lubrificados com óleo de palma.
A maior e mais impressionante plataforma restaurada, o Ahu Tongariki, fica no sudeste da ilha e tem 15 estátuas lado a lado, dentre as quais a mais pesada tem 86 toneladas.


Há no entanto uma outra teoria sobre a utilidade dos moais..uma teoria baseada em conhecimentos de Física e Química...a minha área. Vou estudá-la antes de a apresentar aqui...






segunda-feira, 9 de julho de 2012

ILHA DE PÁSCOA - ORONGO e CULTO DO HOMEM PÁSSARO

                  Nos arredores do vulcão Rano Kau, num lugar chamado Orongo, os antigos rapanui  instalaram a aldeia cerimonial mais importante de Páscoa, onde cultivaram entre os séculos 11 e 17 o mito do homem-pássaro, ritual de forte conotação de fertilidade e poder. Reza a lenda que líderes dos principais clãs nadavam até uma pequena ilha chamada Motu Nui à espera de um lendário pássaro, o manutara. Quem primeiro conseguisse transportar um ovo intacto até essa parte da ilha convertia-se em chefe do clã. A etapa seguinte era rapar o cabelo e pintar de branco a cabeça do homem-pássaro, que assumiria a liderança entre os nativos por um ano.


Casas em Orongo - baixas pois só serviam para os rapanui dormirem

A ilha mais afastada é a ilha Moto Nui - a ilha do Homem Pássaro
No primeiro plano pode-se ver gravado nas rochas petroglifos








Nas falésias sobre o Pacifico, o resto de um Moai e uma parede com caracteristicas incas...um mistério!!