quarta-feira, 20 de junho de 2012

ANNA E O PROBLEMA DA PALAVRA " MESMO"

Durante a estadia em Cusco, tivemos como companheira em todas as visitas uma brasileira divertida, simpatiquissima, inteligente ..uma força da natureza...Anna





Em que comboio vão amanhã para Machu Picchu?-perguntou Anna
- Sei q partimos às 7h .e não faço ideia em que lugar vamos..também não deve ser grande a viagem e nem me preocupei com o assunto
- mas vão ser 3h de comboio e eu escolhi ir numa carruagem panorâmica pois disseram-me que é muito bonito o caminho- repetia Anna
 -Upps..3h? tanto tempo..que horror, mais 3h de regresso e havia carruagens panorâmicas e provavelmente nós iriamos num cantito sem vista...Senti que não tinha feito bem o "trabalho de casa"...
Perguntei ao guia se sabia qual a nossa carruagem.. e..que alívio.íamos na carruagem panorâmica e sentados ao lado da Anna...pura sorte..uff!!


O tempo estava muito nublado e com aspecto de chuvoso..
Anna disse:
- Não vamos ter sorte com o tempo...e a culpa é minha..
- Não meteste cunha a S. Pedro?- perguntei
Meti..mas a culpa é da palavra mesmo..
??????-não percebi..
Então Anna explicou:
 O meu marido não quis vir ao Peru..eu insisti e disse que estava muito cansada e precisava de descontrair e como ele continuou a dizer que não vinha, comuniquei-lhe que vinha eu...tratei da viagem e disse-lhe que partia na semana seguinte para o Peru..
Ele perguntou:- Vais MESMO?
e Anna respondeu convicta ao marido
 Vou!! Vou MESMO!!!
 Se não tivesse respondido tão afirmativamente com  a palavra "mesmo" não lhe teriam azarado a viagem e no parte mais importante dessa mesma viagem o tempo estaria bom...

Estávamos então dependentes  da força que a palavra "mesmo" dita por Anna iria influenciar o tempo...as perspectivas não eram boas...
Sempre que começava a chuviscar lá dizia a Anna:
 Devia só  ter dito  Vou...Pq fui arrogante e acrescentei o Mesmo?
Restava-nos esperar para ver como iria correr a visita tão ansiada a Machu Picchu...








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terça-feira, 19 de junho de 2012

OLLANTAYTAMBO - A DESCIDA

Antes de iniciarmos a descida das ruínas, parámos mais um pouco para absorver tanta beleza

A risca clara "vertical" que se observa na montanha direita corresponde a uma fenda provocada por um violento sismo


Se a subida tinha sido difícil , garanto que a descida também não foi fácil..



Percorremos vários templos e torneámos a montanha 
através de uma vereda sem protecção imprópria para quem sofre de vertigens. Na parte mais larga ainda cliquei mas na zona estreita não me atrevi...


Lá muito em baixo podíamos ver as ruínas das salas de banho.










e continuámos a descer......







Finalmente estávamos no solo onde encontrámos as salas de banho e os seus canais de água e fontes




Passámos um dia tão agradável e a companhia tão boa que não resistimos a tirar uma foto de grupo



 e saímos de Ollantaytambo cansados mas encantados...



Amanhã, de madrugada, iriamos finalmente conhecer Machu Picchu..



segunda-feira, 18 de junho de 2012

OLLANTAYTAMBO - RUÍNAS

Como já referi OLLANTAYTAMBO é  uma cidade pequena que ainda conserva grande parte da sua arquitetura original. É a única cidade da era inca no Peru ainda habitada. Em seus palácios vivem os descendentes das casas nobres cusquenhas. . Possui ruas estreitas, canais de água nas calçadas, cultivos em terraços e uma área religiosa. Esta última ( a área religiosa) é conhecida como as Ruínas de Ollantaytambo e é composta por enormes terraços de cultivo, pelo Templo do Sol (inacabado) e pelo Templo das dez janelas

Templo das dez janelas no 4º terraço da foto e mais acima os blocos grandes do Templo do Sol
Os templos que imperam no topo da montanha representam uma admirável obra de arquitetura. Que técnicas usariam os  incas para cortar pedras? Para os arqueólogos, o trabalho foi feito com outras pedras, mais duras. “Os antigos usaram um material lítico mais resistente para abrandar o material usado nos templos e palácios”, diz Manuel Ollanta, arquiteto da municipalidade de Cuzco. Outros afirmam que os incas teriam usado ferramentas à base de obsidiana, hematita (um minério de ferro) e até diamante. Mas isso teria obrigado a milhões de horas de mão-de-obra...o mistério mantem-se ainda hoje...


O tipo arquitectónico empregado, assim como a qualidade de cada pedra, trabalhada individualmente, fazem de Ollantaytambo uma das obras de arte mais peculiares e surpreendentes que realizaram os antigos peruanos, especialmente o Templo do Sol e seus gigantescos monólitos

Templo do Sol



domingo, 17 de junho de 2012

OLLANTAYTAMBO - A MONTANHA SAGRADA

Mas afinal quem era ele? a imagem que me perseguia por todo o lado?
Nada mais do que a  impressionante visão, da figura esculpida na rocha  da montanha sagrada, de Wiracochan ou Tunupa, discípulo de Wiracocha - a grande divindade inca.





É um impressionante perfil esculpido a uns 140 metros de altura. Os arqueólogos encontraram vestígios que levam a pensar que os escultores estavam pendurados por cordas para realizar seu trabalho! Esta figura é visivel de quase todos os ângulos dos templos principais ( em quase todas as fotos da mensagem anterior pode-se ver...) agora imagine  que no solstício de inverno (21/06) o sol, Deus Maior dos Incas "sai" pela cara desta figura às 7;20h, e põe seu primeiro e único raio do ano sobre a fonte principal ainda a jorrar água das ruínas  das salas de banho.que mostrarei mais tarde...é obra!!!!!!!!!



Marcado a azul na foto podemos ver a escultura e laranja  depósitos/silas de alimentos na montanha.

Porque eles  levavam os alimentos para este ponto, um lugar tão alto e íngreme? Aquele é o melhor lugar para colocá-los, pois há uma forte corrente de vento que garante a preservação dos alimentos.



A minha admiração pela cultura inca cresce exponencialmente a cada instante
Já comentei  sobre a arquitectura e a construção anti-sismica dos incas, sobre a rede de caminhos que construíram, sobre a irrigação para cultivo como construção de canais de água para "uso doméstico" mesmo a grande altitude, mas ainda não me tinha referido ao facto de serem pioneiros na manipulação genética....
O povo Inca cultiva a batata há mais de 7 mil anos e foram os primeiros manipuladores genéticos que se tem notícia no mundo. A batata teve a origem rastreada por DNA e as mais de 4000 variedades conhecidas atualmente, descendem de uma variedade primordial do sul do Peru. Hoje se comercializa mais de 200 variedades nos mercados peruanos. Além da batata, os incas manipularam o milho, sendo 35 tipos os mais consumidos, de cor amarela, branca e morada (negra). Outro produto emblemático do Peru são as pimentas, em torno de 2900 tipos. A capacidade dos incas de fazer seleção e melhoramento genético era fantástica e podemos tomar como exemplo também a lhama, alpaca, vicunha e guanaco. Tanto as lhamas como as alpacas, são animais que foram domesticadas pelos incas, importantes para o transporte e suprimento de lã e carne, diferentemente dos guanacos e vicunhas que são animais menores e selvagens.



sábado, 16 de junho de 2012

OLLANTAYTAMBO - A SUBIDA...


As Ruínas de Ollantaytambo são compostas por enormes terraços de cultivo, pelo Templo do Sol (inacabado) e pelo Templo das dez janelas. São ruínas impressionantes, imponentes e que requerem boas pernas para chegar ao seu topo. É curioso que a pedreira de onde vinha todo o material não ficava próxima e sim no topo de uma montanha do outro lado do vale. Os Incas tinham que fazer uma viagem imensa, carregando grandes blocos de pedra para construir seus templos e desviaram o curso do rio que atravessa o vale para que as pedras chegassem ao seu destino. Durante a jornada, muitas pedras caíam e quebravam-se, sendo assim abandonadas no meio do vale. Hoje são conhecidas como Pedras Cansadas e marcam o caminho feito pelos antigos trabalhadores. 


Iniciámos então a subida....

Descansámos depois de subirmos a primeira das três etapas...a minha sorte é que ele não estava a olhar para mim...que bom!!


Segunda etapa cumprida...dificil..mas ele não olhava para mim..sorte a minha!!


E mais um etapa. Aqui a Anna também já estava cansada...Que sorte a nossa, Anna!!! ele não olhava para nós...




Mas quando é que acabava a subida?? Será que ele alguma vez olharia para mim?

Uff!! já víamos o Templo do Sol...faltava pouco...


Era uma visão impressionante..os terraços de cultivo, os templos e a cidade tão pequenina lá em baixo... estava cansada mas feliz. Só havia uma contrariedade...ele continuava a não olhar para mim ...

Os Incas usavam estes terraços para fazer pesquisas sobre as plantas que cultivavam e que traziam de outros lugares. Usando variações de terraços eles podiam mudar a altitude, a humidade e a temperatura. Desta forma eles determinavam em que parte do seu reino estas plantas produziriam melhor. Coisa de gênio!

Estava cansada..mas não me cansava de admirar esta obra de arte arquitectada e construída pelos Incas.

Mas ele não olhava para mim...
Mas quem era ele?.. era........agora, estou demasiado cansada para falar sobre o assunto!...tenho que recuperar o fôlego.....

sexta-feira, 15 de junho de 2012

OLLANTAYTAMBO


Os incas, baseados em todo o saber ancestral deles e de outros povos, construíram milhares de quilômetros de caminhos. Não conheciam a roda porque não tinham animais de tracção, e daí os caminhos serem estreitos. Mas espantosamente bem delineados e construídos. Nas regiões de declive acentuado e chuvas fortes todos têm valas para escoamento de águas, à beira dos precipícios construiram muros de proteção - alguns caminhos passam a mais de 4.900 metros de altitude - e assim interligaram uma imensa região que vai de Quito no actual Equador a Santiago do Chile, abrangendo toda a região montanhosa e a faixa costeira daquela região da América.
Podemos observar alguns desses caminhos enquanto percorremos o Vale sagrado até chegarmos a Ollantaytambo que é um exemplo vivo de cidade inca. Nunca deixou de ser habitada pelos indígenas e manteve sua estrutura urbana praticamente intacta, com pouca influência colonial. As portas têm formas trapezoidais típicas e as residências guardam as características inconfundíveis da arquitetura incaica. De vocação essencialmente agrícola, Ollantaytambo teria sido concebida como uma espiga de milho, com as residências distribuídas como grãos, as maiores juntas e as menores na ponta.
Rua inca com o seu tradicional canal de água..

Reza a lenda que um general inca chamado Ollanta apaixonou-se pela filha do nono imperador, Pachacútec. E ela por ele. O amor era proibido, já que seus protagonistas pertenciam a castas sociais diferentes. Sem saber desse amor, Pachacútec prometeu a Ollanta o que ele quisesse, em troca da expansão de seu império. Nessa guerra contra povos inimigos, Ollanta saiu vitorioso. Ao cobrar a promessa, o general pediu ao imperador a mão de sua filha. Pachacútec ficou furioso e ordenou a Ollanta que partisse, ou o mataria.Com sede de vingança,Ollanta infringiu grandes derrotas ao império inca. Até que foi aprisionado numa emboscada e enviado a Pachacútec. Mas entretanto Pachacútec morreu e foi substituído por seu filho, Tupac Yupanqui. Levado à presença do novo imperador, uma luz se irradiou sobre a cabeça de Ollanta, levando Tupac Yupanqui a, finalmente, conceder-lhe sua irmã como esposa. Em troca, Ollanta deveria fundar uma cidade .... assim nasceu Ollantaytambo




quinta-feira, 14 de junho de 2012

ALMOÇO NO VALE SAGRADO

Fomos almoçar a uma quinta colonial adaptada ao turismo, muito florida e bonita.


Um almoço buffet com pratos tradicionais do Perú e acompanhado de música tradicional ao vivo...Depois de uma manhã intensa esta pausa foi muito agradável.


A Capela da quinta


Foi óptimo recuperar energia sentados em belas cadeiras espalhadas na relva, pois íamos da parte da tarde caminhar  e subir bastante para visitar mais ruínas incas e que, segundo o guia, iríamos sofrer um pouco  mas que nunca nos arrependeríamos de o ter feito...e ele tinha razão pois a visita a Ollantaytambo ficará para sempre registada na minha memória..

quarta-feira, 13 de junho de 2012

PISAC - FESTIVAL DE COR (2)

Em Pisac existe a a feira  mais tradicional do vale. Tem lugar semanalmente há mais de 300 anos. Sua parte exterior está votada ao artesanato, enquanto o centro é ocupado pela troca e venda de produtos agrícolas.


 O “Trueque”, como é chamado o intercambio de alimentos e animais, é feito por pessoas de várias comunidades que se reúnem aqui várias vezes por semana. Um saco de milho por uma cabra. Um quarto de ovelha por um saco de batatas e assim por diante. É na feira de Pisac que podemos ver a grande variedade de produtos cultivados no vale. Espigas de milho multicores, dezenas de variedade de batatas, cereais que só crescem em grandes altitudes estão aqui, tudo exposto aos olhos do visitante.






É também na feira que, todos os domingos, os líderes de cada distrito de Pisac se reúnem para assistir a missa (falada em Quechua) e depois seguem em procissão até o teatro da cidade para resolver problemas da comunidade. Esta procissão é precedida por vários meninos, vestidos a carácter, todos soprando grandes conchas usadas como instrumentos musicais. Atrás deles, 15 homens vestidos com mantos coloridos e empunhando um bastão de prata e madeira, representando sua autoridade. Um espectáculo   que não tivemos o privilégio de assistir pois visitámos Pisac num dia de semana...





A cidade colonial de Pisac fica no vale, mas a cidade original fica no alto das montanhas, como a maioria das cidades Incas. Incrível como estes Incas adoravam uma caminhada montanha acima. Mas eles tinham uma razão... Construindo no alto das montanhas eles ficavam livres de enchentes, longe dos desmoronamentos, mais longe ainda dos inimigos e mais perto dos seus deuses: o Sol, a Lua, os raios e as próprias montanhas, chamadas de Apus. As ruínas de Pisac ainda conservam toda a estrutura de uma cidade Inca com áreas destinadas ao cultivo, moradia, culto e cemitério.
Infelizmente não visitámos estas ruínas pois o trilho de acesso não é fácil e não é para todas "as pernas"... além de que também teríamos uma visita "dificil" depois do almoço...

terça-feira, 12 de junho de 2012

PISAC - FESTIVAL DA COR (1)

Ao percorrermos o Vale Sagrado somos atraídos pela paisagem, o espaço aberto e grandioso. Para onde quer que se olhe encontramos sempre vestígios de construções incas.


O nosso destino era agora Pisac e o seu colorido mercado..mas como a fome apertava parámos numa loja tradicional onde nos deliciámos com umas empanadas acabadas de sair do forno de lenha...e acreditem que não era a fome que as tornavam deliciosas..

Já temperados estavam os leitõezinhos para irem para o forno...eu aprecio muito, aliás é um dos meus pratos favoritos, leitão da Bairrada mas quando como a travessa vem servida com pedaços de leitão..confesso que fiquei impressionada quando os vi inteiros e preparados para irem para o forno e sei que que esta imagem não me sairá da memória tão depressa...



Finalmente fomos  praça principal de Pisac que é um mercado cheio de colorido e com diversos artigos artesanais à venda.



segunda-feira, 11 de junho de 2012

VALE SAGRADO - LAMA,ALPACA, VICUNHA...

Os Incas fizeram obras de construção importantíssimas e grandiosas tanto a nivel de templos como estradas..
Tiveram uma  ajuda  preciosa, mesmo fundamental: - o Lama


Esta espécie da mesma família dos camelos foi inicialmente domesticada, pelo Homem, no Peru, há 4000 a 5000 anos. O lama tem sido um importante animal de carga e fornecedor de carne e lã, na região da cordilheira dos Andes (no Peru, na Bolívia e na Argentina), desde os tempos pré-colombianos (antes da chegada de Cristóvão Colombo à América), graças à sua excelente capacidade para sobreviver em altitudes elevadas (2300 a 4000 metros).



A coloração da pelagem dos lamas é variável, desde o branco ou o amarelo ao castanho-escuro ou negro e pode ser uniforme ou salpicada por manchas de coloração diferente. Estes animais suportam bem as altitudes relativamente elevadas, porque o seu sangue (mais especificamente, a hemoglobina) tem maior afinidade para o oxigénio do que acontece nos outros mamíferos.


A Alpaca  é menor que a lama, tendo uma pelagem mais longa e macia e é criado como fonte financeira principal, devido  à qualidade da sua lã.
Distingue-se do lama pois tem forte pelagem entre as orelhas..




vicunha é o animal que possui o menor tamanho entre os camelídeos andinos, chegando, no máximo, a 1,30 metros de altura e podendo pesar até 40 kg. Sua pelagem é muito fina e tem alto valor comercial; por esse motivo, a vicunha esteve à beira da extinção por causa dos caçadores ilegais. 
Pude apreciar casacos ( e nao só..) feitos com lã de vicunha e a textura e a maciez são impressionantes ( e o preço também...)


A tradição da tecelagem passa de geração em geração e de pequenino se aprende...



Acompanhando a mãe...





domingo, 10 de junho de 2012

VALE SAGRADO DOS INCAS

 Acordei pronta e fresca para mais um dia...a dor  de cabeça tinha cedido à medicação.
Estava pronta para ir conhecer o Vale Sagrado dos Incas, Pisac e Ollantaytambo.
O vale sagrado foi  formado há milhares de anos pelas correntezas do rio Vilcanota e é uma das zonas de maior riqueza paisagística e cultural do Peru.
 

A área, denominada Vale Sagrado dos Incas,  prolonga-se por mais de 100 quilometros (sendo seus extremos as cidades de Pisac e Machu Picchu), e possui numerosos povos (entre eles Ollantaytambo) e impressionantes centros administrativos que testemunham a  sua ocupação milenar. Encontra-se a uma altura média de 2800 metros sobre o nível do mar, e apresenta condições excepcionais, tais como um clima benéfico (18º C de temperatura média anual), rica flora e fauna, terra fértil e inumeráveis riachos que nascem das cordilheiras nevadas que o rodeiam.


O Vale Sagrado foi formado pelas águas do rio Vilcanota e tem este nome desde os tempos do império Inca. Acontece que o rio corre exatamente na mesma posição da Via Láctea, como se fosse um espelho da mesma. Assim, os Incas entendiam que o Vale era o reflexo do céu (da Via Láctea) na terra. Por isso o nome de Vale Sagrado. O assunto era levado tão a sério, que cada vila do Vale representava uma estrela ou constelação do céu. A vila de Ollantaytambo, por exemplo, representava a constelação do Lhama. Mas existiam outras como a do 
Sapo, da Serpente e do Condor.



Íamos agora percorrer este Vale sagrado e a primeira paragem seria numa quinta para observarmos animais característicos da zona