segunda-feira, 29 de julho de 2013

HONG KONG - O ENCONTRO DO ORIENTE COM O OCIDENTE

Hong Kong é frequentemente descrita como um lugar onde "o Oriente encontra o Ocidente", reflectindo a combinação da cultura de raízes do território chinês com a cultura trazida  durante o tempo em que foi  uma colónia britânica.  










              








                                                                                  Uma das contradições mais perceptíveis  e extremamente interessante é a dualidade da forma modernizada da vida de  Hong Kong  com práticas tradicionais chinesas. 





















Conceitos como feng shui são levados muito a sério e tidos em conta em  projetos de construção ultra modernos sendo muitas vezes contratados  consultores especializados.
Objectos como os espelhos Ba Gua ainda são utilizados para desviar os maus espíritos e os edifícios frequentemente não têm pisos que contenham o número 4, devido à sua semelhança com a palavra "morrer" no idioma chinês. Os edifícios têm os pisos 1,2,3 ,5..13, 15..etc..
Este bloco de apartamentos recém inaugurado ( foto) foi arquitectado de maneira a que existisse um espaço aberto para que o espirito da montanha que existe por trás possa ir alimentar-se e banhar-se no mar que existe na parte frontal deste mesmo edifício.... 



sexta-feira, 26 de julho de 2013

HONG KONG: ABERDEEN HARBOUR

Aberdeen é uma área na costa sul da ilha de Hong Kong e tem sido um porto de pesca e a casa para os clãs Tanka e Hoclo que criaram esta zona.


Os moradores nesse barcos- casa já estiveram proibidos de casar com pessoas de "terra"  e nem lá viverem..Muitos habitantes dos barco ali nasceram, casaram e morreram a bordo dos seus sampans e juncos.
A partir do século 20 passaram a ter direitos idênticos aos dos habitantes de terra e agora podem optar por viver nos altos prédios que envolvem o porto. No entanto muitos continuam agarrados aos seus hábitos e não são capazes de largar as suas casas barcos..




O porto ainda ainda uma grande frota de pesca, embora esta tenha vindo a diminuir nos últimos anos. Pequenos barcos de pesca navegam  cerca de 100 milhas náuticas de Hong Kong até ao Mar da China do Sul, mas alguns dos juncos maiores podem navegar até às Filipinas e Malásia.















Os primeiros restaurantes flutuantes apareceram no abrigo de tufões logo após a Segunda Guerra Mundial. Os estabelecimentos maiores foram o restaurante flutuante Sea Palace, que foi vendido e rebocado para a Austrália há alguns anos, e os actuais dois restaurantes flutuantes ancorados ao lado um do outro no porto, o restaurante flutuante Jumbo  e o Tai Pak Restaurant. Estes dois restaurantes estão agora sob a mesma direcção e  são conhecidos coletivamente como Kingdom Jumbo.


terça-feira, 23 de julho de 2013

HONG KONG - VICTORIA PEACK

Recuperados da cansativa viagem subimos ao Victoria Peack num teleférico, uma montanha  localizada na metade ocidental da Ilha de Hong Kong. Possui altitude de 552 m
Parte de Victoria Peak é ocupada por uma instalação de telecomunicações de rádio e é fechada ao público. No entanto, a área envolvente com parques públicos e terrenos residenciais de alto valor é  uma atração turística pois oferece vistas sobre a parte central de Hong Kong, o Porto de Vitória e as ilhas vizinhas.


 A vista era muito bonita mas estava uma neblina que não a deixava apreciar a 100%..foi pena mas segundo nos disseram era a situação mais normal..
Fotografia feita a um postal num dia sem nevoeiro
A vista panorâmica  a que tivemos acesso...maldita neblina...


Apesar do contratempo do nevoeiro valeu a pena a visita..a arquitectura na zona era também muito interessante..


sexta-feira, 19 de julho de 2013

MODERNIDADE E TRADIÇÃO: HONG KONG

Em 2010 viajámos até ao Oriente mais uma vez. Partindo de Hong Kong fomos fazer um cruzeiro até ao Japão que finalizava  em Xangai. Foi uma grande e enriquecedora viagem...
Hong Kong é Uma fascinante metrópole cosmopolita, com 7 milhões de habitantes e 1,1 mil km² de área, onde se combina a cultura oriental com a ocidental.

 Em vez de permitir a ocupação dispersa do território, Hong Kong restringe drasticamente a ocupação do solo. Somente um quarto do espaço da ilha é habitado. Como resultado, a densidade demográfica na cidade é das mais altas do mundo. Chega a 44.700 habitantes por quilômetro quadrado, na Ilha de Kowloon.




















Ao restringir a extensão da cidade, Hong Kong não desperdiça recursos com saneamento, eletrificação e pavimentação de áreas distantes. Investe em dar maior eficiência à infraestrutura existente. Graças à grande concentração espacial, tudo em Hong Kong está perto para todos – inclusive o contacto com a natureza. A cidade é rodeada por parques e reservas naturais, que correspondem a 38% de sua área total. “Qualquer morador chega à praia ou a um parque em menos de 20 minutos”
Depois de horas..muitas horas de avião atravessámos várias ilhas, baias ruas cheias de movimento, construções altissimas e..calor..muito calor húmido. Estávamos em Hong Kong..Rendida pelo sono e cansaço ainda tirei umas fotos no cais onde o paquete estava ancorado..

segunda-feira, 15 de julho de 2013

O LAGO MANYARA

 O lago Manyara fica situado entre Ngorongoro e Arusha onde tomaríamos o avião para regressar.À medida que nos aproximamos observa-se uma  mudança brutal da paisagem. No lugar das planicíes áridas do Serengeti  aparece  uma mata abundante, fechada, com porte de floresta tropical. O segredo da exuberância deste parque são as suas águas subterrâneas. O lago foi descrito pelo escritor norte-americano Ernest Hemingway como o mais 'encantador' da África - fã de caçadas, ele fez duas viagens ao país, em 1930 e 1950. 






Com o clima mais fresco, é comum aparecerem, por entre as árvores, elefantes, 
zebras e macacos, muitos macacos
Se tivesse sido neste local o nosso primeiro contacto com a natureza teríamos adorado..mas depois do Serengeti e de Ngorongoro não nos impressionou tanto apesar da beleza da região..
























A nossa última noite em África foi passada num lodge sobre o lago...a vista da piscina era deslumbrante

Não vou dizer adeus ..mas sim até à próxima...África minha....

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A CAMINHO DO LAGO MANYARA



Estava na hora de deixarmos o Serengeti e  o nossa "tenda" 5*..
 Para trás iam ficando os grandes espaços..



... as belas planícies
de acácias, os passarinhos coloridos


Voltámos a passar na Cratera de Ngorongoro e avistámos os Masai a pastorearem.. estávamos novamente na zona que eles habitam. Podíamos ver as suas aldeias bem protegidas dos animais ferozes
Durante o trajecto vimos imensas termiteiras. Algumas eram enormes ( como a da foto) e situadas perto das estradas, das casas de habitação, umas ao sol, outras à sombra debaixo de árvores...quantos milhões de térmitas existirão nesta termiteira?
Num estudo recente calcula-se que existe uma proporção de 2 mil milhões de formigas por cada pessoa.....ou seja, todas as formigas juntas pesam mais do que todos os habitantes do planeta terra....dá que pensar....

segunda-feira, 8 de julho de 2013

SERENGETI: A MAIOR MIGR AÇÃO TERRESTRE DO PLANETA

Sem dúvida, todo o ecossistema do Serengeti é um paraíso da vida selvagem, uma maravilha natural. Mas são as grandes manadas de gnus e zebras que constituem um dos mais impressionantes espetáculos naturais do mundo animal.



Grandes manadas de gnus migram através do Serengeti. Elas guiam-se  pelas chuvas, que obedecem a ciclos anuais. Em qualquer época do ano, geralmente há chuva em algum lugar dos limites desta vasta pradaria.
Os gnus precisam de água todo dia e de um constante suprimento de capim para se alimentar. Enquanto houver água e alimento, eles permanecem num lugar. Mas com a chegada da estiagem, o capim começa a secar e a água desaparece. As manadas não podem ficar paradas esperando pela chuva, precisam ir aonde está chovendo.
Onde quer que chova na planície, a paisagem ressequida logo se transforma. Em questão de dias, a vegetação começa a brotar e o solo fica forrado de capim verde e tenro. Os gnus não medem distância para alcançar esse alimento nutritivo e suculento.
Essas criaturas conseguem detectar a chuva mesmo a grandes distâncias. Não se tem certeza como sabem que está chovendo em outra região do Serengeti — se é pela formação de nuvens de trovoada ou pelo cheiro de umidade no ar seco. De qualquer maneira, a manada precisa migrar para sobreviver. E ela não perde tempo!
A migração começa aos poucos. Os gnus são animais gregários; quando um deles começa a caminhar em determinada direção, outros param de pastar e o seguem. Logo toda a manada começa a marcha num impressionante êxodo. Eles se deslocam movidos pela sede e pela fome. Às vezes correm. Outras manadas marcham em longas fileiras, criando sulcos profundos na terra poeirenta. gnus...( VER VIDEO NO FINAL DA MENSAGEM)
Atrás dos seguem as zebras  e os antílopes...
A jornada é repleta de perigos. Os predadores seguem o imenso rebanho, de olho em algum animal coxo, retardatário ou doente. Com o avanço da marcha, entram em territórios de leões, que ficam de tocaia. Escondidos entre os capinzais, esses enormes felinos de repente correm em direção à manada, fazendo com que esta se disperse em pânico. Leopardos, chitas, cães selvagens e hienas atacam quaisquer animais que fiquem para trás ou que se separem do grupo. Quando uma presa é apanhada, os abutres aparecem para disputar as sobras.

Para chegarem a Masai Mara que geralmente é o fim da migração têm que atravessar rios como por exemplo o rio Mara. As travessias de rios são eventos espetaculares — do alto dos barrancos, milhares de animais se jogam na água. A maioria consegue chegar em segurança ao outro lado. Alguns são levados pela correnteza ou são apanhados por crocodilos que ficam à espreita logo abaixo da superfície. Todos os anos os gnus e zebras fazem esta perigosa jornada que, pode abranger uma distância de cerca de três mil quilómetros.  
Em abril, eles retornam ao norte através do oeste, cruzando novamente o rio Mara e regressam ao Serengeti. Esse fenômeno, chamado de Migração Circular, acaba com a vida de centenas de milhares de animais por ano, que são mortos freqüentemente por lesões, cansaço ou por serem vítimas de predação. É o circulo da vida  a que se refere  a música tema do filme  O Rei Leão


videoNeste pequeno video filmado
 ( e não editado) pelo meu marido podemos observar a migração de uma manada..

sexta-feira, 5 de julho de 2013

SERENGETI - VIVER A NATUREZA SELVAGEM EM PLENO...

A terra  no Serengeti é coberta por uma camada de rico solo vulcânico, ideal para a formação de prados verdejantes que dominam o cenário. Ocasionais bosques de acácias e savanas com espinheiros fornecem a folhagem de que as manadas de elefantes se alimentam. Grupos de girafas  deslocam -se
graciosamente pela savana com seus passos longos e compassados.







Formações rochosas, desgastadas pela erosão do vento e da chuva, erguem-se como sentinelas, servindo de pontos de observação para leões e leopardos
Aqui duas dessas formações rochosas  parecem que se beijavam...























Parámos numa zona protegida...aí tivemos acesso a informações sobre o parque e a sua via selvagem e até observámos características importantes  das várias ossadas que ali se encontravam



quarta-feira, 3 de julho de 2013

SAFARI NO SERINGETI....

Saímos cedo para um dia de intensa actividade. Tinha a certeza que seria empolgante não só pela bela paisagem envolvente mas porque iríamos ver de certeza imensos animais selvagens

Passámos por um grupo grande de girafas que se alimentavam das folhas dos ramos mais altos das árvores






Foi então que avistámos uma cena maravilhosa e parece que muito rara...duas leoas com varias crias bébés que eram uns autênticos peluches...e estavam bem perto do nosso trilho...aí que vontade de ir pegar um dos bébés...
É uma cena rara pois geralmente as mães leoas não expõem tanto as suas crias...
Há muitos grupos de leões no Serengeti. No calor do dia, eles se espreguiçam à sombra de árvores e arbustos, deixando para caçar ao cair da noite, quando está mais fresco.

Durante este dia iríamos ver mais de 30 leões...muitos a dormirem e outros deambulando vagarosamente..

A paisagem envolvente era linda...